quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dance like no one's watching

Sabe quando você lê uma coisa que parece que dá um "clique" dentro de você? Pois bem, isso aconteceu quando eu li esse texto. Tanto que eu tomei a liberdade de o traduzir aqui, da maneira que eu o entendi.

Eu sei que vai parecer aquelas coisas que você recebe num powerpoint com imagens de flores e tocando "Aleluia" no fundo. Mas... E daí?


Dance como se ninguém estivesse olhando:

Nós nos convencemos que a vida será bem melhor depois de casarmos, termos um filho, ou qualquer outra coisa.

Depois ficamos frustrados quando as crianças não têm idade suficiente e que ficaremos mais contentes quando elas chegarem lá.

Depois nos frustramos por ter de lidar com a adolescência. E nós certamente seremos mais felizes quando eles saírem dessa fase.

Dizemos a nós mesmos que a vida será mais completa quando a nossa cara metade resolver os seus problemas, quando tivermos um carro melhor, quando pudermos ir numas boas férias, quando nos aposentarmos.

A verdade é que não existe melhor hora para ser feliz do que agora.

Por que se não for agora... Quando?

Sua vida vai ser sempre cheia de desafios. É melhor aceitar isso e resolver ser feliz de qualquer maneira.

Uma das minhas citações favoritas é de Alfred D Souza:

"Por muito tempo pareceu-me que a vida estava prestes a começar. Mas haviam sempre obstáculos no caminho, alguma coisa que tinha que ser resolvida primeiro, alguns assuntos por terminar, tempo para ser cumprido, dívidas por pagar. Só então a vida começaria. Por fim enteni que esses obstáculos eram a minha vida."

Essa perspectiva me ajudou a ver que não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

Dessa forma, valorize todos os seus momentos. E valorize mais ainda por tê-los partilhado com alguém especial, especial o suficiente para você ter passado o seu tempo... E lembre-se que o tempo não espera por ninguém.

Portanto pare de esperar até que você termine a faculdade, ou que volte a estudar. Até perder cinco quilos, até ganhar cinco quilos. Até ter filhos, até que seus filhos saiam de casa. Até que você comece a trabalhar, até que se aposente. Até que se case, que se divorcie. Até sexta à noite, até domingo de manhã. Até que você tenha um novo carro ou casa, até que a casa ou o carro estejam pagos. Até a primavera, até o verão, até o outono, até o inverno. Até ao dia 1 ou dia 15. Até que toque a sua música. Até que você tenha bebido, até que tenha ficado sóbrio. Até que você morra... Até que nasça de novo para decidir que não existe tempo melhor que agora para ser feliz.

A felicidade é a jornada, não o destino.

Então pense nisso:

"Trabalhe como se não precisasse de dinheiro, ame como se nunca tivesse se magoado e dance como se ninguém estivesse olhando".

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Choro é bom demais!

Tem gente que vai pra missa todo domingo e reza o terço. Eu, da minha parte, confesso que não entendo muito de terço, mas entendo de terça. E as melhores terças-feiras de Lisboa são passadas no Lusitano Clube, em Alfama.

Eu me apaixonei pela Roda de Choro desde a primeira vez que pus lá os pés para dançar, em Julho. Não há nada que me prenda em casa numa noite de terça-feira. Posso estar ruim da cabeça ou doente do pé, mas ali cura-se tudo. Quem disse que "quem canta seus males espanta" é porque nunca experimentou dançar.

Não sei explicar direito, mas todas as terças eu exorcizo tudo de ruim entre música, o suor e os amigos. Não tem problema que resista a um Choro, nem tem preocupação que fale mais alto que o "shake da anca".

Como uma imagem vale mais que mil palavras, eu deixo vocês com três minutos e meio de uma reportagem feita pela Paulinha,amiga e jornalista super talentosa.

Sério gente, assistam esse vídeo, mais especificamente os últimos 30 segundos. E se quiserem um autógrafo da gostosa da cena final, já sabem... Eu só assino partes do corpo!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ao ano novo

Oi ano novo, tudo bem?

Eu vim aqui porque eu precisava conversar. Na verdade até nem era com você que eu queria falar. Só que, ao que parece, está todo mundo ocupado demais curando ressacas. Eu não. Dessa vez me comportei lindamente!

Primeiro porque eu fiquei até a meia noite na casa dos meus pais. Essa é a minha única tradição de ano novo. Eu nem como as uvas, não faço desejos, não pulo com o pé direito e nem uso calcinha nova. Mas o primeiro brinde, os primeiros beijos e os primeiros abraços são destinados aos meus "mais que mais que tudo".

E beber na casa dos pais não rola. Não é que eu não possa ou tenha vergonha. Simplesmente parece que não tem graça. Até o meu amado vinho verde perde todo o gosto quando é mamãe que me serve um copinho.

Ah, isso sem contar que o meu fígado não fala comigo desde terça-feira por causa daquela bebida romena que eu ingeri. Mas não vamos tocar nesse assunto, combinado?

Então fiz o brinde com champanhe e tomei duas cervejinhas só pra constar. Mas, como eu me divirto mesmo sóbria, a noite foi um show. Teve banho de chuva, teve baby-sitting a bêbados, teve espanhol tocando bossa-nova, música africana, karaoke, É o Tchan, teve sorrisos, gargalhadas, abraços (muitos abraços) e fechou com um café da manhã ao nascer do sol.

É ano novo, você chegou causando. Se todas as noites forem como as de ontem então eu vou ter que pedir muitas desculpas pelo trocadilho infame, porque você vai ser 10!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

É isso aí...

Eu li por alto todos os posts desse ano e concluí que 2009 foi um ano que passou. Teve alguns pontos altos mas, em grande parte, simplesmente passou. E sem deixar muita saudade.

Basicamente o primeiro semestre foram estresses com o emprego. Tirando a viagem a Amsterdam que foi - provavelmente - a mais divertida que fiz até hoje e a mudança de apartamento, eu só me vi reclamando do trabalho, cansada e estressada. Ou seja, eu nem dei pelos primeiros 6 meses de 2009.

É incrível como a gente se habitua a viver assim "mais ou menos". Acorda, trabalha, volta pra casa. Fala menos com os amigos que poderia, faz menos coisas divertidas que queria e sai com mais caras idiotas que deveria.

Depois veio Julho e, não obstante o desemprego e as preocupações chatas com o dinheiro, parece que as coisas mudaram pra melhor. Na verdade acho que fui eu que fiquei mais leve. Vejam bem, o meu trabalho agora está sendo feito por três pessoas. Três!!! Afinal não é à toa que eu reclamava.

Fui à Tomatina, passei a sair mais e estar com as pessoas que me faziam bem. Gente super alto astral que, em pouco tempo, se fizeram amigos de uma vida. Sorri mais, vivi mais e como resultado disso, escrevi mais.

Mas nem é que o segundo semestre tenha sido assim tão maravilhoso. O primeiro é que foi, sem sombra de dúvida, uma merda.

E agora eis que chega 2010. Para ser sincera, não tenho grandes planos no horizonte. Tenho que recuperar um rombo no meu orçamento e prometi para mim mesma ser mais organizada. Também me prometi fazer mais planos, porque eu me sinto assim meio sem rumo. Buscando um não-sei-quê constante.

Só que uma coisa é certa. Decidi não cair no mesmo erro e não deixar 2010 passar. Por isso, em 2010 quero arriscar mais e deixar de lado essa segurança da vida "mais ou menos". Porque mesmo sabendo que não dá pra mudar a direcção do vento, eu contento-me em saber que eu posso ajustar as velas pra chegar onde eu quero.

Feliz 2010!

domingo, 27 de dezembro de 2009

10 Desejos para 2010

Este blog vem desejar a todos um 2010 cheio de:










sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Antes tarde...



Querido Papai Noel,

Esse ano eu decidi não escrever nenhuma cartinha fazendo nenhum pedido. Isto porque, convenhamos, eu sei não fui uma boa menina.

Xinguei mais que corinthiano em dia de jogo e desejei a muitas pessoas uma morte lenta e dolorosa. Veja bem, não é que eu queira que elas morram. Isso vai acontecer independente da minha vontade. Eu só quero que elas sofram um pouquinho (tá bem, muito!) antes disso.

Bom, mas pelo menos eu estou sendo sincera. Isso deve valer uns pontos, né?

Quanto a emprego, até estou satisfeita. Se bem que um aumento não seria nada mau. Algumas viagens também me fariam bastnte feliz. Sabe como é, de vez em quando eu preciso fugir daqui para manter um certo nível de sanidade mental. Eu também queria voltar para o jiu-jitsu. Não seria mau perder os quilos que 5 meses de pura inércia me rouxeram.

Dessa vez eu quis me poupar a pedir um bofescândalo. Porque os que você trouxe para 2009 tinham todos defeito de fábrica. Sem garantia e sem direito de devolução. Sem contar que há um mínimo de bom gosto que tem que ser respeitado.

Daí que, Papai Noel, se não for muito tarde e ainda der pra pedir alguma coisa, eu só queria dizer para você passar por aqui e levar 2009 embora. Só com isso eu já saio no lucro.

Com amor,
An@Lu

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

E chegou aquela altura do ano...

Por isso, Estrela Regina e Eu viemos aqui deixar registrado os nossos votos de um Natal Feliz e desejos de um maravilhoso 2010!



PS - Tudo bem que esse ano eu estou me sentindo mais o "Tio Scrooge" e o espírito natalício não bateu, mas a tradição ainda é o que era!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Vermelho

Gosto do olhar brejeiro e do sorriso malandro. Daquele jeito de quem sabe o que é melhor pra mim e não se inibe em dizê-lo. Que dá conselhos que eu não pedi, entra na minha casa, bagunça a minha vida como quem acha que está arrumando um armário. Reordena as minhas cores e cisma, porque sim, que eu preciso de menos vermelho na vida. É aí que eu me irrito. Porque vermelho sou eu e talvez o que eu precise, seja um pouco menos de você.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Sobre o esquecimento

Eu já não penso nele. Quer dizer, essa frase é uma contradição em princípio. Porque falar disso faz-me pensar nele.

Mas é um pensar frio, de uma lembrança distante. Daquele tipo que não vem agarrado a um monte de [res]sentimentos. Lembro dele como quem lembra do que fez no verão passado. Lembro que foi divertido, mas acabou e mal posso esperar pelo próximo.

Não é que eu não tenha sentimentos. Tenho-os numa intensidade desmesurada. Por várias vezes me sabotei na tentativa de o tirar de mim. Mas finalmente entendi existirem pessoas que, quando já não estão dentro de você (metafórica e literalmente), perdem todo e qualquer interesse.

Por isso cansei de sentir pena de mim por não estar com ele. Porque eu gosto de mim. Moderadamente, é certo. Mas o suficiente para me aturar sozinha sem ter de impôr a ninguém o dever de me partilhar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Borboleta

Eu não quero falar novamente de álcool, mas o problema é que se eu tiver que botar uma trilha sonora para as minhas duas últimas semanas, acaba que o tema ideal será: "Beber, cair e levantar".

Por isso decidi contar uma coisa de extrema importância: eu já montei a minha árvore de natal. Tcha-ran!

Quer dizer, não é bem uma árvore: é uma coisa pós-moderna. Meio na escola do Frank Lloyd Wright. Em primeiro lugar eu não tenho árvore. Quando me separei do meu ex, a divisão de bens foi tão a fundo que ele ficou com a árvore de Natal e eu fiquei com a decoração.

Aí como esse ano eu estava me sentindo meio artística, talvez influências do ex que era músico... O quê? Eu não disse que a gente terminou? É, já vai fazer um mês que esse blog já não tem "Primeiro Damo".

Mas antes das más línguas virem dizer que esse é um post no estilo "morena solteira procura", aviso aos navegantes que a morena aqui cansou de procurar e decidiu se juntar a um convento.

Apenas ainda não encontrei a ordem religiosa adequada à minha vocação. Porque já tem muito hype à volta das Carmelitas descalças. E, convenhamos... Mulher que é mulher precisa de sapatos.

Porque uma coisa que eu aprendi no alto dos meus recém-feitos 26 aninhos é que, nos dias em que a gente está se sentido feia e gorda e o cabelo não fica direito por nada no mundo, é o dia em que a gente deve botar o saltão de dez centímetros e sair poderosa pela rua. Mesmo que vá para Alfama, bairro conhecido pelo sobe e desce das ruas de paralelepípedo. Mesmo que a ideia seja dançar.

Desse modo, enquanto não inventarem as Carmelitas Jimmy Choo, ficarei vagueando por aí porque, como dizia o poeta "o segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você."