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terça-feira, 23 de outubro de 2012

João


- Oi, eu queria cortar o cabelo.
- Sim, por aqui. Já sabe como quer cortar?
- Joãozinho.

Silêncio. Ela me olha incrédula. Olha em volta para as colegas que também permanecem boquiabertas. Ela quer dizer muita coisa, quer me convencer do contrário e me mandar fazer dois anos de terapia, mas só consegue balbuciar:

- Tem... Tem... Certeza?
- Sim.

E foi com essa palavra que eu selei meu destino.

Mas ok, certeza, assim certeza, daquelas absolutas, eu não tinha. Passei uma hora dentro do ônibus decidindo que iria transformar o meu Channel em Natalie Portman e tomando coragem para isso.

Daí a urgência. Eu sabia que teria que saltar do ônibus e procurar imediatamente um cabeleireiro. Se deixasse para depois, perderia aquele fiozinho de determinação. It's now or never, como diria o Rei.

O resto do salão aguardava apreensivo o resultado. Ela começou. Pegou a tesoura com pesar e aparou minhas madeixas.

- Está bom?
- Mais curto, por favor.

Ela deu um suspiro de resignação. Corta daqui, apara dali, repica. Voilá.

- Está bom?
- Está.

Mas não estava. Com cabelo molhado e aquela capa de cabeleireiro em volta do pescoço eu estava xingando a Emma Watson de todos os nomes por parecer tão bonitinha com aquele cabelo, enganando jovens adultas como eu.

Olhei para o meu cabelo no chão. Pensei em guardar para reimplantação mas a assistente varreu tudo. Droga. Vou ter mesmo que esperar crescer.

Ela tira o manto preto, seca meu cabelo, passa cera e ajeita a franja. Meio desanimada, me olho novamente no espelho. Me surpreendo. Gosto muito do que me olha de volta.

Sorrio. Por ter tido coragem de mudar. E a coragem me foi devidamente recompensada:




"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."

domingo, 9 de outubro de 2011

Smile

Felicidade é assim, até nas pequenas coisas: quando você sorri para a vida, ela dá um jeito de sorrir para você!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

20 anos

Andando por algumas ruas lembrei de você. Parei em frente à sua janela, mesmo sabendo que há muito tempo que você não mora lá. Queria te encontrar. Primeiro nos estranharíamos. Você com certeza iria lembrar de mim. Todo mundo diz que a minha cara não mudou muito. Trocaríamos exclamações. "Nossa! Como você cresceu!", "Você continua igualzinha!", entre outras coisas que se dizem quando você revê alguém passado muito tempo.

Como passou rápido... É clichê dizer isso, mas parece que foi ontem. Tenho saudade das nossas brincadeiras, do tempo do colégio, das férias no sítio da vovó... Sabe que eu fui à nossa antiga escola e a freira ainda lembrava de mim? É muito bom olhar para trás e ver tanta coisa boa!

Eu cresci. Bastante. Acredito que você também. Mudei muito. Algum dia você iria acreditar se eu te dissesse que o meu guarda-roupa está cheio de vestidos?! E lembra que você queria tanto um irmãozinho? Veja só, eu hoje tenho cinco. Engraçado, né? A vida dá tantas voltas. A gente tem que ter muito jogo de cintura para não dançar de vez.

Por falar em dançar, eu aprendi a sambar. Lá fora todo mundo acha que brasileiro já nasce sabendo, mas foi depois de muitos anos parecendo um macaquinho com espasmos que finalmente aprendi a dar uns passos certos. Foi assim na marra, na força de vontade. Do mesmo jeito que você aprendeu a andar de bicicleta. Você insistiu tanto para eu andar e me fez cair trocentas vezes até eu aprender.

Quando eu completei os meus vinte anos eu lembrei que a gente achava que com essa idade seríamos extremamente adultas, maduras e bem resolvidas. Não contei para ninguém que a gente pensava isso. Até porque eu não me sentia minimamente adulta. Muito menos bem resolvida! Lembra aquelas brincadeiras que a gente fazia na última folha do caderno da escola, para descobrir com que idade a gente iria casar, quantos filhos íriamos ter e todas essas coisas que nos fariam mulheres realizadas? Lamento querida, não deu certo. Eu não casei aos vinte anos. Para falar a verdade, o casamento há muito que já não se inclui nos meus planos. Também não tive as quatro filhas com aqueles nomes que a gente tinha combinado.

Para compensar eu tenho uma gata, a Napoleona. Você iria adorar conhecê-la. Minha mãe, que não permitia bichos em casa, hoje tem dois cachorros.

Falando assim é que eu vejo quanta coisa a gente tem para pôr em dia. Eu queria ter te dito muita coisa. Queria poder ter te aconselhado na escolha da faculdade, dos empregos. Queria poder ter dito para você ir com calma e não se envolver com "esse" ou "aquele" babaca. Porque eu já passei por isso e sei que dói muito quebrar a cara. Queria poder evitar que você passasse pelo mesmo. Mas seria inútil. Errar é uma parte essencial da vida.

A verdade é que aprender a relacionar-se é como aprender a andar de bicicleta. Você precisa cair para saber que o chão é duro. Para entender que ter equilíbrio é importante mas que, se cair, tudo bem. Do chão não passa e não existe remédio senão conseguir levantar-se e continuar pedalando.

Por isso pedale, sinta o vento na cara, aproveite. Você ainda tem muito chão pela frente.

domingo, 7 de agosto de 2011

An@Lu in the sky with diamonds



Agora eu ando dormindo muito bem acompanhada!

sábado, 2 de julho de 2011

Então, depois que saiu o cor de rosa e graças ao sol, o meu cabelo deu uma de pokemón e decidiu sozinho que iria evoluir para essa cor:



Eu só notei isso há dois dias. Mas diz-se que eu já ando assim há mais de um mês.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu vejo as pessoas olhando pra mim na rua. Aí depois eu lembro:

"Ah é, eu tenho o cabelo cor de rosa."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Legião Francesa

Foi amor à primeira vista. Os olhos verdes, o cabelo negro, o jeito misterioso. No começo, confesso, tive algum receio. Mas passados dois dias começamos a nos entender. Viramos inseparáveis. Ele tolerava o meu mau humor da manhã mas não me deixava dormir de noite, sempre andando de um lado para o outro.

O problema foi não reparar nos detalhes. Ele, que dormia na minha cama, resolveu se soltar pelo mundo. Mas ainda assim o meu amor voltou.

Foi aí que eu descobri que as coisas entre nós tinham mudado. Notícias que foram difíceis de digerir. Porque você espera ouvir muita coisa na vida. Mas não que o seu mais que tudo está grávido. É, isso mesmo. GRÁ-VI- DO.

Porque ele não era ele. Era ela. E já era tarde para trocar de identidade. Porque a gente se habitua com os nomes, com os apelidos. De certa forma o nome cria a personalidade.

Há cerca de 20 dias ele - ou melhor, ela - me cinco alegrias que atendem pelos nomes de Panda, Pirata, Batman, Cleópatra e Darth Vader. A legião francesa, filhos do Ex Napoleão Augusto que agora é Napoleona, Napolita ou simplesmente Naná.

Ela é uma supermãe que não larga as crias e eu sou a avó babada que passa um tempão enfiando gatinhos na cara das pessoas e perguntando: "Não são fofos? Olha, olha! Não são lindos?".

Verdade seja dita, gatos bebês são a coisa mais gostosa do mundo. E eu, a avó mais feliz!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cinderella Time

Ok, pelos últimos posts melosos, já deu para notar que eu ando apaixonada. É gente, tô namorando. E feliz.

*Pausa para um suspiro*

Dentre os muitos motivos (acreditem, são mesmo muitos) que eu tenho para gostar dele, um deles é que ele me fez romper com alguns preconceitos e acreditar em seres fantásticos e míticos, como o famoso "Pé Grande".

A foto abaixo é a evidência que este ser existe e que tem passado algumas noites na minha casa. Tirem as crianças da sala, porque a próxima imagem é chocante:

He & She


E isto caros leitores, é a prova que sapatos 40 bico largo podem ser considerados pequenos e delicados.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ruiva, eu?

Essas coisas de vaidade chegaram bem tarde em mim. A primeira vez que eu pintei as unhas foi há uns 3 anos. E até hoje carrego com orgulho uma sobrancelha digna de Frida Khalo porque arrancar um a um os pelinhos que ornam a minha cara parece tortura medieval demais para o efeito que tem.

Aliás, eu acho que as mulheres deveriam passar mais tempo fazendo exercício do que fazendo sobrancelha. Porque, convenhamos, as chances do lindão olhar primeiro para a sua bunda são muito maiores.

E, coomo tenho uma mãe viciada em tintura, sempre tive algum receio de pintar o cabelo. É que eu e já vi verdadeiros desastres na cabecinha dela. Sério gente, ela já chegou em casa de cabelo rosa e vermelho! Por isso sempre preferi jogar pelo seguro e manter o meu da cor natural.

Recentemente fiz algumas incursões pelo mundo do cabelo cor de rosa, mas foi uma coisa bem light. Umas mechas que saíam ao fim de mês e meio. Mas, há poucos dias vi no orkut de uma amiga minha um cabelo que eu adorei. Uma coisa meio maluca, pintado de vermelho só nas pontas. Aquilo que eu sempre quis fazer durante os anos rebeldes da minha adolescência mas que mamãe nunca deixou.

Pois bem, peguei na foto e mandei para o cabeleireiro. Ontem ele veio me transformar. O resultado foi esse aqui:

Pequeno Jedi, se você não nota nada de diferente, lamento te informar, mas você é daltônico.


Ok, o resultado não tem nada a ver com aquilo que eu imaginei. Mas a verdade é que eu adorei! Estou largando a minha morenice por uns tempos para assumir essa cor hibrida entre o loiro e o ruivo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Here, there and everywhere

- Nossa, que foto é essa na piscina?
- Foi de um fim de semana que eu passei. Num lugar entre o Alentejo e a Felicidade.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Andar com fé eu vou...

E eis que na noite de Santo Antônio, no meio da maior festa de Lisboa, uma amiga declara:

- Eu não passo essa noite sem acender a minha velinha para o Santo.
- Ah fala sério! Esse Santo não é para casar? Eu não quero casar!
- Não mas eu acendo para ter abundância.
- De homem?
- Claro!
- Ah... Se é assim...

domingo, 16 de maio de 2010

A razão

O motivo pelo qual eu não posto com mais frequencia é que eu fiquei sem assunto. Não sei como aconteceu, mas acho que as palavras me faltam. Casa - trabalho - volei - casa - festa. Virou rotina, sei lá.

Saí uns tempos com um carinha meio mole. Tá, não é bonito de se dizer. Mas desde quando eu só digo coisas bonitas? Ai gente, quando é que homem vai perceber que mulher detesta aquele cara sempre bonzinho, carinhozinho e queridinho? Aliás, um homem que a gente descreve sempre no diminutivo não é um homem com quem a gente queira realmente estar.

Ah, e nesse meio tempo sem escrever eu tive também uma gripe e uma amigdalite. A primeira da minha vida. E como eu nunca tinha tido amigdalites, não sabia direito os sintomas. Então eu fiquei tomando remédio pra gripe, crente que estava abafando.

E a dor no corpo nada de passar, dor de cabeça nada de passar. E demorou 10 dias. Sim, 10! Até eu notar que talvez fosse qualquer coisa pior que gripe. Eu até cheguei a procurar no google os sintomas da gripe A porque, como eu tenho espírito de porco, eu achei que fosse grupo de risco da gripe suína.

Isso durou até que uma colega de trabalho disse que eu estava com a cara inchada. Tudo bem, eu engordei mas dizer assim...?

Bom, fui no banheiro e reparei que o meu pescoço estava enooorme! Enfim, entre injecções de penicilina eu me mudei de malas e bagagens para ser mimada pelos pais. E não é que eu gostei?!

Mas para falar a verdade, mesmo a verdade... O motivo pelo qual eu não escrevo mais é que quando eu chego em casa e me preparo para escrever... O Napoleão vem deitar na almofada preferida:

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Napoleão

Já há uns tempos que eu não dou as caras por aqui, né? Mas de vez em quando é assim. A vda fica corrida e entre trabalho e vida social mal sobra tempo para dormir.

E eu tenho que confessar que agora quando eu chego em casa eu já não vou correndo para o computador. É que agora eu arrumei uma companhia masculina para aqueles momentos mais solitários.

E gente, ele é um gatinho! Um negão de olhos verdes muito do carinhoso e cheio das vontades. Eu não costumo dizer os nomes dos meus amores aqui no blog, sou discreta em relação a essas coisas. Mas esse é especial e fez com que eu me apaixonasse à primeira vista.

Talvez tenha sido pelo jeito discreto e elegante de andar. Ou pela forma de se aninhar em mim quando estamos no sofá. Eu vendo televisão e ele aproveitando o carinho.

Espero que seja uma relação para durar muito tempo. Por isso tenho que apresentar para vocês o novo (e de momento mais importante) personagem da minha vida.



Esse é o Napoleão Augusto. Eu não disse que ele era gostoso? E o pior é que ele sabe disso. Ele me conquistou no minuto que passou pelas minhas pernas com aquele olhar de "eu sei que eu sou gostoso e que você me quer".

O nome foi fácil de escoher. Napoleão Augusto. Dois nomes de imperadores porque já deu pra ver que quem vai mandar aqui em casa é ele!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

10 Desejos para 2010

Este blog vem desejar a todos um 2010 cheio de:










quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

E chegou aquela altura do ano...

Por isso, Estrela Regina e Eu viemos aqui deixar registrado os nossos votos de um Natal Feliz e desejos de um maravilhoso 2010!



PS - Tudo bem que esse ano eu estou me sentindo mais o "Tio Scrooge" e o espírito natalício não bateu, mas a tradição ainda é o que era!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

De cabelo novo, de novo!

Meninas, vocês lembram daquela altura que a gente andava na escola e usava arquinho no cabelo? Pois é, a moda voltou. E a culpa disso será, provavelmente, da Blair Waldorf, personagem da série Gossip Girl. Eu nem sou muito "fashion victim" mas meu irmão de 12 anos me convenceu a comprar um e eu até gostei do look meio Alice no País da Maravilhas.

Ah, e por falar em cabelo... Sabem aquele cabelón que estava quase na cintura? Pois é, foi cortado um pouco abaixo dos ombros. Tudo bem que eu queria dar um pouco de vida e não especifiquei para o cabeleireiro o que era para fazer mas... Precisava tirar metade das minhas madeixas???

Ok, nem ficou feio e eu já tive o cabelo mais curto, mas depois de um tempão usando cabelo mega comprido, a gente custa a acostumar de novo com a cara não é?

UPDATE: Olha aqui uma montagem estilo "antes e depois"



PS: Bruno, eu sempre ouvi dizer que mulher costuma cortar o cabelo quando termina uma relação. Neste caso eu quis cortar porque eu vi uma foto minha onde eu estava de costas e achei o cabelo muito "Maria Madalena" demais. O problema foi não ter especificado para o cabeleireiro que eu só queria cortar um pouquinho e dar uma repicada. Porque eu até estava curtindo o visual cabelão. Enfim... Cabelo cresce, né?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Tomatina Trip - Fotos


Hmmm... O quarto deve ficar mais ou menos aqui...



O nosso apartamento com vista para o mar


O Gang do Tomate ainda limpinho.


An@Lu à Bolonhesa



Tomato Pride!

domingo, 16 de agosto de 2009

Correndo para o abraço

A campanha existe a nível mundial mas, em Portugal, foi um turco chamado Mustafa que resolveu agitar as massas e implementar este projecto por terras Lusas.

(Zoe, 3 anos, Alemanha: A nossa mascote!)

Foi assim que ontem teve lugar ao meu 1º evento de "Free Hugs" em Lisboa. A ideia é bastante simples: basta juntar um grupo de gente bem disposta e animada, cada um com o seu cartaz anunciando a que vem: Free Hugs. Ou seja, abraços grátis.

(Casey: Pós doutorada pela Univ. de Cambridge em abraços)

Depois é só pegar nessa galera, posicionada num local estratégico onde passa bastante gente e começar a abraçar todo mundo. O "point" escolhido foi em frente aos armazéns do Chiado.

(Diana: Aquela que, literalmente, corre para o abraço)

Parece meio coisa de doido, não é? Mas acho que há muito tempo que não me divertia tanto! E tinha abraço para todos os gostos. Abraços brasileiros, portugueses, turcos, argentinos, ingleses, australianos, franceses, holandeses, alemães, angolanos, belgas, americanos... Teve abraço correndo, abraço no carro, no polícia, abraço de grupo, abraço com beijinho, abraço de lado meio sem querer ser abraçado... Enfim, ontem no Chiado, dava mesmo para abraçar o mundo de vários jeitos!

(Toby: Muito eu abracei esse australiano!)

O legal foi ver as pessoas aderindo, principalmente as pessoas de mais idade, que mesmo sem perceberem nada de inglês para ler os cartazes, entendiam muito de abraço.

(Hugo: O grande abraço lusitano!)

Claro que tinha aquela gente mau humorada, que está tão fechada no seu mundinho, que nem um abraço aceita. Mas, o que vale, é que esses era uma escassa minoria pois, no geral, o povo aderiu muito bem e ontem foi um dia em que Lisboa esteve, definitivamente, de braços abertos para o mundo.