quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Divulgando



É no domingo pessoal! Apareçam!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vê se se toca, valeu?

Se eu for parar para pensar, minhas roupas são quase todas em tons de vermelho, preto, azul e verde. O amarelo nem entra no meu armário. Detesto essa cor!

Mas, esse mês, resolvi sair do meu mundinho vermelho abraçar o cor de rosa.


Há uns 4 anos atrás meu pai, que mora no Brasil, me surpreendeu com a bomba atômica: "Vovó Glorinha estava com câncer de mama". Ela fez tratamento, quimioterapia, radioterapia, operou e, felizmente, hoje está livre desta doença.

Eu não acompanhei o câncer de perto. Não vi vovó perder o cabelo, nem estive lá no dia em que ela operou e deu um alívio em todos por sabermos que o tumor não se tinha espalhado. Mas sei que foi duro para todo mundo. Meu pai falava numa voz carregada, cheia de preocupação. E eu, em plena época de exames da faculdade, me sentia uma nulidade por não poder estar lá, nem que fosse só para dar a mão e dizer que ia ficar tudo bem.

Por isso, resolvi lembrar aqui que Outubro é o mês mundial de conscientização sobre o câncer de mama. Como vocês sabem, o câncer é uma doença silenciosa e imprevisível. A melhor forma de o combater é através do diagnóstico precoce da doença. E isso só se consegue através da informação.

Daí que nunca seja demais falar no auto-exame. Ele não previne o câncer, não é um tratamento, nem muito menos uma cura. Mas é a chave do diagnóstico precoce do câncer de mama. É simples de fazer, rápido, não dói nada e você até pode pedir ajuda do bofescândalo durante o processo.

Por causa do jiu jitsu, eu morro de medo que alguma pancada mais bruta possa mascarar outro problema. Portanto, e também talvez por pura paranóia, faço o auto-exame numa base semanal. Mas, de acordo com o que tenho lido, uma vez por mês é suficiente para estar sempre antenada no problema.

E, para quem ainda não sabe, fica aqui o toque de amiga:



Agora cabe a você. Vê se se toca, valeu?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um cantinho, um violão

- Que música é essa?
- Não é nenhuma. Fiz agora, é pra você.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Diferente

Outro dia fui almoçar com uns amigos do antigo trabalho. Foi bom porque, mal eu cheguei, fui coberta de elogios: que eu estou mais magra, que estou com boa cara, que o meu cabelo está lindo, e que eu pareço feliz e descansada.

Claro que eu tenho preocupações de dinheiro. Arrumei um emprego só para me manter e dar tempo para procurar coisa melhor sem a corda no pescoço. Ainda não desisti do meu projecto, que tem avançado lentamente.

Me senti há anos luz de diferença do pessoal. Senti, definitivamente, que aquele já não é o meu mundo. Eu falei das festas, da animação, dos estrangeiros. Eles reclamaram do patrão, da empresa que está cada vez pior, do mercado que não está fácil. Só de pensar que há três meses atrás eu estava sentada do "outro lado", amarga, sisuda, cansada e reclamando, me deu um frio na espinha.

E isso, sem contar que estou me apaixonando... Bom, mas essa história fica para outro dia!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Amelie Poulin

Não adianta, talvez eu não seja talhada para filmes de culto. Talvez eu seja um ser de cultura de massas... Mas a vontade que eu tenho de esganar a Amélie Poulin cena sim, cena sim é absurda!

Ainda outro dia estava falando disso com um amigo. Ele, claro, defensor acérrimo do filme. E eu sem entender todo o "hype" gerado pela história. Eu já tinha visto a "Amelie" há muito tempo e lembro de não ter gostado. Resolvi ver de novo. Existem uns filmes que fazem mais sentido noutras fases da nossa vida.

Mas este não é o caso. A minha opinião mantem-se firme! Porque sabem aqueles personagens que te tiram do sério?! Ela consegue fazer isso comigo. Mulherzinha boboca e sem graça, passa o filme inteiro com cara de cachorro que caiu do caminhão da mudança. Aliás, a mesma cara que a atriz transpôs para o Código de Da Vinci.

Existem alguns atores que só tem uma expressão facial, tipo a mulher do Tim Burton, que só sabe fazer cara de louca. A Audrey Tatou é a mesmíssima coisa. A diferença é que ela só sabe fazer cara de bunda.

Eu adoro personagens paranóicos, mal humorados e sarcásticos (oi, mais alguém vê o Dr. House?!) e me identifico com eles. E a Amelie, para mim, é simplesmente boba. Talvez eu seja demasiado céptica, talvez tenha perdido o sentido de romance, mas a verdade é cada cinco segundos a minha vontade era entrar pela tela a dentro e dar um abanão na Amélie.

O que vale é que o namorado dela era outro chato de galochas. E o fabuloso destino deles será terem filhinhos chatinhos, a cara da mãe!

domingo, 27 de setembro de 2009

Obladi Oblada

Eu sempre digo que para cada situação da vida há uma música dos Beatles. E esses quatro rapazes sabiam do que falavam quando cantaram que: "life goes on bra,
Lala how the life goes on".


Porque eu já era para ter escrito outra coisa, mas o que escrever depois de um post que diz: "oi, minha avó tem alzheimer"?

Parece errado falar da festa que teve, do bofescândalo alemão que está na minha casa ou fazer uma piada sobre uma situação qualquer. Mas a verdade é que a vida não para, quem para somos nós. E, com certeza, vovó não ia querer que eu parasse.

Talvez o melhor seja começar por agradecer a todos pelo carinho.

Estrela Regina agradece também. Aliás, ela tinha escrito um post, mas estava cheio de erros. Então, antes de eventualmente publicá-lo por aqui, eu queria esclarecer que ela foi alfabetizada em coelhês.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A vovó e o alemão

No tempo em que muitas meninas faziam pouco mais do que aprenderem a tocar piano e a serem futuras esposas, ela rompeu com as tradições. O pai morreu num naufrágio e alguém tinha que trabalhar em casa. Por isso mesmo, nunca aprendeu a cozinhar.

Isso fez com que a moral da minha mãe para me ensinar tarefas domésticas baixasse bastante. Desde pequenininha me lembro de responder:

- Mas a vovó não sabe nem fritar um ovo.

Ela é sagitariana, mas daquelas que não fala muito. Viajou bastante. Trabalhou numa companhia aérea. Visitou Portugal e fez compras na "Rua do Ouro" quando esta era ainda quase exclusiva dos ourives. Foi morar sozinha, nunca casou e nem teve filhos.

E agora é legítimo que vocês perguntem como eu tenho uma avó que não tem filhos. Verdade seja dita, ela é tia-avó. Mas sempre foi beeeem mais avó do que tia. Ai de quem disser que ela não é minha avó!

Ela trazia presentes das viagens. Todo ano ia ao Paraguai comprar muamba. Daí que eu tenha sido a primeira da minha turma a ter um iô-iô com luzes e música. Depois que eu cresci, ela me deu uma colcha feita a mão que é uma verdadeira obra de arte. Daquelas que a gente nem põe na cama para não estragar.

Foi a vovó que me ensinou a importância de um voto consciente, porque mesmo depois da idade obrigatória, nunca falhou uma eleição. Também tentou me ensinar tricô, mas isso não teve jeito. Sempre foi a pessoa mais organizada que eu já conheci. Super pontual e perfeccionista, nunca deixou ninguém de casa esquecer nenhum compromisso.

Isso foi até a gente descobrir um senhor alemão que passou a chatear-lhe a cabeça. Talvez vocês o conheçam e, alguns, de certeza que já o viram bem de perto. Mas nunca pelos melhores motivos.

Pois é, vovó - e agora todos nós - temos que conviver com o tal senhor. Nem sempre é fácil. Ele chaga-lhe tanto o juízo que as vezes ela esquece das coisas mais bobas. Logo ela que nunca falhou um compromisso, agora tem de ser diariamente lembrada da hora do remédio.

É estranho vê-la com ele. Porque ela sempre foi aquela pessoa ligada em tudo. Mesmo quando estava sentada lendo, ela sabia de tudo ao seu redor. E agora é diferente. Parece alheia do mundo, olhando para tudo como se fosse a primeira vez.

A minha outra avó diz que vive rezando para o alemão ir embora mas, segundo ouvi dizer, ele quando vem é para ficar. E ele é daquele tipinho tipo espaçoso, sabem? Daqueles que vai se infiltrando aos poucos até tomar a casa toda.

Isso dói. Dói a cada pergunta, dói a cada frase fora de contexto, dói ver vazio onde a gente sempre viu luz. E eu, que até nem sou assim muito ciumenta, dessa vez estou a beira de um ataque.

Qualquer dia eu sento a mão na cara desse fulano por estar roubando a minha vovó de mim!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lisbon Film Orchestra

Eu nunca fui muito dada à música. Aliás, no meu caso, a falta de talento musical é absurda. Eu sou completamente desprovida da capacidade de distinguir notas musicais e, por vezes, até instrumentos numa banda. Por isso, ver uma orquestra tocar ao vivo, nunca foi coisa que me despertasse interesse.

Só que, como todo mundo, eu também tenho uma quedinha por algumas trilhas sonoras. Sei lá, músicas que eu cresci ouvindo. Todo natal passava a "Noviça Rebelde" na televisão. Eu adorava todas as músicas. E, mesmo não sendo bem da minha época, eu já me acabei cantando "tell me more" no chveiro. Foi assim que me convenceram a ver a apresentação do "Lisbon Film Orchestra".

A proposta era simples: uma orquestra que se dedica a tocar trilhas sonoras de filmes. Parece legal, certo? E é demais! Foi uma das melhores noites de ultimamente!

Eu, que nunca tinha visto uma orquestra ao vivo, fiquei boquiaberta! É um espectáculo lindo. Todos tocando juntos, fazendo música e dando vida aos clássicos do cinema.

E que clássicos... Mágico de Oz, Indiana Jones, Psycho, Phantom of the Opera, Harry Potter, entre outros... Tudo desfilando na minha frente. Tão real que eu sentia que se esticasse o braço seria capaz de tocar na música.

Os violinos parecem coreografados. O maestro dança. O contrabaixo impõe respeito. Tudo é lindo, tudo é harmonioso.

Não sei se existe uma definição exacta para magia, mas creio que será algo semelhante ao que eu vivi ontem!

domingo, 20 de setembro de 2009

Mulher fala...

- Ele é legal, bonitinho e rola química.
- Bacana.
- Só lhe faltam uns centímetros.
- Ele é baixinho, né?
- ... não estava falando disso!

sábado, 19 de setembro de 2009

David Garrett

Para tudo! Vocês ficarão felizes por saber que eu encontrei o futuro marido!

Morram de inveja porque ele é liiindo até não poder mais. Alemão, 28 aninhos, cabelo comprido e cara de top model. Tem uma tatuagem no braço direito. Usa um "gangsta hat" que está super na moda aqui na Europa (sim, também quero comprar um!). Ele é músico e tem tudo para ser o vocalista numa banda de Rock famosa.

Mas, o que vocês imaginam que esse ser humano faz da vida? Pois é, eu fiquei surpresa ao descobrir que ele toca violino!

Além de tornar os clássicos bem mais agradáveis à vista, ele também toca os "clássicos" actuais como "Nothing Else Matters", "Smooth Criminal", entre outros, chamando a atenção a um público mais jovem e trazendo a orquestra ao povão.

Para vocês entenderem melhor o que eu estou dizendo, fica aqui uma amostra. Quando eu vi o vídeo, eu lembrei daqueles restaurantes românticos, à luz de velas e com um violinista tocando ao vivo. Aquele cenário perfeito para uma noite a dois.

O problema é que, se eu estivesse num restaurante com um bofescândalo e me aparecesse esse deus germânico à frente, num instantinho a atenção se voltaria única e exclusivamente para o violinista!