segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Música Maestro

Eu tenho um amigo que além de partilhar comigo o gosto pelas músicas de Chico Buarque, nesse fim de semana partilhou "aquela" bebedeira. O resultado foi uma ressaca monumental que durou o dia todo de hoje.

E, apesar do meu corpo não estar em condições para tal, lá tive eu que ter formação no trabalho às nove da manhã. Só que ninguém avisou o meu cérebro que ele tinha que estar perfeitamente funcional a essa hora.

Desse episódio, e graças à ajuda preciosa do talentoso Pedro - que não parava de entoar todas as frases da nossa conversa no ritmo de "O Meu Amor" - surgiu esta versão, chamada agora de "O Formador":

o formador
viu que eu bocejei
no meio da sua aula
bem na frente da sala
e eu fiquei envergonhada
porque bem lá no fundo
eu tava de ressaca, ai

o formador
viu que eu me babei
e esbravejou comigo
na frente dos amigos
no meio de toda aquela gente
e eu fiquei corada
com o fio de baba caindo
em movimento descendente, ai

A culpa é da vodka, viu?
e eu já não aguento mais
Preciso ir pra casa
qu'eu já não estou capaz

O formador
ainda não entendeu
que eu tomei um porre
estou numa manguaça
e só vim pro trabalho
por causa do ditado de que deus ajuda
quem levanta cedo, ai

O formador
já sabe quem sou eu
de tanto eu fazer feio
de adormecer no meio
da sala de aula
e vir com uma ressaca
segurando no copo
e bebendo no gargalo daquela garrafa, aí

A culpa é da vodka, viu?
e eu já não aguento mais
Preciso ir pra casa
qu'eu já não estou capaz.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Repitam comigo:

Não actualizarei o estado do facebook sob influência de álcool.
Não twitarei sob influência de álcool.
Não entrarei no msn para falar com ex namorados sob influência de álcool.
Não postarei no blog sob influência de álcool.

... Tarde demais...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Conversa de botequim

- Não sei, as pessoas têm tendência pra me pedir conselhos sobre relacionamentos...
- É porque acham que entendes de homens.
- Ah, se eu entendesse, eu tinha um, né?
- Hmmm... Sei não, talvez seja por entenderes que estás solteira!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vênus

Nunca gostei daquelas meninas do cabelo impecavelmente penteado, ou dos dentes alinhadinhos. Sei que elas têm um certo charme que agrada a muitos, mas não a mim. A Vênus de Milo por exemplo, não sei se já repararam, tem uma barriguinha saliente.

Adoro vê-las disfarçar os pequenos defeitos. Daqueles que nem repararíamos, não fosse o esforço hercúleo colocado na tarefa de escondê-los.

A minha Vênus sai do pedestal e entra na vida. Com o pé esquerdo e o direito. Anda altiva, tropeça e quase cai no chão da avenida. Mania de usar esses saltos nessa calçada esburacada. E chega em casa jogando o sapato para o lado. Suspira de alívio por ter, agora, menos oito centímetros. Prende o cabelo, deixando uma madeixa em desalinho. Tira a roupa, tira a lente e a maquiagem.

É nessa hora que eu gosto mais dela. Porque nessa hora ela é só minha. Só eu que a vejo assim. Impecavelmente vestida com um sorriso. Minha. Linda.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Rapidinha dos óculos

Hoje eu peguei no carro para ir até à casa da minha mãe e reparei que eu enxergava muito mal a rua. Liguei o ar quente para desembaçar os vidros. Continuei sem ver direito.

Liguei a aguinha do para-brisas e meio que lavei o vidro por fora.

Ainda sem conseguir ter nitidez suficiente para dirigir, esfreguei os olhos e concluí tristemente: "é, chegou a hora de fazer um exame para usar óculos. Deve ser vista cansada".

Resignada, cheguei na casa da minha mãe que, depois de questionar se eu estava melhor do resfriado, perguntou preocupada:

- Nossa, você não tem medo de dirigir nesse nevoeiro não?

domingo, 6 de dezembro de 2009

True lies

Todo mundo sabe que celular na mão de bêbado vira arma. Eu, tendo um nome começado com a primeira letra do alfabeto, já sofri muito com isso.

Porque depois de se virar quatro ou cinco copos, você encontra um ser estranho no bolso. Descobre, com a alegria de quem inventa a roda, que se você apertar uns botõeszinhos aquilo começa a falar do outro lado.

O chato é que essas descobertas são sempre feitas em horários esdrúxulos, como três e cinquenta e um da manhã. Aí você vai meio cambaleante até ao telefone achando que é alguém em combustão espontânea precisando de auxilio.

Depois de entender que é só alguém que ligou pra dizer que te acha "mó legal" e "manera bagarai", você desliga, desejando que o bêbado entre em combustão espontânea. Só pra garantir o resto da noite de sono, sabem?

Como eu ando sempre na penúria do telefone pré-pago, meus amigos não correm esse risco. O problema é que eu depois chego em casa alegre, sincera e com o computador à mão. Pronta para gritar para o mundo tudo aquilo que eu sinto, ou acho que sinto, ou que a vodka me leva a sentir.

A desvantagem disso é que, uma vez que você escreve alguma coisa, não tem como voltar atrás. O bonito, mesmo que esteja offline, vai receber a mensagem. E vai descobrir que houve um ponto da sua noite onde você realmente achou que o vosso DNA misturado geraria um filhote lindo.

É aí que vem aquela dúvida: "Mas será que eu ligo para explicar que não é bem isso? Não.. Melhor deixar quieto". E se engana: "Porque pode ser que ele não tenha visto."

Por essas e por outras que eu defendo o computador com bafômetro. Daqueles que, em vez de pedir senha, você sopra no balão. O acesso à internet ficaria então condicionado ao nível de álcool no sangue. E, em último caso, você seria obrigado a jogar Freecell até o nível estabilizar.

Esta sim seria a invenção do século, evitando muito constrangimento por este mundo fora!

Smile

Existem coisas que são muito boas de se ouvir (neste caso, de se ler) num domingo à noite.

Esta é, definitivamente uma delas:



E como a conversa terminou? Hmmmm... Isso fica para um próximo post!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reticências

De um jeito ou de outro, a gente se atura e se adora. Se procura, se devora. E então tudo é perfeito. Eu e você, suas taras, minhas manias, nosso jeito...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Morning Rage

Aí eu tava dançando e aquele ser liiiindo começou a me dar mole. Tá, eu não sei o que ele estava fazendo só de cueca no meio da pista de dança. Mas não interessa. Louro, alto, olhos verdes...

Eu fui chegando mais perto e vi que era, nada mais nada menos que o Rodrigo Hilbert. Gente, fala sério, isso tudo dando mole pra mim?! Isso é que é aniversário!

Então ele veio para me tascar aquele beijão, só que eu tava terminando de mastigar um morango. Engoli o morango rapidinho pra poder beijar de volta.

De repente, quando os nossos lábios finalmente se tocam... O som inconfundível da mensagem de um Nokia invade o ar:

"Bom dia flor do dia, Parabéns atrasados! Beijos grandes!"


...