domingo, 29 de junho de 2008

Socks off

Vocês todos já devem conhecer a minha aversão à famosa dupla "pau duro e meias", não é? Sinceramente, acho que é o pesadelo de qualquer mulher.

Depois de ter sido chamada de maluca por quase gritar "tira as meias!" na hora H, descobri que eu não estou sozinha nessa luta. Porque estava vendo o site someecards.com que, aliás, tem um monte de cartões sacanas e engraçados para as mais diversas ocasiões, e me deparei com essa belezura aqui:

Tirou as palavras da minha boca!


sexta-feira, 27 de junho de 2008

Jack Johnson (Finalmente!)



Ontem foi o show do Jack Johnson em Lisboa e eu estava lá. A-DO-REI!

Quando eu cheguei me surpreendi pelo palco ser tão pequenininho, sem grandes produções. Quase semelhante ao palco de um acústico MTV. Duas horas e duas bandas depois, aparece a estrela da noite, o Jack (Johnson, não o Estripador).

E entrou no palco como se fosse a coisa mais normal do mundo. Junto com a banda, disse "boa noite" ao público, pegou o violão e começou a tocar. Simples assim. E até o figurino. Tênis, calça jeans normalíssima e uma camiseta azul marinho. Tipo assim, se eu esbarrasse com ele na rua jamais diria que ele era o Jack Johnson.

Tocou e cantou o tempo todo. O cara é super simples, carismático e a voz é igualzinha a do CD. Não tem nenhuma produção, justamente porque ele não precisa. Ele também não fica pulando de um lado para o outro do palco que nem um macaco amestrado. Ele não é um "entertainer", é um cantor.

Foi isso que eu gostei mais do show. Não é a roupa, nem a grande entrada em palco, nem as luzes, nem nada. O show é ele, e ele não precisa de uma mega produção para fazer um "senhor concerto".

Vale a pena!

Ficadica: O show é muito melhor apreciado na companhia de um "mais que tudo". Ir com asamigas para este concerto pode levar a ataques extremos de carência.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Cor de Prata

O charme de um homem grisalho é injusto.

Eu confesso aqui que não resisto a umas madeixas grisalhas e, se acompanhadas de um belo par de olhos azuis então...

O meu primeiro chefe era um autêntico deus grego de cabelos prateados e olhos claros. Era aquele tipo de cara cuja genética fez com que ele tivesse cabelos brancos muito cedo, sabem como é?

Mas não! Não pensem que eu sou nenhuma pós-adolescentezinha deslumbrada com o visual "professor universitário". Também não tenho nenhum problema com autoridade nem nada parecido com o complexo de Electra (joga no google). É toda a aura que envolve um homem grisalho.

Grisalhos têm aquele tom solene de experiência, de maturidade, de cara que te leva para tomar vinho e comer fondue na frente de uma lareira. Como se o peso de um envelhecimento capilar precoce conferisse a esses senhores uma certa autoridade, uma altivez, de quem não precisa mostrar nada para ninguém.

Sim, é essa a segurança que falta nos garotos, quase sempre em crises de auto afirmação. E é, sem dúvida o olhar... Aquele olho no olho, de quem já viu muita coisa, de quem sabe muita coisa e está disposto a partilhar.

Os garotões nada podem fazer senão esperar, e viver.

domingo, 22 de junho de 2008

Dúvida

Sabe quando você precisa que o futuro chegue logo?
Sabe quando você acha que a vida parou naqueles capítulos mais chatos?
Sabe quando parece que o dia a dia é um disco arranhado?
Sabe quando você queria fazer um fast forward no tempo para chegar naquela altura que os seus sonhos se realizaram e você não quer ser mais nada para além do que já é?

Eu sei.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Quando chove

Eu sempre lembro de você quando chove.

Porque você segurou a minha mão e me puxou para trás impedindo que eu me afundasse numa poça no chão. E logo eu, que sempre adorei ter controle do meu próprio corpo detestando solenemente ser puxada e empurrada em qualquer direcção. Porque você disse para eu ir com cuidado, que o piso estava mais escorregadio e dirigir era mais perigoso. E disse isso logo pra mim, que sou super cuidadosa ao andar de carro e odeio palpites sobre a minha condução. Porque quando a gente estava sem guarda-chuva, se espremendo numa marquise apertadinha que só cabia uma pessoa, foi você que que andou do lado que apanhava mais chuva. E você fez isso mesmo apesar dos meus protestos. Afinal você sempre quis andar ao meu lado, mesmo sabendo que tem rinite e outras “ites” que pioram quando você se molha.

Porque na chuva era você que cuidava de mim.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Uma noite de Sexo… e Cidade!

Pois é, recrutei uma amiga e fomos ver o filme mais mulherzinha de 2008: Sexo e a Cidade, o Filme. E, querem saber? A-DO-REI! Podem dizer o que quiserem, que o filme é bobo, é drama barato, é blockbuster... Não estou nem aí! Porque quando o filme acabou deu vontade de pedir para o tio do cinema fazer rewind e botar tudo de novo.

E tenho que confessar que estava à espera que o filme fosse mais do mesmo, ou seja: um episódio grande da série. Tipo o que aconteceu com o filme dos Simpsons, que foi legalzinho e nada mais. Mas não. O filme parte do fim da série para selar definitivamente o destino das 4 amigas. É aquilo que os ingleses chamam de “closure”. E você nem sente as quase 3 horas passarem.

O filme é mega fofo. Mantendo o estilo do seriado, fala de relacionamento, família, felicidade, amor e, é claro, sexo! Tudo isso com boa uma dose de humor sacana. E, da mesma forma que é difícil não rir no filme, também não é fácil conter a lagriminha no canto do olho em certos momentos. Porque tem horas que é um “guenta coração” só. O filme é romântico sem ser dramalhão e é engraçado sem cair no ridículo.

Sério meninas! O filme é perfeito! Corram já para o cinema!

Ah! E, como é óbvio, não dá para ficar indiferente aos modelitos, aos cabelos, aos sapatinhos, às bolsas, às jóias e todo o mundo fashion de NY. E por falar em sapatinhos, inspirada na Carrie comprei mais um par de sandálias. São pretas têm um saltão de dez centímetros. Um luxo só. Mas nada glamuroso foi o meu pensamento enquanto espremia meu pé de cinderela para dentro das tirinhas da sandália:

- Tomara que essa bosta alargue antes do meu pé começar a inchar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A culpa é do coelho

A grande vantagem de se ter um animal de estimação é que ele pode levar a culpa por um montão de coisas. Desde inexistência de trabalhos de casa até certos arranhões aparentemente injustificados.

- An@Lu, que marcas são essas?
- Foi a Estrela Regina que me arranhou.
- Mas nas costas??!!
- Errr... Bem... Eu tava dormindo no sofá e ela passou por cima de mim.
- Ahn... Ok. E foi ela que te deu esse chupão no pescoço também?!?!

domingo, 15 de junho de 2008

Rapidinha da grávida

Quer saber?! Eu detesto aquelas grávidas que se sentem uó só porque têm o "dom divino da vida" na barriga. Daí que naqueles dias de mau humor agudo, possam acontecer diálogos como esse aqui:

Grávida chata:
- Ah An@Lu, um dia você vai entender a grandeza de ter uma coisinha crescendo dentro de você. E de como isso é divino.

An@Lu:
- Aí que você se engana. Eu já conheço essa sensação.

Grávida chata:
- Sério? Você já esteve grávida?!

An@Lu:
- Não, mas já tive lombriga. Acho que conta, né?

sábado, 14 de junho de 2008

Maldita modernidade

Aí você anda de escadas rolantes, e esquece como se sobem os degraus.
E liga o ventilador, e esquece como é o vento.
Usa chinelos, e esquece de como é gostoso ter os pés sujos.
Fecha as cortinas, e esquece como é o sol.
Fala com os amigos pela internet, e esquece como se dá um abraço.
E tira mitas fotografias, e se esquece de apreciar a paisagem.
Compra presentes, mas esquece de estar presente.
Usa perfume, e esquece o cheiro da pele.
Vive em função do fim do mês, e esquece os dias.

Até que um dia morre, se esquecendo de ter vivido.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Yo no creo en brujas pero que las hay... las hay

Aí depois de publicar o post anterior eu vi a data e reparei que hoje é sexta-feira 13. Que nem o filme de terror.

E aí eu me peguei pensando se eu sou supersticiosa ou não. Fiquei achando que não. Talvez eu seja um ser humano mais de hábitos do que de crenças. Muito embora eu não goste de ver espelhos no escuro por achar que vem aí a Joana D'Arc me puxar para a fogueira (infância anos 80 detected).

Gato preto, espelho quebrado e passar por baixo de escadas são coisas normais, sem qualquer carga sobrenatural. Pelo menos pra mim. Também não tenho aquelas tradições de ano novo, como as passas, lentilhas, roupa branca, calcinha vermelha e o escambau.

Mas apesar de tudo, nesse meu mundinho céptico, há lugar para as crenças mais bobas do universo. Isso de ser criada pela avó não é fácil. Tá, por um lado eu fui super mimada mas, por outro, não posso ver um único sapato de cabeça para baixo. Segundo a tradição da minha avó quando se deixa o sapato de cabeça para baixo a mãe morre.

Outra também muito boba mas que eu interiorizei é que não se deve guardar roupa do avesso porque atrasa a vida. Simples assim. Como se o meu futuro pudesse ser decidido por uma camiseta lilás no fundo do armário.

Eu fico imaginando como essas superstições começaram. Talvez a do sapato tenha sido um cara que deixou o sapato de cabeça pra baixo a mãe tropeçou, caiu na rua e foi atropelada por um caminhão. Sei lá, imagino uma coisa assim bem trágica. Daí que a culpa de todo este acidente tenha sido do sapato de cabeça pra baixo.

Superstição é assim mesmo, é irracional. É coisa de "acredite se quiser". E nem é bem que eu acredite, mas já são 24 aninhos ouvindo essa lenga-lenga. Por isso, pelo sim pelo não, meus sapatinhos estão todos direitinhos e minha roupitcha nunca é guardada do avesso. Mais vale prevenir...