De vez em quando eu tenho necessidade de vir avisar que eu não morri. E o blog tambem não.
Por um lado tenho algum receio de me ter tornado demasiado quotidiana. Sinto saudades da inspiração que me fez escrever os textos que até hoje são os meus preferidos. Porque até sair com os amigos quase todas as noites já virou rotina.
Inclusive os bofescândalos não têm tido nenhuma característica especial. O que é bom, tendo em conta que os que fazem história são sempre os patéticos.
Tem tudo sido normal, rotineiro. E eu não quis transformar este blog num diário da minha vida com o gato. Mas a verdade é que todos os dias ele me rende histórias. Ele meio que se tornou a personagem central do meu dia-a-dia. E eu bem que acertei no nome. Napoleão Augusto é bastante adequado para o gato que eu tenho.
Porque só mesmo um imperador para me fazer ralar que nem uma besta para pagar as contas enquanto ele passa os dias estirado no sofá. Ah, e quando eu chego em casa, não posso sequer tirar a roupa se não falar com ele antes. Eu tenho o gato mais carente do universo que deita no meu lado da cama, morde o meu dedão do pé quando eu estou dormindo e deita em cima do teclado quando eu estou no computador.
Por isso, fazer malabarismo para juntar trabalho, família, amigos, gato, lazer, arrumar a casa, e otras coistas más não tem sido fácil.
Ah, e sem contar que eu ultimamente tenho sido bem mais leitora que escritora. Mas de livros mesmo, porque tenho passado menos tempo em frente ao pc. Pode ser que venha mais inspração desse jeito. Veremos.
Mas escrever eu vou sempre. É uma necessidade que eu tenho. Só que ultimamente tenho preferido aliar imagens às palavras e brincar com alguns conceitos. Daí que O Outro Blog da Ana agora tem também uma versão Tumblr. Se vai durar? Não sei. O propósito? Não existe. O que existe sou só eu, e uma vontade enorme de alargar os dias, de me inspirar mais, de poder escrever mais.
E, enquanto o tempo não estica, agradeço aos que se mantêm fiéis. Porque essa é a minha casa, onde a filha pródiga sempre retorna.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Cinquenta minutos
Eu não sei o que dá na cabeça desses homens de acharem que 50 minutos de "entra e sai" confere-lhes automaticamente uma entrada na pole position do sexo.
Gente, isso só pode ser minhoca que andaram enfiando nas respectivas cabeças. Ou então excesso de horas de exposição a material pornográfico. Porque só mesmo aí os caras aguentam ficar hora e meia no fuck-fuck e as mulheres permanecem lá achando tudo lindo.
Eu não conheço nenhuma menina que pense que 50 minutos, sem pit stop ou pausa para um suquinho de laranja, seja a marca do deus grego do sexo. Não quero dizer que não exista mulher que goste, só que eu não conheço nenhuma.
Só que, por muito que as revistas femininas não dêem a entender, mulher de vez em quando também gosta de uma rapidinha. Aí é que a coisa já não joga bem. Porque lá fica o "pornstar wannabe" querendo impressionar, e você querendo dormir.
Cinquenta minutos é, no máximo, a marca da dormência. Marca a hora em que você vira de quatro e dá um cochilo. Ou isso ou cabeça feminina vai longe, delirando por umas novas cortinas no quarto, pensando em consertar o lustre quebrado ou apenas imaginando que poderia estar trepando sob o teto da capela Sistina.
Assim pelo menos teria alguma coisa interessante para se entreter enquanto o cara fica se sentindo o verdadeiro Rocco Siffredi.
Gente, isso só pode ser minhoca que andaram enfiando nas respectivas cabeças. Ou então excesso de horas de exposição a material pornográfico. Porque só mesmo aí os caras aguentam ficar hora e meia no fuck-fuck e as mulheres permanecem lá achando tudo lindo.
Eu não conheço nenhuma menina que pense que 50 minutos, sem pit stop ou pausa para um suquinho de laranja, seja a marca do deus grego do sexo. Não quero dizer que não exista mulher que goste, só que eu não conheço nenhuma.
Só que, por muito que as revistas femininas não dêem a entender, mulher de vez em quando também gosta de uma rapidinha. Aí é que a coisa já não joga bem. Porque lá fica o "pornstar wannabe" querendo impressionar, e você querendo dormir.
Cinquenta minutos é, no máximo, a marca da dormência. Marca a hora em que você vira de quatro e dá um cochilo. Ou isso ou cabeça feminina vai longe, delirando por umas novas cortinas no quarto, pensando em consertar o lustre quebrado ou apenas imaginando que poderia estar trepando sob o teto da capela Sistina.
Assim pelo menos teria alguma coisa interessante para se entreter enquanto o cara fica se sentindo o verdadeiro Rocco Siffredi.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Bocão
Eu tenho muito que agradecer à Angelina Jolie. Tá, eu sei que começar o texto com essa frase, fora de contexto, fica muito sem sentido. Mas é a mais pura verdade. Foi ela que botou os lábios carnudos na moda e fez com que o meu complexo diminuísse substancialmente.
Sim, pode-se dizer que a Angelina me poupou algumas centenas de euros em terapia, só por aparecer com o bocão e se orgulhar disso.
É que talvez vocês não saibam, mas desde sempre eu morria de vergonha da minha boca. Até porque eu me identificava muito com o boneco da gelatina Royal, o Bocão. Das poucas vezes que experimentei botar um baton vermelho, sempre me senti o clone do Bozo. Ou então aquelas menininhas que aos oito anos resolvem experimentar o baton da mãe. Portanto sempre usei tons discretos ou então o belo do gloss que deixa a gente com o ar de que comeu uma galnha gordurosa.
E tem aquela coisa que homem costuma detestar baton. Não porque eles acham feio na gente, mas porque eles acham feio neles. Aí resolvi aproveitar a minha solterice e meio que por brincadeira, um dia resolvi assumir o bocão. Passei o tom mais vermelho que encontrei na loja e saí. Porque às vezes eu gosto de botar uma coisa bem diferente do que eu costumo usar. Sei lá, mania de quebrar os meu tabus pra mim mesma.
Enfim, timdamente lá fui eu passear o bocão vermelho. E, ao que parece, se combinado com uma certa personalidade (sim, porque boca de pin up precisa de personalidade a condizer) o negócio faz o maior sucesso.
Aí adoptei o visual vermelhão. O problema é que só que, quando a noite corre bem e rola um bofescândalo, o resultado é meio desastroso. Porque normalmente a cara de fim de noite dos dois é mais ou menos essa aqui:
Sim, pode-se dizer que a Angelina me poupou algumas centenas de euros em terapia, só por aparecer com o bocão e se orgulhar disso.
É que talvez vocês não saibam, mas desde sempre eu morria de vergonha da minha boca. Até porque eu me identificava muito com o boneco da gelatina Royal, o Bocão. Das poucas vezes que experimentei botar um baton vermelho, sempre me senti o clone do Bozo. Ou então aquelas menininhas que aos oito anos resolvem experimentar o baton da mãe. Portanto sempre usei tons discretos ou então o belo do gloss que deixa a gente com o ar de que comeu uma galnha gordurosa.
E tem aquela coisa que homem costuma detestar baton. Não porque eles acham feio na gente, mas porque eles acham feio neles. Aí resolvi aproveitar a minha solterice e meio que por brincadeira, um dia resolvi assumir o bocão. Passei o tom mais vermelho que encontrei na loja e saí. Porque às vezes eu gosto de botar uma coisa bem diferente do que eu costumo usar. Sei lá, mania de quebrar os meu tabus pra mim mesma.
Enfim, timdamente lá fui eu passear o bocão vermelho. E, ao que parece, se combinado com uma certa personalidade (sim, porque boca de pin up precisa de personalidade a condizer) o negócio faz o maior sucesso.
Aí adoptei o visual vermelhão. O problema é que só que, quando a noite corre bem e rola um bofescândalo, o resultado é meio desastroso. Porque normalmente a cara de fim de noite dos dois é mais ou menos essa aqui:
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Napoleão
Já há uns tempos que eu não dou as caras por aqui, né? Mas de vez em quando é assim. A vda fica corrida e entre trabalho e vida social mal sobra tempo para dormir.
E eu tenho que confessar que agora quando eu chego em casa eu já não vou correndo para o computador. É que agora eu arrumei uma companhia masculina para aqueles momentos mais solitários.
E gente, ele é um gatinho! Um negão de olhos verdes muito do carinhoso e cheio das vontades. Eu não costumo dizer os nomes dos meus amores aqui no blog, sou discreta em relação a essas coisas. Mas esse é especial e fez com que eu me apaixonasse à primeira vista.
Talvez tenha sido pelo jeito discreto e elegante de andar. Ou pela forma de se aninhar em mim quando estamos no sofá. Eu vendo televisão e ele aproveitando o carinho.
Espero que seja uma relação para durar muito tempo. Por isso tenho que apresentar para vocês o novo (e de momento mais importante) personagem da minha vida.

Esse é o Napoleão Augusto. Eu não disse que ele era gostoso? E o pior é que ele sabe disso. Ele me conquistou no minuto que passou pelas minhas pernas com aquele olhar de "eu sei que eu sou gostoso e que você me quer".
O nome foi fácil de escoher. Napoleão Augusto. Dois nomes de imperadores porque já deu pra ver que quem vai mandar aqui em casa é ele!
E eu tenho que confessar que agora quando eu chego em casa eu já não vou correndo para o computador. É que agora eu arrumei uma companhia masculina para aqueles momentos mais solitários.
E gente, ele é um gatinho! Um negão de olhos verdes muito do carinhoso e cheio das vontades. Eu não costumo dizer os nomes dos meus amores aqui no blog, sou discreta em relação a essas coisas. Mas esse é especial e fez com que eu me apaixonasse à primeira vista.
Talvez tenha sido pelo jeito discreto e elegante de andar. Ou pela forma de se aninhar em mim quando estamos no sofá. Eu vendo televisão e ele aproveitando o carinho.
Espero que seja uma relação para durar muito tempo. Por isso tenho que apresentar para vocês o novo (e de momento mais importante) personagem da minha vida.

Esse é o Napoleão Augusto. Eu não disse que ele era gostoso? E o pior é que ele sabe disso. Ele me conquistou no minuto que passou pelas minhas pernas com aquele olhar de "eu sei que eu sou gostoso e que você me quer".
O nome foi fácil de escoher. Napoleão Augusto. Dois nomes de imperadores porque já deu pra ver que quem vai mandar aqui em casa é ele!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Quem sabe ainda sou uma garotinha... Not!
sábado, 30 de janeiro de 2010
Voltando
Gente, eu tô voltando. Eu juro que o blog não foi para o espaço. Mas recompor-me levou seu tempo. E, verdade seja dita, eu sempre fico sem jeito de escrever depois de colocar um texto como o anterior.
É que parece que falar do meu novo baton vermelho, da minha teoria sobre sobrnacelhas, do novo bofescândalo ou de qualquer outra coisa mais leve, vai tirar solenidade ao que se passou. Daí a ausência prolongada.
Mas aos poucos a programação volta ao normal. Enquanto isso, eu vou aproveitar os meus 15 segundos de fama que (mais) uma reportagem sobre a Roda de Choro me trouxe:
É que parece que falar do meu novo baton vermelho, da minha teoria sobre sobrnacelhas, do novo bofescândalo ou de qualquer outra coisa mais leve, vai tirar solenidade ao que se passou. Daí a ausência prolongada.
Mas aos poucos a programação volta ao normal. Enquanto isso, eu vou aproveitar os meus 15 segundos de fama que (mais) uma reportagem sobre a Roda de Choro me trouxe:
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Estrela no País das Maravilhas
"Mas, quando o Coelho tirou mesmo o relógio do bolso do colete, viu as horas e continuou o seu caminho todo apressado, então é que Alice se pôs de pé num salto, pois de repente passou-lhe pela cabeça a ideia de que nunca tinha visto um Coelho de colete, com um relógio de bolso".
Isso é porque Alice nunca morou aqui em casa. Caso contrário, já teria presenciado um coelho usando óculos escuros, chapéu de cowboy, gorro de Papai Noel, entre outras coisas que essa dona tosca que vos fala achou que ficaria bem num bichinho.
No entanto, e como o Coelho Branco, Estrelinha também tinha pressa. "Tempus fugit", o tempo foge, não é assim que se diz? Quando se vê passaram quatro anos. Quando se vê, aquele coelhinho que ainda é pequenininho nos teus braços (porque afinal, não deixa de ser um coelho anão) já é velhinho.
E ele foge. Irreversivelmente o tempo foge. Quando se vê, numa sexta-feira, que não foi treze mas bem poderia ter sido, a Estrela que brilhava na minha casa, resolve que é hora de brilhar no Céu.
Essa é a pior parte. Porque sabem de uma coisa? A despedida dói. Dói mesmo, de chorar, espernear e de querer que alguém diga que vai ficar tudo bem.
Mas não fica. Porque chegar em casa e vê-la verdadeiramente vazia é ruim demais. É o gosto amargo que fica na boca. Arrumar a gaiola que não vai ser mais usada, a água que ficou por beber, o resto do feno, a areia para o fundo da gaiola. Tudo que fazia sentido quando tinha uma Estrela em casa.
É difícil desabituar da rotina. Controlar o impulso de olhar para aquele canto da casa e esperar um olhar de volta. Saber que eu vou dormir a manhã de sábado toda porque não vai ter ninguém na sala derrubando as garrafas do móvel para me acordar em sobressalto. Que eu não vou me atrasar para o trabalho porque estive correndo atrás do bicho que não queria, por nada desse mundo, entrar na gaiola.
É um azedo inexplicável. Um nó na garganta que só o tempo consegue desfazer. Mas que vinca o tecido. Porque há coisas que nunca vão embora, você apenas meio que se acostuma a viver sem elas.
Talvez seja isso que os entendidos chamam de saudade. Mas para mim, agora saudade é assim:
Isso é porque Alice nunca morou aqui em casa. Caso contrário, já teria presenciado um coelho usando óculos escuros, chapéu de cowboy, gorro de Papai Noel, entre outras coisas que essa dona tosca que vos fala achou que ficaria bem num bichinho.
No entanto, e como o Coelho Branco, Estrelinha também tinha pressa. "Tempus fugit", o tempo foge, não é assim que se diz? Quando se vê passaram quatro anos. Quando se vê, aquele coelhinho que ainda é pequenininho nos teus braços (porque afinal, não deixa de ser um coelho anão) já é velhinho.
E ele foge. Irreversivelmente o tempo foge. Quando se vê, numa sexta-feira, que não foi treze mas bem poderia ter sido, a Estrela que brilhava na minha casa, resolve que é hora de brilhar no Céu.
Essa é a pior parte. Porque sabem de uma coisa? A despedida dói. Dói mesmo, de chorar, espernear e de querer que alguém diga que vai ficar tudo bem.
Mas não fica. Porque chegar em casa e vê-la verdadeiramente vazia é ruim demais. É o gosto amargo que fica na boca. Arrumar a gaiola que não vai ser mais usada, a água que ficou por beber, o resto do feno, a areia para o fundo da gaiola. Tudo que fazia sentido quando tinha uma Estrela em casa.
É difícil desabituar da rotina. Controlar o impulso de olhar para aquele canto da casa e esperar um olhar de volta. Saber que eu vou dormir a manhã de sábado toda porque não vai ter ninguém na sala derrubando as garrafas do móvel para me acordar em sobressalto. Que eu não vou me atrasar para o trabalho porque estive correndo atrás do bicho que não queria, por nada desse mundo, entrar na gaiola.
É um azedo inexplicável. Um nó na garganta que só o tempo consegue desfazer. Mas que vinca o tecido. Porque há coisas que nunca vão embora, você apenas meio que se acostuma a viver sem elas.
Talvez seja isso que os entendidos chamam de saudade. Mas para mim, agora saudade é assim:
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Mala pronta
- Não se esqueça de guardar as calcinhas.
- Já estão.
- Uma vez, só quando eu cheguei no hotel é que eu dei conta tinha esquecido o saco com as calcinhas em casa.
- Não, já está aqui.
- E pijama, tá levando?
- Só um, vou passar pouco tempo.
- O das nuvenszinhas?
- É.
- Não gosto muito desse... Enfim... E pasta de dente, escova, essas coisas?
- Também.
- Remédio pra dor de cabeça, pra enjôo? Olha que você enjoa na estrada.
- Sim.
- O hotel tem toalha?
- Acho que sim.
- Melhor levar...Vai que não tem...
- Tem razão. Vou pegar.
- E não esquece de levar chinelos!
- Ok.
- Ah, e carregador de celular, baterias para a máquina, mp3... Tá levando?
- Sim, tenho tudo isso. Tirando meu coração que está contigo, tenho tudo.
- Já estão.
- Uma vez, só quando eu cheguei no hotel é que eu dei conta tinha esquecido o saco com as calcinhas em casa.
- Não, já está aqui.
- E pijama, tá levando?
- Só um, vou passar pouco tempo.
- O das nuvenszinhas?
- É.
- Não gosto muito desse... Enfim... E pasta de dente, escova, essas coisas?
- Também.
- Remédio pra dor de cabeça, pra enjôo? Olha que você enjoa na estrada.
- Sim.
- O hotel tem toalha?
- Acho que sim.
- Melhor levar...Vai que não tem...
- Tem razão. Vou pegar.
- E não esquece de levar chinelos!
- Ok.
- Ah, e carregador de celular, baterias para a máquina, mp3... Tá levando?
- Sim, tenho tudo isso. Tirando meu coração que está contigo, tenho tudo.
Por aqui
Eu não me fui embora para a Pársagada, não.
Também nem é falta de inspiração. É só cansaço. Tenho uns textos "na gaveta". Muitos são só começos de texto. Outros são meios. Porque tem coisas que a gente começa pelo meio pra terminar no começo. E tens uns que são só ideia ainda.
Mas é falta de tempo pra trabalhar nas coisas. E não falo de ter uma hora de bobeira. Tem que ser "aquela hora". E agora, quase fechando os olhos de tanto sono, não é uma boa hora. Só que ficar uma semana longe daqui me incomoda.
Esse blog tem uma familiaridade estranha. Sou eu, que se transforma em outra e escreve, que se transforma em ouvidos e que vira desabafo, que fala do dia-a-dia com uma banalidade quase infantil e que vem aqui conhecer-se. Porque eu escrevo por um imperativo de ordem biológica, mais que por qualquer outro motivo.
E agora que eu já me justifiquei, eu vou dormir. Porque essa vida boêmia de sair a meia da semana e acordar cedo pra trabalhar está acabando comigo.
Também nem é falta de inspiração. É só cansaço. Tenho uns textos "na gaveta". Muitos são só começos de texto. Outros são meios. Porque tem coisas que a gente começa pelo meio pra terminar no começo. E tens uns que são só ideia ainda.
Mas é falta de tempo pra trabalhar nas coisas. E não falo de ter uma hora de bobeira. Tem que ser "aquela hora". E agora, quase fechando os olhos de tanto sono, não é uma boa hora. Só que ficar uma semana longe daqui me incomoda.
Esse blog tem uma familiaridade estranha. Sou eu, que se transforma em outra e escreve, que se transforma em ouvidos e que vira desabafo, que fala do dia-a-dia com uma banalidade quase infantil e que vem aqui conhecer-se. Porque eu escrevo por um imperativo de ordem biológica, mais que por qualquer outro motivo.
E agora que eu já me justifiquei, eu vou dormir. Porque essa vida boêmia de sair a meia da semana e acordar cedo pra trabalhar está acabando comigo.
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