segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Você acredita Eduardo e Mônica?

"E quem um dia irá dizer que exise razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão...?"

Assim começava a história de Eduardo e Mônica, contada pelo grande Renato Russo. Duas pessoas de mundos completamente diferentes que se cruzaram, se apaixonaram e viveram felizes para sempre. O perfeito conto de fadas moderno.

Mas agora eu me pergunto, até que ponto dá para viver uma relação "Eduardo e Mônica"? Imagina só, domingão você quer sair e andar de bicicleta, ele quer ficar em casa. Sábado à noite você quer curtir um cineminha, ele quer ir para o boteco com os amigos... E esse é só o começo...

- Pôxa, eu me amarro no rock brasileiro dos anos 80: Paralamas, Legião, Cazuza...
- Ah Mina, meu negócio é Bruno e Marrone, Rio Negro e Solimões (Sem ofensas pra quem curte. Porque gosto é igual a cu, cada um tem o seu)...
- Ih, abriu um restaurante de comida japonesa lá em Cascais, vamos?
- Que comida esquisita mulher! É muito melhor ir no rodízio.
- Tá, eu também gosto de rodízio mas...
- Então vamos pro rodízio gata!

Tá certo que quando você namora você tem que respeitar o outro, aceitar as diferenças, fazer algumas cedências e tal. Mas... E quando a única coisa que vocês concordam é que vocês discordam em tudo!?

Aí você tenta driblar as diferenças. Você gosta de ler ele gosta de jogar futebol. Beleza, ele sai pra jogar e você fica em casa lendo. Ele gosta de boteco você gosta de cinema. Resolvido, ele sai com a turma e você vai no cinema com as amigas. Você gosta de ficar na internet e ele gosta de novela. Simples, você fica no computador e ele na televisão.

Assim é fácil. Mas isso é uma "não relação". É evitar problemas. Pra quê estarem juntos se vocês fazem tudo separados?

Isso de relacionamento é muito complicado. O sucesso de uma relação - seja ela namoro, casamento, rolo, curtição ou qualquer outra coisa - não tem uma fórmula pré definida. Depende de cada casal. Cada um tem um jeito de lidar com as diferenças e semelhanças. Mas para mim têm que existir semelhanças. Eu não consigo viver só com as diferenças. Eu não consigo ser a Mônica do Eduardo. Acho que eu iria procurar um Rafael, um Pedro, um Alexandre.... Alguém com mais coisas em comum comigo.

Para mim Eduardo e Mônica são uma utopia. Um sonho de um cara que acreditava que "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"...

sábado, 11 de agosto de 2007

E aí veio o príncipe encantado

Eu sempre amei dizer que era uma mulher forte, independente e segura. Mas hoje eu precisei de um príncipe encantado. E o melhor de tudo é que ele estava ali.

O meu príncipe não veio de cavalo branco para me salvar da bruxa má. Aliás, o meu prícipe até estava de carona comigo no meu Smart preto. E o pneu furou...

Eu ia deixar ele ali no Cais do Sodré, quando ele sai do carro e diz: "Aí princesa, teu pneu tá embaixo". A recém intitulada "princesa" sai do carro para ver a situação. E o pneu tava ali, murchinho, tristonho... E diz:
- Ooohhhh.... E agora?
- Ué, agora a gente troca!
- Mas o meu carro não tem step...
- Como assim? Tem que ter!
- Não, os Smarts não têm steps.

Liga para a mãe e a mãe não atende. Liga para o cara que vendeu o carro e não atende. Liga de novo pra mãe e não atende. Quase em desespero liga para o ex que desliga na cara. E diz para o príncipe:
- É melhor vc ir, pra não atrasar mais.
- Eu vou ficar aqui com você princesa.
Pausa, música romântica em off, câmera lenta e brilhozinho nos olhos
- Obrigada...

Lá descobri que o meu carro tem um "kit pneu furado" que é composto de um liquidozinho branco que você põe no pneu e depois tem uma bombazinha que você liga no isqueiro do carro e enche o pneu. O meu príncipe tratou de tudo. Eu só fiquei dando palpite.

De pneu cheio me despedi do príncipe e agradeci e pedi mil desculpas pelo sucedido. Voltei para casa de pneu remendado. Como eu tava morrendo de medo que aquilo arrebentasse eu fiz a Marginal TODINHA a 30Kms/h. Claro, liguei os 4 piscas porque pensei assim: "Eu estou andando anormalmente devagar. Mais vale ligar os 4 piscas para os carros saberem que eu não vou passar dessa velocidade". Esse pensamento foi muito simples e lógico pra mim. Mas aparentemente não ficou claro o suficiente para os 12 condutores simpáticos que fizeram sinais me avisando que eu tinhaos quatro piscas ligados... Deu vontade de pôr um sinal luminoso dizendo: "Eu estou com problemas no pneu. Ultrapasse logo que possível."...

Depois cheguei em casa e a família da princesa veio me buscar para jantar. Claro, tava nervosa e fiquei carente. Nada melhor que um colinho da mamãe, né?

Ai ai... Independência, a quanto obrigas... A gente custa a assumir, mas um príncipe de vez em quando quebra um galho enorme. A gente quer ser forte, mas as vezes é bom ter alguém que nos apoie, que nos dê colinho, que diga que vai ficar tudo bem. É muito gostoso ouvir: "deixa que eu cuido disso", mesmo quando a gente finge que não gosta.

Feministas, não me batam! Mas toda mulher precisa de um príncipe. Nem que seja só pra fazer companhia enquanto a gente resolve o problema.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

O dia em que o retrovisor caiu

Hoje sou uma mulher realizada. Consegui estacionar o meu carro pela 1ª vez entre dois carros (de lado), sozinha. Sem ninguém ajudando. Só eu, meu Smart e dois pedreiros rindo da minha cara como se não houvesse amanhã.


É que eu tenho uma relação de amor e ódio com a condução. Eu detesto dirigir, mas amo meu carrinho. Eu fico muito nervosa no trânsito, tendo que prestar atenção aos sinais, aos outros carros, ao caminho que eu tenho que tomar... É muita coisa.

Eu só tenho carteira há 5 meses, mas já tenho cada história... Parece que tudo acontece comigo.


Foi como daquela vez em que eu estava dando carona para a Vivi na volta do trabalho.

Vínhamos conversando e perto de Algés a Vivi diz assim:

- Ué, você não tem retrovisor do lado direito?

- Duh... Claro que tenho retrovisor do lado direito!!!

- Ai não tens não...

(Olha para o lado, repara que não tem retrovisor... Faz cara de bunda...)

- Ohhh... Mas hoje de manhã eu tinha...


O meu retrovisor simplesmente caiu. Não sei onde, e tive que botar um espelho novo. Ele cansou de estar grudado ao meu carro e suicidou-se... Pulou para fora da caixinha e deve ter ficado estatelado na rua... Os outros dois espelhos ficaram um pouco traumatizados e demoraram a se habituar ao novo irmão que veio substituir o espelho suicida. Mas hoje os 3 retrovisores trabalham harmoniosamente auxiliando a minha condução. Ah, e de vez em quando ajudam a retocar o batom e dar uma caprichada no visual.



O meu carro é o da frente. Meu Smart pretinho lindo!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Você tem lingerie?

Eu e amiga na praia:
- Nossa amiga, teu marido tá ficando com peitinho... Olha lá!
- É, ele tem uma barriguinha e tal...
- Não, eu tou falando de peitinho mesmo! Olha!
(cara de quem acabou de reparar que o marido tinha peitinho)
- ESTÚPIDA
- Eu também te amo

Deus me puniu com marcas de óculos de sol na cara. Bem no meio do bronzeado. Pôxa, só porque eu reparei que ele tinha peitinho... Não é justo!

E depois você conta pra amiga que vc está solteira. E de repente surge o primo do namorado da amiga. E aí você conversa no MSN até as 2 da manhã. E o assunto vai acabando, e vc vai ficando com sono... E de repente a pérola:
- Vc tem lingerie?
Pausa. Respira e recita o mantra...
- Sim. Acho que todo mundo tem...
- Posso ver?
Conta até 10... Pede força aos santinhos...
- Pode. Eu estendo a roupa no varal e todo mundo vê... Acho que não tem problema...
- Ah não, mas eu quero ver em vc... Desfila pra mim...
Pelamordedeus... São 2 da manhã e eu nem te conheço! Acha que eu vou ficar pagando o mico de desfilar de calcinha em frente a webcam?! Tem dó!
- Assim, sem mais nem menos?! Sem jantar nem cinema?! Querido, eu sou das antigas. Não faço isso não. Não vem que não tem!!!

Não sei

"NÃO SEI" - MAX GEHRINGER

Se vc ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena: Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e alí... aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:

- Será que vai chover hoje?

Se você responder "com certeza"...a sua área é Vendas:
- o pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

Se a resposta for "sei lá, estou pensando em outra coisa"... então a sua área é Marketing:
- o pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

Se você responder "sim há uma boa probabilidade"...você é da área de Engenharia:
- o pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

Se a resposta for "depende"...você nasceu para Recursos Humanos:
- uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

Se você responder "ah, a meteorologia diz que não"...você é da área de Contabilidade:
- o pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.

Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas":
- então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparadapara qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder "não sei" há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando à diretoria da empresa. De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação. "Não sei", é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo e pré dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. Por quê? Eu sinceramente "não sei."

Amei esse texto. E acho que tem um fundo de verdade. Quem é que nunca teve medo de dizer que não sabia e preferiu se esconder atrás de uma desculpa esfarrapada? Eu aqui dou a minha cara a tapa. Pode bater! Eu já inventei desculpa, contornei a resposta, fiz das tripas coração só para não dizer que não sabia.

Acho que a gente tem medo de dizer que não sabe e ser rotulado de burro, ignorante ou incompetente. Mas a verdade é que é muito mais certo dizer: "não sei, vou verificar".

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Momento nostalgia

Hoje tive o meu momento nostalgia. E foi originado por um jogo de queimado no parque de Mafra. As equipes eram: Renan, João e Eu contra Bê, minha mãe e Gui. Muito legal. Ganhamos a primeira, mas perdemos na melhor de três.

Foi muito bom. Teve aquele gostinho de infância/pré-adolescência. Dos tempos em que eu brincava no play do prédio com a molecada toda. Eu sempre fui daquele tipo de criança lerdinha e era quase sempre das últimas a ser escolhida. Normalmente quem ficava por último era sempre o mesmo grupinho: o Zé perneta (que ainda assim era escolhido antes de mim), a Marcela Bicho-Feio, a Viviane e eu. Dá para ver que eu não era muito popular, né?!

E nessa época eu gostava do Victor Hugo, do Fernando, do Vicente e do Bruno Dutra. Eu sempre tive um coração muito grande... Claro que nenhum deles gostava de mim, né?! Eu era mesmo "Loser" quando era criança...

Na escola tinha o meu grupinho de amigas. Renata, Maria Danielle, Claudiane, Roberta e Danielle Brant. Perdi o contacto depois que vim para Portugal. Mas recentemente descobri o Orkut e voltei a falar com a Dani Brant. Uma pessoa 5 estrelas. No ano que vem quando eu for ao Brasil no carnaval, já falei com ela que temos que nos encontrar.

É muito bom ter amigos de infância. Aquela gente que diz: "E lembra aquela vez que você ia beber coca-cola e tinha um percevejo dentro da lata?" ou "Lembra quando você esborrachou aquela manga na mão e saiu correndo atrás da gente dizendo que era a maldição da manga?!"... É, eu fiz mesmo isso... LOSER...

Sabe, eu tive uma infância bobinha, mas foi gostosa. Dá saudade de tanta coisa...




This is South Park Me

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O meu blog é diarinho, e daí?!

Ontem, fuçando na internet, acabei ficando com a ideia que existe um movimento contra blogs diarinhos. Aí fiquei pensando no conteúdo do meu blog... Crise de identidade blogueira, sabe?!


Mas resolvi não mudar a minha "linha". Esse blog é despretensioso e é um espaço só meu! É um passatempo, um desabafo, um ombro amigo. Por isso tem que ter a minha cara. E daí se eu não comento os grandes acontecimentos do ano?! E daí se eu escrevo de um jeito simples?! E daí se eu relato o meu dia a dia?!


Meu blog tem o meu ponto de vista, a minha rotina e uma coleção de coisas que eu gosto: poesias, músicas, vídeos, fotos, piadas... É um pouco de mim na internet. Pode ser que um dia eu me torne mais eloquente e ache uma bobeira isso tudo que eu escrevi. Pode ser. Mas até lá vou curtir essa fase gostosa da vida.


Ah, eu acho que cansa ser sempre "cabeça". Quem me conhece sabe que eu detesto os falsos intelectuais, moralistas e sem senso de humor. Eu adoro da risada, falar bobagem e sonhar... Sonhar muito, sonhar alto, sonhar enquanto o despertador não toca.


Querer mudar meu blog é como querer mudar um pouco de mim. É como diz a personagem da Susan Sarandom no filme "Shall we Dance" que eu passo a citar:


"We need a witness to our lives. There's a billion people on the planet... I mean, what does any one life really mean? But in a marriage, you're promising to care about everything. The good things, the bad things, the terrible things, the mundane things... all of it, all of the time, every day. You're saying 'Your life will not go unnoticed because I will notice it. Your life will not go un-witnessed because I will be your witness'."


Dá para ser mais explícito que isso? O meu blog vai ser a minha testemunha. Por isso vou botar aqui a minha bandeira:Este é o meu blog diarinho. Não gostou?! Então faz assim: clica num botão que tem um X no canto superior direito da janela. Pronto! Problema resolvido!!!

Morar sozinha

Estou morando sozinha pela primeira vez na minha vida. É muito estranho porque eu sempre morei acompanhada. Saí da casa dos meus pais para ir morar com uma colega de trabalho. Não deu certo e voltei para os meus pais. Depois juntei as escovas de dentes e fui morar com o Nuno.

Agora estou sozinha. Completamente. Já faz uma semana inteirinha. Até agora, sobrevivi! Existem muitas coisas que eu estranho ainda. Já consigo dormir quase normalmente, para bem das pessoas que convivem comigo (eu andava muito mau-humorada quando não conseguia dormir). Mas ainda não consegui tirar o cheiro estranho da despensa...

Também é estranho sair de casa. Eu sempre tive alguém para dizer: "olha, eu vou ali e já volto". Agora sair de casa é tão simples como abrir a porta e ir embora. Só assim, sem dar satisfação, sem dizer tchau.

E teve um dia que eu cheguei em casa e ia morrendo petrificada. Tinha uma aranha do tamanho da minha cabeça arrastando-se pela parede... Ela era enorme. Ficamos ali nos encarando mutuamente... Eu de chinelo na mão, ela com um ar feroz... Eu ataquei primeiro. Dei uma chinelada e um mortal encarpado para a frente. Ela esquivou-se pela direita e riu da minha cara. Mas aí ela teve o que merecia! Lembrei das minhas aulas de body combat e dei-lhe vários upper-cuts e back fists com a minha havaiana azul. E ela ficou lá, esborrachada. As marcas deste combate ainda estão espalhadas pela parede da minha casa. Sinistro... Mas já me sinto uma verdadeira Indiana Jones!

Ah, descobri que eu sou vizinha do Sawyer, do Lost. É sério!!! Ontem eu vi este personagens subindo as escadas rumo ao quarto andar. Qualquer dia eu vou bater na porta dele, ver se ele tem açúcar, ou leite, ou farinha, ou azeite, ou... Ah, sei lá! Depois invento qualquer coisa!!!

As moscas e mosquitos do mal pararam de incomodar. Será que está relacionado com a quantidade absurda de repelente que eu passei em casa?! Hummm.... Talvez... Vou continuar a investigar.

domingo, 5 de agosto de 2007

Meus pais, o mercado da carne, Cosme e Damião

Vou falar da minha 1ª balada pós separação. Foi ontem. Personagens: eu, Filipe, Adriana, minha mãe e Antônio. Local: Armazém F. Missão: ir para a balada com este grupinho que já não saía há 812 anos. Realmente foi um bocadinho indígena no começo, quando eles cismaram que tavam com fome. O armazém F é uma balada de brasileiro pobre. Portanto, ninguém vai lá para comer. E aí começou a folia. Um entoava: "no meu tempo...", outro retrucava com: "Mas no Rio de Janeiro..." e por aí em diante.

Às tantas eu me separei deles e fui dançar sozinha lá no meio do povão. Pô, há 7 anos que eu não saía sem homem atrás. Há 7 anos que eu não sabia o que era dar mole numa discoteca. E perdi a prática. Pra começar a roupa: fui vestida demais. Calça jeans da Salsa e top "tomara que caia" vermelho. Para complementar, um bolerinho cor de rosa. Isso é muita roupa minha gente! Ali no armazém F o estilo é minimalista. As meninas levam mesmo a sério essa história de "menos é mais". O vestuário se resume ao mínimo essencial para não ser preso por atentado ao pudor. E depois, mostram tudo no meio de rebolados e ziguezagues incessantes.

Aí veio na minha cabeça. O armazém F é um verdadeiro mercado da carne. Cada uma vai lá e exibe as suas peças: lombo, coxas, peito, maminha... E fica procurando um candidato que leve aquilo e coma com jeitinho. Aquelas mesmo muito gostosonas são super antipáticas. Elas snobam os carinhas mesmo. Dá até dó ver como eles ficam salivando e elas fingem que não estão nem aí. Me senti um alien. Quando eu ia com o Nuno só pela música gostava mais. Mas, de quaquer forma, valeu como experiência antropológica.

E também valeu porque eu conheci Cosme e Damião. Dois mineiros gêmeos. Damião estava bêbado e queria me pegar. Eu me refugiei no banheiro. Ele era feio. Mas o que realmente me assustou foi a camisa com uma estampa que mais parecia uma toalha de mesa. Ah, e o cordão dourado no pescoço... Cosme estava mais bem vestidinho, mas estava lá atracado com uma menina que vendia a sua picanha a 3 reais e 99 o quilo. Estilo baranguinha, sabe? Tsc, tsc... Se os pobres dos santos vissem os seus homônimos iam ficar revoltados. Não ia ter mais milagre pra ninguém. E, só de raiva, eram bem capazes de azedar todas as marias-moles esse ano...

E, por falar em milagre... Milagre vai ser quando esses homens perceberem que a frase: "posso te conhecer?" é um xaveco MUITO ruim. Eu um dia vou fazer a minha tese de mestrado sobre essa frase. Acompanhada de um cordão dourado ao pescoço ou uma pochete é de bradar aos céus!

Ainda por cima eu eu tenho um problema com os brasileiros. No geral são um povo muito baixinho. E eu, com 1,70m mais 10 centimetros de salto, tenho dificuldade em arrumar um homem que seja um pouquinho mais alto que eu. Talvez tenha que mudar o meu público alvo... Hummm... Os suecos são bem altos...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Você tá atrasada?

- Desculpa, que horas são?
- 6:05
- Você tá atrasada?
- Hã?!
- Perguntei se vc tá atrasada?
- Não... (cara de quem não tá entendendo nada)
- Então vamos tomar um café?!...

Eu devo ter escrito na testa: "morena, alta, solteira, procura...". Hummm... Devem ser as vibrações. Ou tou com mel, sei lá! O pessoal já notou que eu tou com outro astral.