Eis que, nos quarenta e cinco do segundo tempo do ano em que eu perdi um amor, um amigo me restaura a fé na humanidade quando diz que está desanimado e vai passar o ano novo sozinho em casa. Não me entendam mal, não sou fã da miséria alheia. É que a namorada dele viajou e ele está com saudade.
- Sem ela não tem graça comemorar nada. Sem ela o primeiro dia do ano é só mais um.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Pela primeira vez vou passar o Reveillon em Copacabana. Estou tão empolgada que duas semanas atrás eu já tinha decidido a roupa que irei usar e todos os acessórios e maquiagem. Ontem lembrei que preciso levar biquini por baixo do da roupa, para o caso de eu beber demais e, em vez de ir pular sete ondinhas, eu resolver me jogar no mar como oferenda para Iemanjá.
domingo, 25 de dezembro de 2011
The Grinch
- Sabe a "Fulana"?
- Sei.
- Acho que ela me deu uma furada de olho.
- Fala sério!!! Que vaca!!!
- Minha vontade é dizer: "Vem cá sua piranha sonsa, você ficou com o "Beltrano"?
O espírito de Natal está forte por esses lados daqui...
- Sei.
- Acho que ela me deu uma furada de olho.
- Fala sério!!! Que vaca!!!
- Minha vontade é dizer: "Vem cá sua piranha sonsa, você ficou com o "Beltrano"?
O espírito de Natal está forte por esses lados daqui...
sábado, 24 de dezembro de 2011
Feliz Assalto
Querido Papai Noel,
Eu sei que eu vivia dizendo que eu estava satisfeita com o meu telefone e talz. É verdade, sabe? Ele liga, manda mensagens e a bateria dura uma semana. Ah, e não tem facebook. Isso pode parecer uma desvantagem, mas quando eu saio de casa gosto da sensação de estar offline. Logout na internet, login na vida.
No entanto, se ainda assim você queria me trazer um celular novo de presente, bastava deixar o bichinho embaixo da árvore. Não precisava mandar um cara armado roubar o meu telefone. De quebra o fulano ainda levou a minha carteira.
Não, não é que o Rio seja uma cidade perigosa. Foi o tipo de criminalidade que pode acontecer (e acontece) em qualquer lugar do mundo. Na verdade até foi descuido meu. Passar por uma ruazinha mal iluminada e pouco movimentada já bem tarde da noite é pedir para uma coisa dessas acontecer, né?
Eu topei o cara de longe e ainda tentei abrandar o passo, para que ele seguisse na nossa frente. Mas ele viu que eu tinha reparado e apontou o revólver para mim.
Papai Noel, você já tem experiência o suficiente para saber que esse tipo de brinquedos não se dão a certos meninos porque eles não sabem brincar direito.
Ele sacudiu a arma e pediu a minha bolsa. Bolsa que nem era minha, que eu pedi emprestada à minha mãe (ainda dá tempo de me mandar uma bolsa nova). Eu disse um: "Ai não moço, por favor..." bastante sofrido mas ele gritou de novo e pediu a carteira, dinheiro, cartão e celular.
Uffff... Salvei a bolsa de mamãe. Ele podia até ter um revólver, mas se eu chegasse em casa sem a bolsa, mamãe iria me comer viva.
Tirei a carteira e ia tirar o dinheiro para dar para ele, mas ele pediu a carteira toda. Poxa, será que ele não sabe que você poderia dar uma carteira para ele? Tinha mesmo que levar a minha carteira fofa com desenho de gatinhos (pode mandar outra igual, tá?)?!
Ainda soltei um: "Deixa só eu tirar a minha identidade". Porque sabe como é, né Papai Noel? Ser assaltada tudo bem, mas ter que ir de novo ao Detran tratar de documentos, ninguém merece. E, num movimento ninja, puxei a minha CNH para fora antes de lhe entregar a carteira.
O meu amigo, vendo que o cara estava sendo um menino mau e que decerto não ia ganhar presentes do senhor esse ano, esticou o braço e deu-lhe dinheiro para ele ir comprar alguma coisa bacana. Ainda assim o cara insistiu em levar o meu celular. Sim, esse mesmo que foi o mais barato que tinha na loja e que nem crédito tinha.
Ele até fez cara de nojinho quando eu entreguei o tijolão. Se o meu celular fosse um carro, provavelmente seria um Chevete, ano 86. Mas talvez eu tenha cara que anda por aí com Blackberry ou Iphone. Tá vendo Papai Noel? Essas roupinhas que eu compro na Rua da Alfândega me deixam com cara de fina. Pode mandar mais uns vestidinhos de lá que eu agradeço.
Ainda perguntei para ele se ele podia me deixar cinco reais para a passagem do ônibus. Ele sacudiu o revólver e mandou eu ir embora. Obedeci muito revoltada. Afinal, ele não sabe que o Natal é época de partilhar?
E agora eu pergunto: Precisava isso tudo, Papai Noel? Precisava esse teatro todo?
Bem, fico à espera do meu novo celular. Ah, e se puder leva também uma lembrancinha ao PM que quase me enfiou num tiroteio depois do assalto e para o pessoal da polícia civil que me tratou super bem, com muita educação e simpatia.
Eu sei que eu vivia dizendo que eu estava satisfeita com o meu telefone e talz. É verdade, sabe? Ele liga, manda mensagens e a bateria dura uma semana. Ah, e não tem facebook. Isso pode parecer uma desvantagem, mas quando eu saio de casa gosto da sensação de estar offline. Logout na internet, login na vida.
No entanto, se ainda assim você queria me trazer um celular novo de presente, bastava deixar o bichinho embaixo da árvore. Não precisava mandar um cara armado roubar o meu telefone. De quebra o fulano ainda levou a minha carteira.
Não, não é que o Rio seja uma cidade perigosa. Foi o tipo de criminalidade que pode acontecer (e acontece) em qualquer lugar do mundo. Na verdade até foi descuido meu. Passar por uma ruazinha mal iluminada e pouco movimentada já bem tarde da noite é pedir para uma coisa dessas acontecer, né?
Eu topei o cara de longe e ainda tentei abrandar o passo, para que ele seguisse na nossa frente. Mas ele viu que eu tinha reparado e apontou o revólver para mim.
Papai Noel, você já tem experiência o suficiente para saber que esse tipo de brinquedos não se dão a certos meninos porque eles não sabem brincar direito.
Ele sacudiu a arma e pediu a minha bolsa. Bolsa que nem era minha, que eu pedi emprestada à minha mãe (ainda dá tempo de me mandar uma bolsa nova). Eu disse um: "Ai não moço, por favor..." bastante sofrido mas ele gritou de novo e pediu a carteira, dinheiro, cartão e celular.
Uffff... Salvei a bolsa de mamãe. Ele podia até ter um revólver, mas se eu chegasse em casa sem a bolsa, mamãe iria me comer viva.
Tirei a carteira e ia tirar o dinheiro para dar para ele, mas ele pediu a carteira toda. Poxa, será que ele não sabe que você poderia dar uma carteira para ele? Tinha mesmo que levar a minha carteira fofa com desenho de gatinhos (pode mandar outra igual, tá?)?!
Ainda soltei um: "Deixa só eu tirar a minha identidade". Porque sabe como é, né Papai Noel? Ser assaltada tudo bem, mas ter que ir de novo ao Detran tratar de documentos, ninguém merece. E, num movimento ninja, puxei a minha CNH para fora antes de lhe entregar a carteira.
O meu amigo, vendo que o cara estava sendo um menino mau e que decerto não ia ganhar presentes do senhor esse ano, esticou o braço e deu-lhe dinheiro para ele ir comprar alguma coisa bacana. Ainda assim o cara insistiu em levar o meu celular. Sim, esse mesmo que foi o mais barato que tinha na loja e que nem crédito tinha.
Ele até fez cara de nojinho quando eu entreguei o tijolão. Se o meu celular fosse um carro, provavelmente seria um Chevete, ano 86. Mas talvez eu tenha cara que anda por aí com Blackberry ou Iphone. Tá vendo Papai Noel? Essas roupinhas que eu compro na Rua da Alfândega me deixam com cara de fina. Pode mandar mais uns vestidinhos de lá que eu agradeço.
Ainda perguntei para ele se ele podia me deixar cinco reais para a passagem do ônibus. Ele sacudiu o revólver e mandou eu ir embora. Obedeci muito revoltada. Afinal, ele não sabe que o Natal é época de partilhar?
E agora eu pergunto: Precisava isso tudo, Papai Noel? Precisava esse teatro todo?
Bem, fico à espera do meu novo celular. Ah, e se puder leva também uma lembrancinha ao PM que quase me enfiou num tiroteio depois do assalto e para o pessoal da polícia civil que me tratou super bem, com muita educação e simpatia.
Beijos,
An@Lu
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
The book is on the table
Como saber se o seu aluno vai passar no teste de inglês em menos de 10 segundos:
- Vai preenchendo o seu nome na folha do teste enquanto eu vou ali entregar esse papel na secretaria.
- Tá, mas é pra preencher o nome em inglês?
- Vai preenchendo o seu nome na folha do teste enquanto eu vou ali entregar esse papel na secretaria.
- Tá, mas é pra preencher o nome em inglês?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Vértice
Agora eu entendo aquele ditado. Sabe, aquele que diz que "Deus escreve certo por linhas tortas"? É que se as nossas linhas fossem paralelas e perfeitinhas, a gente nunca teria se cruzado.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
José
Dizem que tudo na vida é um grande aprendizado e que todos os dias podem trazer novas lições. Até naquelas noites em que você exagera na bebida, que passa vexame e que, pela primeira vez em vinte e sete aninhos, alguém tem que se encarregar de te levar para casa.
Mesmo aí dá para aprender alguma coisa. Não, não é "nunca mais vou beber desse jeito". Ok, isso também. Mas a grande verdade que eu descobri nessa noite é que, se você está insistindo em abrir uma porta que não cede de maneira alguma, ou você tem a chave errada, ou você está na porta errada. Nesta situação é preciso rever os parâmetros e efetuar uma mudança que não será necessariamente da menor coisa, ou da que dá menos trabalho a ser alterada.
Às vezes o que está errado é aquilo que está bem na nossa frente, que parece impossível, por ser tão familiar e porque o tomamos como óbvio, certo e garantido. Mas basta dar um passo atrás e olhar com atenção para descobrir que, durante todo esse tempo, segurávamos a chave certa no lugar errado.
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
[...]
José, e agora?
Mesmo aí dá para aprender alguma coisa. Não, não é "nunca mais vou beber desse jeito". Ok, isso também. Mas a grande verdade que eu descobri nessa noite é que, se você está insistindo em abrir uma porta que não cede de maneira alguma, ou você tem a chave errada, ou você está na porta errada. Nesta situação é preciso rever os parâmetros e efetuar uma mudança que não será necessariamente da menor coisa, ou da que dá menos trabalho a ser alterada.
Às vezes o que está errado é aquilo que está bem na nossa frente, que parece impossível, por ser tão familiar e porque o tomamos como óbvio, certo e garantido. Mas basta dar um passo atrás e olhar com atenção para descobrir que, durante todo esse tempo, segurávamos a chave certa no lugar errado.
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
[...]
José, e agora?
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Emergency Call
- 911, what's your emergency?
- I fell.
- Where m'am?
- I fell in love.
- Oh, I'm sorry. Did you break anything?
- Just my heart.
- Does it hurt?
- Only when I breathe.
- I fell.
- Where m'am?
- I fell in love.
- Oh, I'm sorry. Did you break anything?
- Just my heart.
- Does it hurt?
- Only when I breathe.
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