Quem disse que Mary Poppins era um filme para crianças se enganou redondamente!
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Maria Gadu
Eu já tinha ouvido falar de "Maria-vai-com-as-outras", "Maria-chuteira" e "Maria-Gasolina". Mas, apenas há dois dias ouvi falar de Maria Gadu.
Na verdade eu ouvi uma musiquinha muito gostosa no carro, procurei no google por um trecho que eu lembrava e fui parar em um montão de vídeos do youtube. As músicas são doces, a voz é melodiosa e eu me apaixonei, em particular, por uma versão de Ne me quitte pas.
Desde aí, ela não sai do meu MP3. E, enquanto eu termino de ler o novo livro do Dan Brown (ah, eu gosto de Dan Brown, e daí?!), deixo vocês em boa companhia.
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Meet the Flintstones
Desde que eu terminei com o meu antigo namorado a minha mãe sonha com o dia que eu vou entrar na casa dela de mãos dadas com o meu novo amor. Coisa de mãe. Vocês sabem, né?
Aí eu contei para a mãe que estava namorando. Minha mãe quase pulou de alegria e ficou com aquela carinha de "Que bom, afinal você ainda não está encalhada!". Logo a seguir veio o interrogatório: nome, idade, profissão, tipo físico, marca da pasta de dentes que ele usa... Acho que seria uma boa dar ao meu "mais que tudo" um daqueles cadernos de perguntas, daqueles que a gente fazia na quarta série.
Depois de uma bateria de perguntas, chegamos à questão final:
- Quando é que você traz ele aqui em casa?
Aí eu fiquei sem saber o que responder. Da última vez que eu levei um cara na casa dos meus pais eu tinha 16 anos. Depois eu quase casei com ele. Como vocês devem calcular, isso não abona muito a meu favor.
Por isso ainda não falei para o bofescândalo do convite para um almoço na casa dos meus pais, seguido de um ensaio e uma sessão de jamming com a família. Porque se ele não se assustar com a música, com certeza ele vai se assustar com os olhinhos da minha mãe, vislumbrando o meu namorado com aquele olhar de "esse é o futuro pai dos meus netos"!
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Fame
Tem uma coisa que eu acho que nunca contei aqui no blog. É que essa que vos fala nasceu no seio da Família Dó-Ré-Mi.
Pois é. Para quem não sabe a minha família tem uma banda. É verdade que é uma banda de garagem. Eles estão só à espera que o Luciano Huck adentre aquelas portas para estarem no quadro "olha a minha banda".
Mas, enquanto eles sonham com o estrelato, eu fico imaginando o micão que eu vou ter que pagar em rede internacional. Claro, porque eu sou a ovelha negra da família e a única coisa que eu sei tocar é a campainha de casa para perguntar se o almoço está pronto.
Para desespero dos vizinhos, a minha mãe toca bateria. Ou melhor: acha que toca. Porque eu não vejo muita diferença entre o som que ela faz e um martelo pneumático. Mas isso sou eu que não tenho ouvido para a música. O meu padrasto, mentor da ideia, comanda a banda e toca guitarra.
Depois tem os Jacksons 5. Ou melhor os Jacksons 3. Tem o irmão que toca baixo e está aprendendo contrabaixo. O pior é que ele se empolgou de tal maneira que agora também toca na banda da faculdade. Tem outro que toca teclado. Quer dizer, tenta. Porque eu já disse quinhentas vezes que acertar nas teclas correctas não é tocar teclado. Ah, e tem a Lisa Simpson: o irmão que toca saxofone.
E eu? Bem, já me deram um pandeirinho para tocar, só para eu não me sentir rejeitada. Mas eu tenho uma tendência para dormir nos ensaios. Dormir ferrada mesmo. Talvez eles possam tentar me ensinar uma espécie de percussão com o ronco, sei lá.
Até aí tudo bem. Mas isso foi até eu começar a namorar com a Noviça Rebelde. Todo mundo acha o máximo essa história de namorar um músico. E é. Na teoria.
Acho que não tem ninguém que não goste de música e vocês podem achar que eu estou reclamando de graça. Só que agora parece que eu vivo no High School Musical. Por tudo e por nada alguém começa a cantar perto de mim.
Vou para a casa dos pais, tem ensaio. É ouvir a música nova e as músicas velhas pela enésima vez. Vou para a casa do namorado, tem ensaio, tem ele passando música, tem que ouvir às gravações. Os amigos dele são músicos. Ah... E sem contar a quantidade de shows em barzinhos que eu tenho ido. Graças a isto meu fígado odeia o meu namorado.
Só que isso tem sido muito bom para a minha cultura musical. Não que eu tenha aprendido a direferenciar notas e tons. Nem sei ler pauta. Mas leio a cara dele e sei as notas que falharam e aquelas que não saíram tão bem como deveriam.
Mas o meu desespero é quando ele chega no meu silencioso lar doce lar de violão em punho. O pior é que ele não se satisfaz em tocar. Quer que eu cante também. Foi aí que eu percebi que era amor. Porque apesar de eu não acertar uma nota, ele ainda diz que eu canto bem.
Nesse caso o amor não é cego... é surdo!
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados também bate um coração
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Amizade Internauta
E não é que a Larissa resolveu me presentear com esse selinho?
É engraçado isso da amizade internauta. Porque, parecendo que não, mas vocês já fazem parte da minha vida. Às vezes muito mais do que as pessoas que eu conheço da "vida real". O que, de certa forma, me faz repensar sobre esse conceito.
Porque tem gente que fala comigo no MSN, e já sabe das minhas histórias. Gente que pergunta sobre a família e trabalho. Que dá conselhos e empresta ombros para eu reclamar da vida como se já me conhecesse há anos. E conhece. Porque já são dois anos e tal de blog. Dois anos e tal onde eu venho aqui, às vezes com menos tempo ou inspiração que deveria, e falo.
É, porque eu raramente escrevo. Eu conto histórias, eu converso, eu dou opinião. Faço isso por necessidade. Eu preciso vir aqui e botar para fora algumas coisas que tenho na cabeça. Mas, saber que tenho leitores me traz um compromisso extra. Uma preocupação com o conteúdo e com a forma de o transmitir. Um desafio novo.
Por isso, hoje esse selo vai para você. Sim, para você que está lendo isso, esse selo é teu.
Muito obrigada!
sábado, 31 de Outubro de 2009
Que país é este?
Vocês sabem o que quer dizer hipocrisia?
De acordo com o dicionário, hipocrisia é o fingimento de bondade de ideias (agora sem o acento, pessoal) ou de opiniões apreciáveis.
Hipocrisia é criticar um vestido curto, num país que idolatra isso:
Mas também, o que se pode esperar de um país onde o biquíni é minúsculo mas top less é proibido? Quer dizer, menos no Carnaval, onde as mulatas são encorajadas a botar tudo de fora. Ah, não, espera! Isso é bonito, é cultura, é folclore, é típico.
Aí pode, né? Porque chama turista e isso faz bem para o povo. Turistas geram receitas que depois são convertidas em serviço público (teoricamente, claro). Receitas que são usadas na construção de hospitais, campos de futebol para a Copa do Mundo e universidades. Sim, universidades. Um local onde as pessoas têm uma educação superior. Onde florescem ideias para movimentos sociais importante com os cara-pintada, movimentos contra a ditadura e de motins a vestidos curtos.
O quê? Isso não era para dizer? Desculpa. Mas acho que só essa palavra pode resumir o acontecimento da Uniban. O vestido era curto? Talvez. Era inadequado para um ambiente universitário? Sim. Eu usaria? Não. Ela foi vestida assim para provocar algum professor? Não faço a mais pálida ideia.
Mas e daí? Desde quando isso dá o direito de encurralar uma garota numa sala de aula e chamá-la de vagabunda? O que faz essa mulher diferente das milhares que andam pela rua de shortinho enfiado na preferência nacional? Eu aprendi na escola que isso se chama "prenconceito".
Foi ofensivo, vergonhoso. Violência gratuita. Um acto de selvajaria que me lembrou aquelas cenas de Inquisição que a gente tanto ouviu falar. Aquelas onde há uma multidão ensandecida, empunhando tochas atrás de uma suposta bruxa.
Contudo, parece que não aprendemos nada com a história. Porque até por isto a Igreja já tentou se redimir. E nós, Brasil?
PS: Para quem não sabe do que se trata, veja aqui.
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
A de amor, B de Baixinho, P de Plágio
Tem dias que eu acho que eu sou o máximo. Sabe aquela coisa de você acordar, se sentir super poderosa? Aqueles dias em que você acha que todos os homens querem estar com você e todas as mulheres querem ser como você?
Bom, eu não sei se todas as mulheres querem ser como eu. Mas tenho a certeza que pelo menos a Roo e a Paula Cristina gostariam de ser como eu. Ou pelo menos gostariam de ter escrito o que eu escrevi. Afinal, dizem que o plágio é uma forma de homenagem, certo?
A Paula Cristina, por ter o mesmo nome que uma das minhas personagens, achou por bem se apossar do meu texto. E cortou, editou e recebeu comentários de como ela era brilhante. Isso claro, mantendo um ou dois dos meus erros de digitação.
Eu não sabia que, ao escrever um texto com o nome de alguém, o texto podia ser usado livremente por essa pessoa. Se é assim, tem muita "Beatriz" que devia reclamar com Chico Buarque e muito "José" chateado com Drummond. E mesmo eu deveria chamar o Mr. Jobim e dizer com todas as letras que ele não tem nada que escrever sobre Ana Luiza. Com "z", que nem eu. Aliás, eu só não reclamei o crédito porque, para ser sincera, acho a minha música meio chatinha.
Já a Roo... Ela ainda não decidiu se, quando crescer, quer ser como eu ou como a Mary. Os seis textos mais recentes são meus. Alguns são da Mary, que me avisou pelo Twitter e os outros, duvido que sejam dela... Afinal, quando você vê uma pessoa copiando desta forma, você duvida que ela seja capaz de produzir algo original. Mesmo que seja ruim, mas que seja original.
Muita gente que me lê tem blog também. Por isso vocês devem entender como eu e a Mary nos sentimos com isso. Infelizmente não dá para comentar no pseudo-blog da Roo... Mas já na Paula Cristina...
Por isso hoje eu peço que comentem aqui. E agora que o Natal se aproxima, eu já tenho o presente ideal para elas: um dicionário, para que elas possam entender o significado da palavra plágio.
Update: Pessoal, valeu pela colaboração. A Paula Cristina já tirou o meu texto do blog. Agora só falta a Roo...
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Para você
Esse texto é para você. Não é sobre você, nem sobre nós e muito menos sobre as borboletas no estômago e todas as outras metáforas que você provoca em mim.
Hoje eu decidi sentar e escrever para você. Eu precisava escrever para você. Não como dedicatória, nem como fonte de inspiração. É que depois de tudo que você já me deu, eu fico sem graça de chegar na tua casa de mãos abanando.
Você me deu sorrisos. De todos os tipos e de todas as cores. Aliás, foi você que descobriu cores em mim. Quer eu sequer conhecia. Por isso toma, esse texto é teu.
E eu fiquei pensando no que escrever no teu texto. Decidi que ele seria curtinho. Porque não importam as palavras, importa que você saiba que elas são para ti. Pensei ainda em terminar esse texto com uma música, uma das muitas que nós partilhamos.
Mas depois mudei de ideias, porque esse texto não poderia terminar desse jeito. Porque não existe final perfeito pra nós dois. Ou melhor, de mim pra você, simplesmente não tem fim.
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Gentileza
Daí que ontem a noite se estendeu para um forrozinho no Bairro Alto. O forró tem lugar no Clube Rio de Janeiro, local onde, durante a semana, se realizam aulas de dança. Por isso, no domingo, os alunos aproveitam para botar os conhecimentos em prática.
Eu, que nunca fiz uma aula de dança, acabei não ficando lá muito tempo. Apenas tempo suficiente para ter a certeza que eu não sei dançar forró. Fiquei então relegada num cantinho observando as pessoas dançarem. Isso até aparecer um cara e perguntar as horas, tudo bem normal.
- Que bom, ainda dá para dançar mais um pouco antes de apanhar o trem.
- Trem pra onde? (Gente, como eu sou curiosa!!!)
- Para Oeiras.
- Isso é no caminho da minha casa...
... E antes que eu pudesse pensar no que ia dizer, simplesmente continuei falando:
- ... Você quer carona?
- Beleza!
Ele voltou a dançar e eu me voltei para os meus amigos. Porque logo a seguir eu caí em mim. Não sei se foi o vinho, o hábito de oferecer carona para os amigos ou simplesmente o facto de odiar dirigir sozinha de madrugada.
- Cara, será que eu tenho bosta na cabeça?? Como é que eu ofereci carona para o cara assim... do nada??
- Ah... É porque você é simpática.
- Tá, mas e se o cara é um seria killer, ou se quiser me estuprar... Ou pior ainda: se achar que eu estou a fim dele?? (Tenho que rever as minhas prioridades...)
- Mas agora já está feito. Não vai voltar atrás, né?
É. Não voltei atrás. Só que, passados uns 20 minutos, eu vi o sujeito pegando o casaco indo embora. Ao que parce não fui só eu que me espantei com o meu excesso de simpatia. Talvez ele tenha achado que eu era uma serial killer, ou que o fosse estuprar, ou pior... Que quisesse dançar com ele e pisar-lhe os pés.
Agora aprendi: dizer as horas pode. Dar carona, não. Acho que passamos da época da simpatia. Porque se antigamente se dizia que "gentileza gera gentileza"... Hoje assusta!
domingo, 25 de Outubro de 2009
Re-
Ressentimento.
Res-sen-ti-men-to.
Re-sentimento.
Repensar.
Re-pensar.
Ressentir.
Re-sentir.
Relembrar.
Re-lembrar.
