segunda-feira, 6 de julho de 2009

A vida vai bem, obrigada!

É incrível como o tempo passa. Estamos no dia 6 de Julho e esse é o primeiro post desse mês. Nem dei conta que já tinha passado quase uma semana desde o meu post anterior. Em Junho foram “só” 9 posts, e todos bem banaiszinhos. Tem sido mesmo falta de tempo. Porque as coisas até têm acontecido na minha vida.

O mês entrou numa quarta-feira, onde eu faltei ao treino de Jiu Jitsu para preparar uma coisa para uma auditoria que está tendo no meu trabalho. Aliás, e que auditoria... Nossa, os chefes andam todos estressados com o auditor italianíssimo, de cabelos grisalhos e olhos verdes. Ai ai... Ele, por mim, podia me auditar todinha... Cheguei em casa morta e mal tive tempo de dormir.

Na quinta-feira um bofescândalo amigo meu veio jantar aqui em casa e deu origem a uma das frases do ano: “The line walks, my friend”, falada quando eu contei a um amigo inglês que já não estava com o quarentão do Porsche. A esta frase, e na mesma conversa regada a vinho e bobagens, juntou-se também outra pérola: “I’m on the track for business", que creio que também dispensa explicações.

E eis que chega a sexta-feira e eu acordo com um galo de todo tamanho na cabeça, vindo não sei de onde. Sim, eu perguntei ao bofescândalo que tinha ido jantar comigo na véspera se eu tinha batido com a cabeça na parede e ele disse que não. Conclusão, devo ter caído da cama e voltado sem dar por isso (quem me conhece sabe que isso é perfeitamente possível). Claro que o meu chefinho, preocupado com a minha saúde, (leia-se aqui “sanidade mental”) começou a me perguntar se eu tinha os seguintes sintomas: sonolência (hellooooo, o bofescândalo tinha ido jantar lá em casa na véspera), frio (o ar condicionado estava ligado nos 19ºC), enjôo (também chamado de “ressaca”). Como eu disse que sim à tudo, ele - no alto da sua faculdade de Direito - me diagnosticou um traumatismo craniano e me mandou para o hospital de urgência. Pela cara dele, estava quase me perguntando se eu tinha preferência por algum padre para me fazer a extrema-unção. Jezuis!

Claro que esse pânico todo acabou passando para mim que cheguei no hospital achando que estava morrendo. Até tinha dificuldade em respirar e estava cheia de tonturas. E quando a médica perguntou o que eu tinha, eu - também formada em Direito - disse logo:
- Um traumatismo craniano.

A médica olhou para mim desconfiada, apertou o meu galo

Eu juro por Deus que a primeira vez que digitei isso saiu a palavra “falo” porque o “g” fica ao lado do “f” no teclado, o que teria sido deveras estranho. E eu agora estou rindo sozinha, imaginando a cena e a confusão que isso teria causado em alguns leitores.
Pronto. Já parei de rir, posso continuar.


Então, como eu ia dizendo, ela apertou o Galo e doeu. Ela disse que era uma pequena inflamação e que bastava um anti-inflamatório e descanso. Nem dez minutos eu fiquei sentada naquele consultório! Mais uma vez, eu e o meu pânico de hospitais nos encarregamos de ampliar os sintomas cerca de dez mil vezes. Depois de descobrir que ainda vou ter uma vida longa, fui a um churrasco no sábado. Saí de casa às 9 da manhã, cheguei às 11 da noite, pronta para tomar banho e dormir.

Até que ontem acabou por ser um dos dias mais improváveis da minha vida. Ganhei bilhetes para um festival de música aqui em Lisboa, e fui com duas amigas. E quem iria tocar nesse dia? Irmãos Verdades (música africana – Kizomba... Hummmm), Alexandre Pires (Txiiii...) e... Calypso (Arrrrrgh!). Mas eu faço o tipo “de graça até injeção na testa” e por isso arrumei o meu melhor espírito brega e fui.

Querem saber? Me diverti pacaraleo! Dancei o tempo todo, até deixar de sentir os pés. Miacabei! Talvez tenha sido pelas expectativas baixas, porque eu nem sequer estava à espera de gostar, mas a verdade é que o Alexandre Pires me surpreendeu demais. O show é animado, com um repertório que você conhece, nem que seja só de ouvir tocar no rádio do trocador do ônibus. Ele dança, canta, conversa com o público e tem uns “backing vocals” que são um espetáculo por si só. Sinceramente gosto mais de shows assim (e agora talvez eu venha a dizer alguma blasfêmia ) e gostei mais desse show do que do Jack Johnson, por exemplo. Por isso, aqui estou eu, dando a mão à palmatória e recomendando Alexandre Pires porque definitivamente vale a pena.

No mais? Bom, acho que já foi um comecinho de mês bastante atribulado e como esse texto já está muito grande, achei melhor não explicar aqui o motivo pelo qual eu ultimamente tenho sido tão banal e cotidiana no blog. Fica para o próximo post!

5 comentários:

Mary disse...

Fico feliz quando vejo que você atualizou o blog. Adoro te ler! :)

beijoss

MaxReinert disse...

hauhauhaua... mas a banalidade as vezes tbm tem o seu espaço na nossa vida!.... Vale a pena!!!!

outrocantinhomari disse...

nesse caso ficamos ansiosos por saber a razão ... esperamos que seja boa (assim como um bofescândalo de morrer na sua vida :) :) ...)

bijinho* linda

By Mari Molina disse...

Estou curiosa para saber o próximo capítulo.
Beijo

Thaís Alves (L) disse...

Noss que maxa...