A bobona aqui fica com os olhos marejados cada vez que vê esse anuncio. Secretamente desejando, mais do que acreditando, que exista algo assim reservado para ela.
Ontem à noite eu fui a Paris. Através dos olhos de Woody Allen. Não posso dizer que sou fã, mas desde "Match Point" que eu tenho gostado de todos os filmes dele.
Meia-noite em Paris não foi exceção. Fui ver por acaso, num cinema charmoso em Ipanema com apenas 37 lugares e boa companhia.
A fotografia e a trilha sonora foram o que mais me encantaram no filme e me trouxeram essa nostalgia de Paris na década de 20. As poucas cenas do meu feio preferido como Salvador Dali e Owen Wilson num tom discreto de comédia deram leveza ao filme.
Meia Noite em Paris fala de passado, da nostalgia e essa mania da gente achar que "antigamente" (seja lá quando isso for) era tudo melhor. Será?
Maybe the present is a little unsatisfying because life is a little unsatisfying
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Vejam esse videoclipe. Mais precisamente no segundo 50.
A primeira vez que eu ouvi falar em Carpinejar foi numa madrugada sem sono, há uns anos três ou quatro atrás. Tropecei num blog por acaso. Provavelmente relacionado com uma pesquisa qualquer do google. Li um texto que não se relacionava em nada com a pesquisa. Mas falava de mim.
Me apaixonei, claro. Depois de um veio a vontade de ler outro. E outro. Só mais um. Quando vi, já era manhã e eu tinha passado a noite com ele.
Decidi escrever-lhe um e-mail. Naquela época eu ainda não sabia que os blogs mereciam comentários. No dia seguinte, ele me surpreendeu com uma linha:
Obrigado pela ternura, Ana Lu. Por isso estou dormindo tão bem, tua insônia está me cuidando. beijos Fabro
Desnecessário dizer que ele ganhou uma fã. Leio-o, devoro-o sempre que possível. Ah, e caso vocês não saibam, ele é um dos responsáveis pela existência desse cantinho virtual.
Hoje assisti a entrevista dele no Jô. Dei gargalhada demais e achei injusto não partilhar com vocês.
São 30 minutos de aula sobre amor, ciúme e relacionamentos, temperada com muito humor.
A saudade é um sentimento curioso. É, provavelmente, dos sentimentos mais urgentes que existem. Acho que todas as canções e poemas sobre saudade devem ter sido escritos nos primeiros dias da partida do ser amado.
Porque, convenhamos, saudade - essa palavra que só existe no nosso idioma - se esgota ao fim de um tempo. Essa dor tamanha, que parece que não vai passar nunca, também passa. E aí a gente passa só a sentir falta, quando lembra, de vez em quando. Por fim, a gente se acostuma com a ausência, que se torna presença constante. E vira lembrança. Às vezes doce, às vezes agri-doce.
É que nem fazer dieta. A gente pena nos primeiros tempos para se habituar a viver sem aquilo que (parece que) faz tanta falta. Depois se habitua à saladinha light, grelhados e só escorrega no açúcar vez por outra porque ninguém é de ferro.
Afinal, e todo nutricionista que se preze sabe disso, o segredo de uma vida amorosa saudável é evitar comer frituras e tudo o mais que faça mal ao coração.
Eu às vezes me espanto a ouvir certas músicas e ver como elas servem como luvas na minha vida. E, entre alguns gemidos, a Shakira acertou em cheio!
When it comes to men, it’s known That I end up choosing wrong ‘Cause I always trip and fall The same old rock and repeat and go back
How blind a girl can be To miss you hide your ring Thought about everything I’m so naive imagining all that
I Did It Again now I’ve got it all wrong But it felt so right I can’t believe it All the mistakes that Went on for too long Wish there was a way I could delete ‘em
Gente, eu tô voltando. Eu juro que o blog não foi para o espaço. Mas recompor-me levou seu tempo. E, verdade seja dita, eu sempre fico sem jeito de escrever depois de colocar um texto como o anterior.
É que parece que falar do meu novo baton vermelho, da minha teoria sobre sobrnacelhas, do novo bofescândalo ou de qualquer outra coisa mais leve, vai tirar solenidade ao que se passou. Daí a ausência prolongada.
Mas aos poucos a programação volta ao normal. Enquanto isso, eu vou aproveitar os meus 15 segundos de fama que (mais) uma reportagem sobre a Roda de Choro me trouxe:
Eu não quero falar novamente de álcool, mas o problema é que se eu tiver que botar uma trilha sonora para as minhas duas últimas semanas, acaba que o tema ideal será: "Beber, cair e levantar".
Por isso decidi contar uma coisa de extrema importância: eu já montei a minha árvore de natal. Tcha-ran!
Quer dizer, não é bem uma árvore: é uma coisa pós-moderna. Meio na escola do Frank Lloyd Wright. Em primeiro lugar eu não tenho árvore. Quando me separei do meu ex, a divisão de bens foi tão a fundo que ele ficou com a árvore de Natal e eu fiquei com a decoração.
Aí como esse ano eu estava me sentindo meio artística, talvez influências do ex que era músico... O quê? Eu não disse que a gente terminou? É, já vai fazer um mês que esse blog já não tem "Primeiro Damo".
Mas antes das más línguas virem dizer que esse é um post no estilo "morena solteira procura", aviso aos navegantes que a morena aqui cansou de procurar e decidiu se juntar a um convento.
Apenas ainda não encontrei a ordem religiosa adequada à minha vocação. Porque já tem muito hype à volta das Carmelitas descalças. E, convenhamos... Mulher que é mulher precisa de sapatos.
Porque uma coisa que eu aprendi no alto dos meus recém-feitos 26 aninhos é que, nos dias em que a gente está se sentido feia e gorda e o cabelo não fica direito por nada no mundo, é o dia em que a gente deve botar o saltão de dez centímetros e sair poderosa pela rua. Mesmo que vá para Alfama, bairro conhecido pelo sobe e desce das ruas de paralelepípedo. Mesmo que a ideia seja dançar.
Desse modo, enquanto não inventarem as Carmelitas Jimmy Choo, ficarei vagueando por aí porque, como dizia o poeta "o segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você."
Eu já tinha ouvido falar de "Maria-vai-com-as-outras", "Maria-chuteira" e "Maria-Gasolina". Mas, apenas há dois dias ouvi falar de Maria Gadu.
Na verdade eu ouvi uma musiquinha muito gostosa no carro, procurei no google por um trecho que eu lembrava e fui parar em um montão de vídeos do youtube. As músicas são doces, a voz é melodiosa e eu me apaixonei, em particular, por uma versão de Ne me quitte pas.
Desde aí, ela não sai do meu MP3. E, enquanto eu termino de ler o novo livro do Dan Brown (ah, eu gosto de Dan Brown, e daí?!), deixo vocês em boa companhia.
Eu nunca fui muito dada à música. Aliás, no meu caso, a falta de talento musical é absurda. Eu sou completamente desprovida da capacidade de distinguir notas musicais e, por vezes, até instrumentos numa banda. Por isso, ver uma orquestra tocar ao vivo, nunca foi coisa que me despertasse interesse.
Só que, como todo mundo, eu também tenho uma quedinha por algumas trilhas sonoras. Sei lá, músicas que eu cresci ouvindo. Todo natal passava a "Noviça Rebelde" na televisão. Eu adorava todas as músicas. E, mesmo não sendo bem da minha época, eu já me acabei cantando "tell me more" no chveiro. Foi assim que me convenceram a ver a apresentação do "Lisbon Film Orchestra".
A proposta era simples: uma orquestra que se dedica a tocar trilhas sonoras de filmes. Parece legal, certo? E é demais! Foi uma das melhores noites de ultimamente!
Eu, que nunca tinha visto uma orquestra ao vivo, fiquei boquiaberta! É um espectáculo lindo. Todos tocando juntos, fazendo música e dando vida aos clássicos do cinema.
E que clássicos... Mágico de Oz, Indiana Jones, Psycho, Phantom of the Opera, Harry Potter, entre outros... Tudo desfilando na minha frente. Tão real que eu sentia que se esticasse o braço seria capaz de tocar na música.
Os violinos parecem coreografados. O maestro dança. O contrabaixo impõe respeito. Tudo é lindo, tudo é harmonioso.
Não sei se existe uma definição exacta para magia, mas creio que será algo semelhante ao que eu vivi ontem!
Para tudo! Vocês ficarão felizes por saber que eu encontrei o futuro marido!
Morram de inveja porque ele é liiindo até não poder mais. Alemão, 28 aninhos, cabelo comprido e cara de top model. Tem uma tatuagem no braço direito. Usa um "gangsta hat" que está super na moda aqui na Europa (sim, também quero comprar um!). Ele é músico e tem tudo para ser o vocalista numa banda de Rock famosa.
Mas, o que vocês imaginam que esse ser humano faz da vida? Pois é, eu fiquei surpresa ao descobrir que ele toca violino!
Além de tornar os clássicos bem mais agradáveis à vista, ele também toca os "clássicos" actuais como "Nothing Else Matters", "Smooth Criminal", entre outros, chamando a atenção a um público mais jovem e trazendo a orquestra ao povão.
Para vocês entenderem melhor o que eu estou dizendo, fica aqui uma amostra. Quando eu vi o vídeo, eu lembrei daqueles restaurantes românticos, à luz de velas e com um violinista tocando ao vivo. Aquele cenário perfeito para uma noite a dois.
O problema é que, se eu estivesse num restaurante com um bofescândalo e me aparecesse esse deus germânico à frente, num instantinho a atenção se voltaria única e exclusivamente para o violinista!
Imaginem que a música descreve exactamente o que está acontecendo no video clipe. Seria uma ideia interessante, principalmente para vídeos non-sense que de vez em quando inventam. Eu ri demais com isso e resolvi partilhar com vocês.
Sabem aquelas horas onde você já mandou recado pra todo mundo no Orkut, não tem ninguém no MSN e você fica olhando para o computador frustrada porque o post não vem?
Aí você se pega vagueando pela internet sem destino... E não é que numa viajada dessas eu descobri que se você fizer uma pesquisa por "lip sync" no youtube você vai encontrar os vídeos mais vergonha alheia da internet.
É um tal de neguinho saindo do armário dublando a "Barbie Girl" e a Shakira. Horas infindáveis de caras e bocas de gente completamente deprovida de qualquer noção.
É o que dar estar cheio de hormônio e não ter namorada(o)...