Hoje tive um ataque de riso “daqueles”. Lembrei do tempo em que eu via o “Chaves” e que achava que o ditado popular era assim:
“Deus ajuda quem é Seu Madruga”.
Esse fim de semana vi uma cena, no mínimo, insólita. Estava na fila de uma pastelaria famosa em Lisboa e tinha um mendigo na casa dos 30 e alguns pedindo esmola. Entretanto chegou uma senhora de idade e se posicionou na porta da mesma pastelaria e começou a pedir esmolas também. Eis que o mendigo exclama:
- Agora só me faltava essa... Vem pr’aqui essa velha pedir dinheiro e me roubar os clientes...
- Cala-te! – gritou a velha.
- Eu não estava falando com você!
- Eu sei bem pra que tu queres o dinheiro. Tens duas pernas e podias trabalhar...
- Sai daqui que eu cheguei primeiro.
- Eu tenho tanto direito de estar aqui como você. Eu sou velha, não posso trabalhar... Agora você...
- Eu sei que você tem dois filhos que te sustentam, sua bruxa!
E ficaram ali os dois... Resmungando um com o outro e pedindo dinheiro aos turistas por turnos...
Só para que conste, na 6ª feira estou aniversariando. Se quiserem ser simpáticos e me dar um presentinho fica aqui a listinha humilde de coisas que me deixariam deveras contente:
- Uma casa maior (ou pode ser do mesmo tamanho, já me satisfaz).
- Uma televisão LCD gigante (me contento com uma que seja só grandinha, ou pelo menos que dê para eu enxergar as legendas).
- Assinatura de um ano da TV a cabo (eu preciso do AXN e da Fox na minha vida!).
- Um gnomo que limpe a casa, passe a roupa, cozinhe e lave a louça (eu até me esforço, mas eu não sou boa nessas coisas...).
- Uma lipoaspiração (ou talvez duas...).
- Dois implantes mamários (mas num cirurgião bom, porque eu não quero peitos zarolhos que nem os da Yasmin, tá?!)
- Se não puder ser uma lipo, então que sejam umas calças da Salsa (o que Deus fez errado a Salsa corrige. Por 80 Euros, claro!).
- Livros: A marca do Assassino (Daniel Silva), Rio das Flores (Miguel de Sousa Tavares) e O Sétimo Selo (José Rodrigues dos Santos).
- Perfumes: Qualquer um da Armani (eu sou chique, benhê!).
- Relógio: Qualquer um também. Até de camelô serve (tá... não sou assim tão chique!).
E dinheiro também sempre é bem vindo, né?!
Ah... Mas nada de dizerem que vão fazer uma festinha nos meus anos, tá?! Duplo sentido total!!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Coisas da Vida
domingo, 25 de novembro de 2007
PS
No post anterior as passagens de azul mais claro são o poema de Mário Quintana "Por favor não me analise".
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Não nos analise
Por favor, não me analise!
- Eu não quero um Freud do meu lado.
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
- Eu não quero me sentir no divã quando estiver com você.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
- Sim, porque você também não gostaria que eu esmiuçasse cada coisa que você diz.
Quanto mais eu...
- Não gosto dessas tuas conclusões precipitadas sobre mim.
Ciumento, exigente, inseguro, carente
- Eu conheço os meus defeitos
Todo cheio de marcas que a vida deixou
- E você devia saber que cada um tem a sua história.
Vejo em cada grito de exigência
- Não gosto do teu olho clínico.
Um pedido de carência, um pedido de amor.
- Você sabe que eu não sou assim.
Amor é síntese
- Eu só sei te amar como um todo.
É uma integração de dados
- Te amar por inteiro.
Não há que tirar nem pôr
- Porque cada um tem o seu jeito.
Não me corte em fatias
- Não tente me botar um rótulo, encontrar uma definição para mim.
Ninguém consegue abraçar um pedaço
- Eu sou uma só que é muitas.
Me envolva todo em seus braços
- Se preocupe em me amar, não em me entender.
E eu serei o perfeito amor.
- Eu não quero um Freud do meu lado.
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
- Eu não quero me sentir no divã quando estiver com você.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
- Sim, porque você também não gostaria que eu esmiuçasse cada coisa que você diz.
Quanto mais eu...
- Não gosto dessas tuas conclusões precipitadas sobre mim.
Ciumento, exigente, inseguro, carente
- Eu conheço os meus defeitos
Todo cheio de marcas que a vida deixou
- E você devia saber que cada um tem a sua história.
Vejo em cada grito de exigência
- Não gosto do teu olho clínico.
Um pedido de carência, um pedido de amor.
- Você sabe que eu não sou assim.
Amor é síntese
- Eu só sei te amar como um todo.
É uma integração de dados
- Te amar por inteiro.
Não há que tirar nem pôr
- Porque cada um tem o seu jeito.
Não me corte em fatias
- Não tente me botar um rótulo, encontrar uma definição para mim.
Ninguém consegue abraçar um pedaço
- Eu sou uma só que é muitas.
Me envolva todo em seus braços
- Se preocupe em me amar, não em me entender.
E eu serei o perfeito amor.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Tenho medo que a liberdade se torne um vício.
Tenho medo que a liberdade se torne um vício.
Passando de trem por Lisboa e vi um outdoor branco com esta com esta frase, só assim, jogada no meio da cidade. Não consegui ver o autor. Mas achei lindo. Parece meio Gabriel Garcia Marquez não é?! E isso ficou ecoando na minha cabeça. O dia todo. Me perseguindo, me fazendo pensar. Foi porque mal eu li essa frase me identifiquei totalmente com o conteúdo.
Afinal, existe coisa mais viciante que a liberdade? Quando me separei e saí de casa para morar sozinha eu realmente tive medo. Tive medo da própria liberdade e medo de estar sozinha. Mas depois acabei descobrindo que eu nunca estive realmente sozinha. Eu sempre estive acompanhada de mim mesma. E... Quer saber do quê mais? Eu gosto da minha companhia.
Mas ainda assim tenho medo... Medo de gostar demais de estar sozinha. Dessa liberdade que vicia. Porque, sim, a liberdade vicia. É fácil habituarmo-nos a não dar satisfações. A não justificar os nossos actos e palavras. E custa-me pensar que posso me vir a tornar um “bicho do mato” e não aguentar aquelas pequenas cedências obrigatórias de uma vida a dois. Tenho medo de perder a capacidade de responder às perguntas, medo de me irritar com banalidades cotidianas e medo de não ser mais capaz de dar uma justificação sem me sentir presa.
Morar sozinha é mesmo assim. Prós e contras, como tudo na vida. Por um lado é não ter que dar satisfação, mas ao mesmo tempo não ter a quem pedir colo. Também é ter que ter os ombros fortes para arcar com o peso da responsabilidade. E às vezes precisar de um ombro amigo. Ninguém disse que ia ser fácil.
Mas... Quem disse que eu gosto daquilo que é fácil?
Ah, e querem saber o autor da frase? É um jornalista português chamado Miguel de Sousa Tavares. A frase está no livro “Rio das Flores”.
E o parágrafo inteiro é esse aqui:
Tenho medo de uma coisa que tu não temes: que, depois de conhecer a liberdade, de ter viajado e vivido em países livres, não me volte a habituar a viver de outra maneira. Tenho medo que a liberdade se torne um vício, enquanto que agora é apenas uma saudade.
Miguel de Sousa Tavares, in Rio das Flores.

Não li o livro. Ainda. Mas fica a dica de leitura. Podem me dar de aniversário, tá?!
Passando de trem por Lisboa e vi um outdoor branco com esta com esta frase, só assim, jogada no meio da cidade. Não consegui ver o autor. Mas achei lindo. Parece meio Gabriel Garcia Marquez não é?! E isso ficou ecoando na minha cabeça. O dia todo. Me perseguindo, me fazendo pensar. Foi porque mal eu li essa frase me identifiquei totalmente com o conteúdo.
Afinal, existe coisa mais viciante que a liberdade? Quando me separei e saí de casa para morar sozinha eu realmente tive medo. Tive medo da própria liberdade e medo de estar sozinha. Mas depois acabei descobrindo que eu nunca estive realmente sozinha. Eu sempre estive acompanhada de mim mesma. E... Quer saber do quê mais? Eu gosto da minha companhia.
Mas ainda assim tenho medo... Medo de gostar demais de estar sozinha. Dessa liberdade que vicia. Porque, sim, a liberdade vicia. É fácil habituarmo-nos a não dar satisfações. A não justificar os nossos actos e palavras. E custa-me pensar que posso me vir a tornar um “bicho do mato” e não aguentar aquelas pequenas cedências obrigatórias de uma vida a dois. Tenho medo de perder a capacidade de responder às perguntas, medo de me irritar com banalidades cotidianas e medo de não ser mais capaz de dar uma justificação sem me sentir presa.
Morar sozinha é mesmo assim. Prós e contras, como tudo na vida. Por um lado é não ter que dar satisfação, mas ao mesmo tempo não ter a quem pedir colo. Também é ter que ter os ombros fortes para arcar com o peso da responsabilidade. E às vezes precisar de um ombro amigo. Ninguém disse que ia ser fácil.
Mas... Quem disse que eu gosto daquilo que é fácil?
Ah, e querem saber o autor da frase? É um jornalista português chamado Miguel de Sousa Tavares. A frase está no livro “Rio das Flores”.
E o parágrafo inteiro é esse aqui:
Tenho medo de uma coisa que tu não temes: que, depois de conhecer a liberdade, de ter viajado e vivido em países livres, não me volte a habituar a viver de outra maneira. Tenho medo que a liberdade se torne um vício, enquanto que agora é apenas uma saudade.
Miguel de Sousa Tavares, in Rio das Flores.

Não li o livro. Ainda. Mas fica a dica de leitura. Podem me dar de aniversário, tá?!
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Dia não
Gente workaholic é assim… Esquece que tinha férias e vai trabalhar... Afff...
E aumento?! Só se for aumento de trabalho!
E tudo bem que a gente aqui faz despachos, mas perguntar quando vai ser o descarrego da mercadoria é dose, né?!
Hoje estou cansada e de profundo mau humor. Prometo que amanhã faço um post decente. Hoje vou dormir.
Fui!
E aumento?! Só se for aumento de trabalho!
E tudo bem que a gente aqui faz despachos, mas perguntar quando vai ser o descarrego da mercadoria é dose, né?!
Hoje estou cansada e de profundo mau humor. Prometo que amanhã faço um post decente. Hoje vou dormir.
Fui!
domingo, 18 de novembro de 2007
Eu e Memê, Memê e eu
Hoje eu ia contar a história do bolo de maconha, mas tenho uma missão a cumprir. Pois é... A Karyne (http://karynemlira.com/) me passou um memêzinho.
Vocês até podem não saber, mas eu adoro um memê! Lembra daquela época da escola, dos "cadernos de pergunta". Coisa de gente que nasceu nos anos 80, sabe?
Ah, e por falar nos anos 80... Passei horas lendo esse blog aqui http://voceselembra.blogspot.com/ . Noooooossa... Deu saudade de um montão de coisas.
Mas, voltando ao memê, a minha missão é escrever sobre 5 coisas que me irritam. Só cinco? Eu ando matutando nisso desde sexta-feira. Tentando encontrar a 5 coisas que mais me irritam. Foi difícil, mas aqui vai:
1 - Gente que fala cutucando: Odeio, odeio, odeio! Eu ouço é com o ouvido, porra! O pior é que o meu chefe tem essa mania de chegar por trás, me cutucar e só depois começar a falar. E com o chefe não dá para brigar, né? E uma coisa é um toquezinho de leve, mas tem gente que senta o dedão mesmo. Acho que alguns casos de violência doméstica começam com as cutucadas. E ainda tem gente que cutuca com o pé. Meu pai tinha essa mania. Não façam isso comigo, é perigoso...
2 - Gente que se arma em marginalzinho: Se existe coisa que me irrita são esses pré-adolescentes que ouvem Eminem, 50 cent e o diabo a quatro e ficam se achando os mauzões da vizinhança. Andam pelas ruas com aquelas roupas 8 números maiores, gingando, se achando os maiorais. Alguns até praticam pequenos furtos para se sentirem mesmo maus... Pena que nunca fui abordada por um pirralho desses. E, no dia que acontecer, imediatamente baixa o caboclo Nascimento e eu começo a gritar: "Tira esse boné que você não é marginal. Você é moleque! MO-LE-QUE!".
3 - Inside Jokes: Existe coisa mais desagradável que você estar num grupo e ter aquelas pessoas cheias de piaidas próprias e você ficar boiando? Porque até podem existir milhões de assuntos para falar, mas eles insistem em conversar sobre "aquelas" férias em Cabo Frio e riem sem se darem ao trabalho de contar a história. Em primeiro lugar acho isso uma tremenda falta de respeito. Em segundo lugar acho uma enorme necessidade de auto-afirmação. Sim, porque quem faz isso faz de propósito para excluir um terceiro. É quase como dizer: "Olha como eu sou gostoso! Tenho aqui milhões de histórias divertidas da qual você não faz parte". Hello... Se toca!
4 - Pseudos: Odeio pseudos. De todos os tipos. Pseudo intelectuais, pseudo moralistas, pseudo bichas (sim, existe!)... Enfim, odeio quem finge ser o que não é para esconder aquilo que é de verdade. Eu dou a cara pelo que sou e pelo que gosto. E admito que as vezes gosto de coisas bregas e que tenho alguns complexos idiotoas (ui... podia fazer um blog só de complexos, manias e afins). Não vou fingir que não ansiei pelo último Harry Potter, do mesmo modo que não me sinto melhor que ninguém só porque li Saramago e realmente gostei. Cada um é o que é. Fingir é uma maneira de fugir de si mesmo.
5 - Homens lindos usando as malditas Sandálias Croc: O cara é tudo de bom, você já imagina os filhos lindos que vocês terão e você chega na casa dele e ele tem isso aqui no armário:

AAAAAAAAARRRRRGGGGGGGGGGGGGGHHHHHHHH!!!!!!!! Chuta que é macumba!!! O tesão vai embora na velocidade da luz...
Bom, agora que vocês já sabem o que me irrita, que tal descobrirem o que irrita o Ivan (http://acidboy.blog.terra.com.br/)?
Mandem memês que eu respondo, viu?
Vocês até podem não saber, mas eu adoro um memê! Lembra daquela época da escola, dos "cadernos de pergunta". Coisa de gente que nasceu nos anos 80, sabe?
Ah, e por falar nos anos 80... Passei horas lendo esse blog aqui http://voceselembra.blogspot.com/ . Noooooossa... Deu saudade de um montão de coisas.
Mas, voltando ao memê, a minha missão é escrever sobre 5 coisas que me irritam. Só cinco? Eu ando matutando nisso desde sexta-feira. Tentando encontrar a 5 coisas que mais me irritam. Foi difícil, mas aqui vai:
1 - Gente que fala cutucando: Odeio, odeio, odeio! Eu ouço é com o ouvido, porra! O pior é que o meu chefe tem essa mania de chegar por trás, me cutucar e só depois começar a falar. E com o chefe não dá para brigar, né? E uma coisa é um toquezinho de leve, mas tem gente que senta o dedão mesmo. Acho que alguns casos de violência doméstica começam com as cutucadas. E ainda tem gente que cutuca com o pé. Meu pai tinha essa mania. Não façam isso comigo, é perigoso...
2 - Gente que se arma em marginalzinho: Se existe coisa que me irrita são esses pré-adolescentes que ouvem Eminem, 50 cent e o diabo a quatro e ficam se achando os mauzões da vizinhança. Andam pelas ruas com aquelas roupas 8 números maiores, gingando, se achando os maiorais. Alguns até praticam pequenos furtos para se sentirem mesmo maus... Pena que nunca fui abordada por um pirralho desses. E, no dia que acontecer, imediatamente baixa o caboclo Nascimento e eu começo a gritar: "Tira esse boné que você não é marginal. Você é moleque! MO-LE-QUE!".
3 - Inside Jokes: Existe coisa mais desagradável que você estar num grupo e ter aquelas pessoas cheias de piaidas próprias e você ficar boiando? Porque até podem existir milhões de assuntos para falar, mas eles insistem em conversar sobre "aquelas" férias em Cabo Frio e riem sem se darem ao trabalho de contar a história. Em primeiro lugar acho isso uma tremenda falta de respeito. Em segundo lugar acho uma enorme necessidade de auto-afirmação. Sim, porque quem faz isso faz de propósito para excluir um terceiro. É quase como dizer: "Olha como eu sou gostoso! Tenho aqui milhões de histórias divertidas da qual você não faz parte". Hello... Se toca!
4 - Pseudos: Odeio pseudos. De todos os tipos. Pseudo intelectuais, pseudo moralistas, pseudo bichas (sim, existe!)... Enfim, odeio quem finge ser o que não é para esconder aquilo que é de verdade. Eu dou a cara pelo que sou e pelo que gosto. E admito que as vezes gosto de coisas bregas e que tenho alguns complexos idiotoas (ui... podia fazer um blog só de complexos, manias e afins). Não vou fingir que não ansiei pelo último Harry Potter, do mesmo modo que não me sinto melhor que ninguém só porque li Saramago e realmente gostei. Cada um é o que é. Fingir é uma maneira de fugir de si mesmo.
5 - Homens lindos usando as malditas Sandálias Croc: O cara é tudo de bom, você já imagina os filhos lindos que vocês terão e você chega na casa dele e ele tem isso aqui no armário:

AAAAAAAAARRRRRGGGGGGGGGGGGGGHHHHHHHH!!!!!!!! Chuta que é macumba!!! O tesão vai embora na velocidade da luz...
Bom, agora que vocês já sabem o que me irrita, que tal descobrirem o que irrita o Ivan (http://acidboy.blog.terra.com.br/)?
Mandem memês que eu respondo, viu?
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Eu, o Sorriso e o Peito de Fora
Aí o bofe escandalosamente lindo com quem eu andava saindo voltou de viagem. Combinamos um jantar.
Bom, vocês conhecem essa história de “combinamos um jantar”, né? Ainda mais quando você já não vê o bofe há mais de duas semanas. Só um pequeno detalhe... A canadense fofíssima que eu estava hospedando. Tive que abrir o jogo com ela e ela foi um amor! Disse para eu demorar o tempo que eu quisesse e dar um toque para o telefone dela “when I was done”. E deu aquele sorriso cúmplice quando a deixamos na estação de trem.
Beleza! Canadense realocada, fui jantar pensando na sobremesa. E... Bem, há coisas que uma dama não comenta não é?!
Lá pela uma da manhã quando o bofe vazou, dei um toque o telefone dela indicando que a área estava livre. Ela me ligou dizendo que estava num bar e se tinha problema ela chegar mais tarde e se eu abria a porta. Problema nenhum! Fui dormir vestindo um sorriso de orelha a orelha. Por volta das três e meia tocou a campainha. Procurei no escuro por uma roupa e encontrei uma calça de pijama horrenda e nada para botar por cima. Peguei um casaco que estava nas costas da uma cadeira e, morrendo de sono, só puxei um pouquinho o zíper para cima deixando grande parte da minha caixa toráxica exposta. Ah, e ainda estava usando o tal sorriso.
Para a minha surpresa, a canadense arrumou um amigo que deu carona até a minha casa. Até a porta da minha casa. Abri a porta com aquela roupa ma-ra-vi-lho-sa e com o tal sorriso. Um dos meus peitos conseguiu fazer a proeza de sair do casaco. Eu estava com tanto sono que nem notei. Pô eram três e meia da manhã de quarta feira!
E como eu sou bem educada, eu não ia abrir a porta, botar a canadense pra dentro e fechar na cara do rapaz não é? Agora pára e imagina a situação esdrúxula em que eu me encontrava. Estava fazendo conversa de ocasião em inglês e com o peito de fora sem saber. O rapaz alternava o olhar entre a minha cara e o meu peito. Até achei o rapaz um pouco antipático, porque ele não falava direito e não olhava bem para a minha cara. A canadense não reparou no peito, só no sorriso. E eu não reparei em nada e estava encarando tudo com a maior das naturalidades. Nós cinco Ainda ficamos ali uns dez minutos: a canadense, o rapaz, eu, o peito e o sorriso.
Me despedi, dei dois beijinhos no cara e fechei a porta. Só quando fui tirar o casaco é que vi o peito lá, de fora, me olhando...
Gente, eu juro que nesse dia vi meu peito rindo de mim! Eu juro!!!
Bom, vocês conhecem essa história de “combinamos um jantar”, né? Ainda mais quando você já não vê o bofe há mais de duas semanas. Só um pequeno detalhe... A canadense fofíssima que eu estava hospedando. Tive que abrir o jogo com ela e ela foi um amor! Disse para eu demorar o tempo que eu quisesse e dar um toque para o telefone dela “when I was done”. E deu aquele sorriso cúmplice quando a deixamos na estação de trem.
Beleza! Canadense realocada, fui jantar pensando na sobremesa. E... Bem, há coisas que uma dama não comenta não é?!
Lá pela uma da manhã quando o bofe vazou, dei um toque o telefone dela indicando que a área estava livre. Ela me ligou dizendo que estava num bar e se tinha problema ela chegar mais tarde e se eu abria a porta. Problema nenhum! Fui dormir vestindo um sorriso de orelha a orelha. Por volta das três e meia tocou a campainha. Procurei no escuro por uma roupa e encontrei uma calça de pijama horrenda e nada para botar por cima. Peguei um casaco que estava nas costas da uma cadeira e, morrendo de sono, só puxei um pouquinho o zíper para cima deixando grande parte da minha caixa toráxica exposta. Ah, e ainda estava usando o tal sorriso.
Para a minha surpresa, a canadense arrumou um amigo que deu carona até a minha casa. Até a porta da minha casa. Abri a porta com aquela roupa ma-ra-vi-lho-sa e com o tal sorriso. Um dos meus peitos conseguiu fazer a proeza de sair do casaco. Eu estava com tanto sono que nem notei. Pô eram três e meia da manhã de quarta feira!
E como eu sou bem educada, eu não ia abrir a porta, botar a canadense pra dentro e fechar na cara do rapaz não é? Agora pára e imagina a situação esdrúxula em que eu me encontrava. Estava fazendo conversa de ocasião em inglês e com o peito de fora sem saber. O rapaz alternava o olhar entre a minha cara e o meu peito. Até achei o rapaz um pouco antipático, porque ele não falava direito e não olhava bem para a minha cara. A canadense não reparou no peito, só no sorriso. E eu não reparei em nada e estava encarando tudo com a maior das naturalidades. Nós cinco Ainda ficamos ali uns dez minutos: a canadense, o rapaz, eu, o peito e o sorriso.
Me despedi, dei dois beijinhos no cara e fechei a porta. Só quando fui tirar o casaco é que vi o peito lá, de fora, me olhando...
Gente, eu juro que nesse dia vi meu peito rindo de mim! Eu juro!!!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Tentativa de Conversão 3
Nossa, esse mês está acontecendo de tudo!!! Prometo que conto a história do bolo de maconha, da vez que eu abri a porta com um peito de fora e de como eu consegui ser mais louca que o meu tarado de estimação, ao ponto de ele me bloquear no MSN. Mas hoje a história é outra.
Já não bastavam as Jeovás de meia idade e os loirinhos protestantes. Dessa vez o pai eterno resolveu apelar e usar artilharia pesada na tentativa de converter a “louca do 113”.
- Sim, bom dia... Poderia falar com a Ana?
- É a própria. Posso ajudar?
- Ana, aqui quem fala é Jesus.
Momento em que o mundo fez uma pausa. Gente, Jesus estava me ligando. Mas eu serei uma ovelha tão desgarrada assim ao ponto de precisar que o Jesus, em pessoa, me ligue?
- Sabe o que é, é que eu tenho um problema e me disseram que era para falar com você.
- Qual é o seu problema Senhor Jesus?
Ué? Mas não devia ser ao contrário? Não costumam ser as pessoas que apelam para Jesus?
- É que eu estou com um problema com um despacho.
- Despacho Senhor Jesus?
Problema com um despacho... Chutou o ebó foi? Ou tentou transformar em vinho a cachaça do terreiro? Não me diga que o alemão andou se metendo onde não era chamado e sobrou para você?
- Sim, é que a mercadoria descarregou e agora não se consegue fazer o despacho, e parece que veio menos carga do que o contratado...
- Ai Jesus...
- Chamou?
- Não. Era só força de expressão mesmo.
Passei o dia em telefonemas e trocas de e-mails com Jesus. Lá pela tarde já bradava aos céus pela absolvição dos meus pecados e perguntava:
- Deus, o que foi que eu fiz para merecer isso?
Claro que dei prioridade ao problema de Jesus. Afinal, se ele se chateasse ainda poderíamos ter uma praga de gafanhotos em Lisboa e isso não seria bom para o negócio, né?
No fim da tarde consegui resolver a situação de Jesus e mandei-lhe um e-mail.
“Boa tarde Sr. Jesus,
Vimos pela presente informar que o seu despacho já está pronto.
Com os melhores cumprimentos,
Ana”
Viram? Que Pai de Santo que nada! Quem anda tratando dos despachos por aqui sou eu! E a partir de agora não se metam comigo porque eu tenho as costas quentes! Ligação directa com o divino.
Ah, e Deus até pode ser brasileiro mas seu filho é espanhol e fala português com sotaque carioca.
Já não bastavam as Jeovás de meia idade e os loirinhos protestantes. Dessa vez o pai eterno resolveu apelar e usar artilharia pesada na tentativa de converter a “louca do 113”.
- Sim, bom dia... Poderia falar com a Ana?
- É a própria. Posso ajudar?
- Ana, aqui quem fala é Jesus.
Momento em que o mundo fez uma pausa. Gente, Jesus estava me ligando. Mas eu serei uma ovelha tão desgarrada assim ao ponto de precisar que o Jesus, em pessoa, me ligue?
- Sabe o que é, é que eu tenho um problema e me disseram que era para falar com você.
- Qual é o seu problema Senhor Jesus?
Ué? Mas não devia ser ao contrário? Não costumam ser as pessoas que apelam para Jesus?
- É que eu estou com um problema com um despacho.
- Despacho Senhor Jesus?
Problema com um despacho... Chutou o ebó foi? Ou tentou transformar em vinho a cachaça do terreiro? Não me diga que o alemão andou se metendo onde não era chamado e sobrou para você?
- Sim, é que a mercadoria descarregou e agora não se consegue fazer o despacho, e parece que veio menos carga do que o contratado...
- Ai Jesus...
- Chamou?
- Não. Era só força de expressão mesmo.
Passei o dia em telefonemas e trocas de e-mails com Jesus. Lá pela tarde já bradava aos céus pela absolvição dos meus pecados e perguntava:
- Deus, o que foi que eu fiz para merecer isso?
Claro que dei prioridade ao problema de Jesus. Afinal, se ele se chateasse ainda poderíamos ter uma praga de gafanhotos em Lisboa e isso não seria bom para o negócio, né?
No fim da tarde consegui resolver a situação de Jesus e mandei-lhe um e-mail.
“Boa tarde Sr. Jesus,
Vimos pela presente informar que o seu despacho já está pronto.
Com os melhores cumprimentos,
Ana”
Viram? Que Pai de Santo que nada! Quem anda tratando dos despachos por aqui sou eu! E a partir de agora não se metam comigo porque eu tenho as costas quentes! Ligação directa com o divino.
Ah, e Deus até pode ser brasileiro mas seu filho é espanhol e fala português com sotaque carioca.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Momentos de "nós"
Quando você foi embora eu notei logo que a casa ficava mais vazia sem você. Não pela sua presença física, nem pelas tuas roupas que ocupavam espaço no armário. Muito menos pela tua coleção de DVDs que eu achava que não combinava com o móvel da sala. Em tudo, o que eu sempre senti mais falta foram as pequenas coisas. Aquela essência que nós partilhávamos. Coisas que se perdem no dia-a-dia.
Nem eram tanto os teus livros, mas era porque você tinha sempre que levantar para buscar os óculos de leitura. Eu nunca te disse, mas achava tua miopia um charme! Loucura? Talvez, mas a paixão tem dessas coisas. E nem foi por todos os enlatados que vimos na televisão, mas pelo conforto do teu colo enquanto os assistíamos. A tua mão segurando na minha e me impedindo de tapar os olhos nos filmes de terror. E lembra quando eu adormecia no sofá da sala e você me acordava para ir para a cama? Lembra de como eu resmungava o caminho todo? Sempre admirei a tura paciência comigo.
Até hoje rio sozinha com a tua cara de nojo quando me via tomando leite condensado directamente na lata. E como você ria por eu usar as meias do avesso. Em troca eu ria da tua organização excessiva, quando eu sempre fui excessivamente bagunçada. Porque nem era pelos sapatos que você me deu, mas pela forma que você tropeçava neles quando estavam espalhados pelo chão do quarto.
Tenho saudade de brigar para saber quem ia tomar banho primeiro quando nenhum dos dois queria sair da cama. Depois nos vestíamos às pressas porque teus pais nunca gostaram dos nossos atrasos. Ainda lembro da tua cara quando você via que eu tinha comido o último pedaço do bolo. E de como eu pedia desculpa e fingia que tinha sido sem querer. E de como você fingia que acreditava. Eu gostava dessas pequenas zangas. Das nossas pequenas implicâncias. Lembra como era gostoso dizer “eu te odeio” em vez de “eu te amo”? E que as vezes gritávamos um com o outro?
Sinto falta dos risos. Não das gargalhadas, mas do sorriso cúmplice de quem não precisa dizer porque já falou com o olhar. Ah... Como a gente se conhecia tão bem... Você conhecia aquela “covinha do sorriso escondido” e eu os cantos da boca quando querias contar uma mentira. Éramos maus mentirosos um para o outro porque conhecíamo-nos bem demais. Lembro também de quando me dizias que eu só estava a sorrir com a boca, mas não com os olhos.
Sabe, também sinto saudade das tardes de sábado e das manhãs de domingo. Daqueles dias que ficávamos em casa dando uma de “bicho-preguiça” e morríamos de tédio juntos no sofá. E morríamos de amor juntos no sofá. Mas nem era que passássemos muito tempo juntos porque a maior parte das vezes não fazíamos a mesma coisa. Sabíamo-nos ali. Éramos presentes. E era isso que importava.
Tudo isso com que eu e você fôssemos “nós”. Não eram as paredes nem os móveis, nem os talheres ou o jogo de cama que teu avô deu. Eram esses momentos. Porque talheres e lençóis continuam a ser diariamente usados. Os móveis estão aí. As paredes permanecem. Nós não.
Nem eram tanto os teus livros, mas era porque você tinha sempre que levantar para buscar os óculos de leitura. Eu nunca te disse, mas achava tua miopia um charme! Loucura? Talvez, mas a paixão tem dessas coisas. E nem foi por todos os enlatados que vimos na televisão, mas pelo conforto do teu colo enquanto os assistíamos. A tua mão segurando na minha e me impedindo de tapar os olhos nos filmes de terror. E lembra quando eu adormecia no sofá da sala e você me acordava para ir para a cama? Lembra de como eu resmungava o caminho todo? Sempre admirei a tura paciência comigo.
Até hoje rio sozinha com a tua cara de nojo quando me via tomando leite condensado directamente na lata. E como você ria por eu usar as meias do avesso. Em troca eu ria da tua organização excessiva, quando eu sempre fui excessivamente bagunçada. Porque nem era pelos sapatos que você me deu, mas pela forma que você tropeçava neles quando estavam espalhados pelo chão do quarto.
Tenho saudade de brigar para saber quem ia tomar banho primeiro quando nenhum dos dois queria sair da cama. Depois nos vestíamos às pressas porque teus pais nunca gostaram dos nossos atrasos. Ainda lembro da tua cara quando você via que eu tinha comido o último pedaço do bolo. E de como eu pedia desculpa e fingia que tinha sido sem querer. E de como você fingia que acreditava. Eu gostava dessas pequenas zangas. Das nossas pequenas implicâncias. Lembra como era gostoso dizer “eu te odeio” em vez de “eu te amo”? E que as vezes gritávamos um com o outro?
Sinto falta dos risos. Não das gargalhadas, mas do sorriso cúmplice de quem não precisa dizer porque já falou com o olhar. Ah... Como a gente se conhecia tão bem... Você conhecia aquela “covinha do sorriso escondido” e eu os cantos da boca quando querias contar uma mentira. Éramos maus mentirosos um para o outro porque conhecíamo-nos bem demais. Lembro também de quando me dizias que eu só estava a sorrir com a boca, mas não com os olhos.
Sabe, também sinto saudade das tardes de sábado e das manhãs de domingo. Daqueles dias que ficávamos em casa dando uma de “bicho-preguiça” e morríamos de tédio juntos no sofá. E morríamos de amor juntos no sofá. Mas nem era que passássemos muito tempo juntos porque a maior parte das vezes não fazíamos a mesma coisa. Sabíamo-nos ali. Éramos presentes. E era isso que importava.
Tudo isso com que eu e você fôssemos “nós”. Não eram as paredes nem os móveis, nem os talheres ou o jogo de cama que teu avô deu. Eram esses momentos. Porque talheres e lençóis continuam a ser diariamente usados. Os móveis estão aí. As paredes permanecem. Nós não.
Quando estamos sozinhos, somos pela metade.
Quando somos dois, somos um.
Quando deixamos de ser um dos dois,
Não somos nem a metade que começamos a história.
Quando somos dois, somos um.
Quando deixamos de ser um dos dois,
Não somos nem a metade que começamos a história.
Fabrício Carpinejar
domingo, 11 de novembro de 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)