Domingo, 12 de Julho de 2009

Sem cair

A vida tem continuado a mesma correria. Difícil arrumar tempo para conciliar trabalho, amigos, passeios, jiu jitsu, família e descanso. Uffff... Continuo sem passar tempo nenhum em casa e por essa altura Estrela Regina me vê apenas como aquele ser que chega tarde, dorme e vai embora no dia seguinte.

Essa semana comprei uma sandália número 37, conheci um inglês muito bacana, fui num festival de música e descobri que o meu chefe quer que eu faça um estágio de 2 anos na ordem dos advogados. Se isso vai para frente, era uma vez qualquer vestígio de tempo livre.

Mas, pulando isso, eu tinha prometido contar o porquê de os meus textos serem tão cotidianos ultimamente. E agora vocês provavelmente vão ouvir a coisa mais brega "ever" desse blog. Preparem-se!

A verdade é que há muito tempo que eu não estou apaixonada por ninguém.

É. Isso mesmo. Ultimamente, os únicos suspiros que tenho dado são de cansaço e exaustão. E eu só me dei conta disso no sábado passado, durante o show do Alexandre Pires (eu não disse que era brega?!). Porque, a um dado momento, ele foi cantar uma música romântica e disse para o público: "Quem está apaixonado levanta a mão!".

Foi aí que eu me dei conta que não tenho ninguém a quem dedicar a mais mela cueca das músicas. Resolvi então dar uma olhada no arquivo do Blog. Vi que o último texto verdadeiramente sentido (e que não era um mero exercício de escrita) já data de há um ano atrás.

Fucei, repensei e fucei mais um pouco. Me lembrei dos bofescândalos, dos carinhas, das personagens e daqueles que nem sequer chegaram a fazer história aqui. Nada. Quer dizer, houve alguns de quem eu gostei, mas nada parecido com aquela sensação de borboletas no estômago.

Já há muito tempo que eu não perco o sono, a fome e o sossego por ninguém, daquele jeito que toda paixão "de verdade" faz.

Enfim, não sei se isso é bom ou ruim, mas é um fato. E, enquanto não encontrar ninguém que me arrebate... acho melhor deixar de ouvir Beatles.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

A vida vai bem, obrigada!

É incrível como o tempo passa. Estamos no dia 6 de Julho e esse é o primeiro post desse mês. Nem dei conta que já tinha passado quase uma semana desde o meu post anterior. Em Junho foram “só” 9 posts, e todos bem banaiszinhos. Tem sido mesmo falta de tempo. Porque as coisas até têm acontecido na minha vida.

O mês entrou numa quarta-feira, onde eu faltei ao treino de Jiu Jitsu para preparar uma coisa para uma auditoria que está tendo no meu trabalho. Aliás, e que auditoria... Nossa, os chefes andam todos estressados com o auditor italianíssimo, de cabelos grisalhos e olhos verdes. Ai ai... Ele, por mim, podia me auditar todinha... Cheguei em casa morta e mal tive tempo de dormir.

Na quinta-feira um bofescândalo amigo meu veio jantar aqui em casa e deu origem a uma das frases do ano: “The line walks, my friend”, falada quando eu contei a um amigo inglês que já não estava com o quarentão do Porsche. A esta frase, e na mesma conversa regada a vinho e bobagens, juntou-se também outra pérola: “I’m on the track for business", que creio que também dispensa explicações.

E eis que chega a sexta-feira e eu acordo com um galo de todo tamanho na cabeça, vindo não sei de onde. Sim, eu perguntei ao bofescândalo que tinha ido jantar comigo na véspera se eu tinha batido com a cabeça na parede e ele disse que não. Conclusão, devo ter caído da cama e voltado sem dar por isso (quem me conhece sabe que isso é perfeitamente possível). Claro que o meu chefinho, preocupado com a minha saúde, (leia-se aqui “sanidade mental”) começou a me perguntar se eu tinha os seguintes sintomas: sonolência (hellooooo, o bofescândalo tinha ido jantar lá em casa na véspera), frio (o ar condicionado estava ligado nos 19ºC), enjôo (também chamado de “ressaca”). Como eu disse que sim à tudo, ele - no alto da sua faculdade de Direito - me diagnosticou um traumatismo craniano e me mandou para o hospital de urgência. Pela cara dele, estava quase me perguntando se eu tinha preferência por algum padre para me fazer a extrema-unção. Jezuis!

Claro que esse pânico todo acabou passando para mim que cheguei no hospital achando que estava morrendo. Até tinha dificuldade em respirar e estava cheia de tonturas. E quando a médica perguntou o que eu tinha, eu - também formada em Direito - disse logo:
- Um traumatismo craniano.

A médica olhou para mim desconfiada, apertou o meu galo

Eu juro por Deus que a primeira vez que digitei isso saiu a palavra “falo” porque o “g” fica ao lado do “f” no teclado, o que teria sido deveras estranho. E eu agora estou rindo sozinha, imaginando a cena e a confusão que isso teria causado em alguns leitores.
Pronto. Já parei de rir, posso continuar.


Então, como eu ia dizendo, ela apertou o Galo e doeu. Ela disse que era uma pequena inflamação e que bastava um anti-inflamatório e descanso. Nem dez minutos eu fiquei sentada naquele consultório! Mais uma vez, eu e o meu pânico de hospitais nos encarregamos de ampliar os sintomas cerca de dez mil vezes. Depois de descobrir que ainda vou ter uma vida longa, fui a um churrasco no sábado. Saí de casa às 9 da manhã, cheguei às 11 da noite, pronta para tomar banho e dormir.

Até que ontem acabou por ser um dos dias mais improváveis da minha vida. Ganhei bilhetes para um festival de música aqui em Lisboa, e fui com duas amigas. E quem iria tocar nesse dia? Irmãos Verdades (música africana – Kizomba... Hummmm), Alexandre Pires (Txiiii...) e... Calypso (Arrrrrgh!). Mas eu faço o tipo “de graça até injeção na testa” e por isso arrumei o meu melhor espírito brega e fui.

Querem saber? Me diverti pacaraleo! Dancei o tempo todo, até deixar de sentir os pés. Miacabei! Talvez tenha sido pelas expectativas baixas, porque eu nem sequer estava à espera de gostar, mas a verdade é que o Alexandre Pires me surpreendeu demais. O show é animado, com um repertório que você conhece, nem que seja só de ouvir tocar no rádio do trocador do ônibus. Ele dança, canta, conversa com o público e tem uns “backing vocals” que são um espetáculo por si só. Sinceramente gosto mais de shows assim (e agora talvez eu venha a dizer alguma blasfêmia ) e gostei mais desse show do que do Jack Johnson, por exemplo. Por isso, aqui estou eu, dando a mão à palmatória e recomendando Alexandre Pires porque definitivamente vale a pena.

No mais? Bom, acho que já foi um comecinho de mês bastante atribulado e como esse texto já está muito grande, achei melhor não explicar aqui o motivo pelo qual eu ultimamente tenho sido tão banal e cotidiana no blog. Fica para o próximo post!

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Virou realidade!

A Mari me passou um memêzinho para falar de 8 coisas que eu quero fazer antes de morrer. Só que, como eu já fiz um parecido com esse aqui , tomei a liberdade de dar uma repaginada e mudar para: 8 coisas que eu queria fazer antes de morrer, e fiz!

Portanto eu vou falar dos sonhos que eu já realizei. E, como vocês poderão constatar, eu sou uma pessoa bastante modesta e meus sonhos eram bem meia bomba. Mas, enfim, tá valendo:

1) Ter uma tatuagem.
Era vontade minha desde que eu me entendo por gente. Sempre quis fazer uma tatuagem. Hoje tenho 3 e estou me coçando de vontade para fazer a quarta. Já até sei o que e onde tatuar. Mas não digo, é surpresa!

2) Ter dinheiro para compra 100 chicletes.
Agora vocês me digam... Quem é que nunca foi crianç, se chateou com a mãe e depois disse: "Quando eu for grande eu quero ter dinheiro pra comprar...". No meu caso a minha grande ambição era comprar 100 chicletes. Mas, verdade seja dita, eu nunca comprei 100 chicletes de uma vez só.

3) Doar sangue.
Sempre achei o máximo desde pequenininha. Aliás, uma das primeiras coisas que eu fiz depois de ter 18 anos foi doar sangue. E fico super chateada nas vezes em que a hemoglobina está baixa e eu não posso doar.

4) Ir a Roma.
... e não vi o Papa. Adoro a Itália, o caos, a língua, a história, as pessoas, os prédios, il gelato, a comida, as vespas... Enfim... Moraria lá facim facim.

5) Ter uma rede na varanda.
Porque lembra casa de praia, porque eu sou neta de nordestinos, porque dormir na rede é gostoso demais. Casa para mim tem que ter varanda com espaço para rede.

6) Ter um Bonsai.
Sempre achei essas árvores super fofas, mas a minha só durou 6 meses...

7) Poder ir à discoteca quando eu quisesse.
Claro, mamãe não deixava eu sair quando eu tinha os meus 13 anos. E ainda até eu sair de casa ela ainda regulava muito. Se bem que hoje também não posso dizer que eu saio quando eu quero... Porque às vezes não basta querer, temos que ter dinheiro e não ter que trablhar no dia seguinte.

8) Morar sozinha.
Gente, eu sou uma fã incansável de morar sozinha. Adoro ter as minhas neuras sem ninguém para chatear, mandar e desmandar no controle remoto, receber amigos quando eu quiser, não receber ninguém quando estiver de saco cheio... Enfim, amo!

Sábado, 27 de Junho de 2009

Só no sapatinho

Este blog não vai falar da morte do MJ.

Ontem eu comecei um dia comprando um sapato. Nada de especial. Só que eu calço um delicado quarenta. E, além disso, meus pés estão longe de serem aqueles pés magrinhos e delicados. Aliás, magrinha e delicada são duas palavras que não me descrevem. Portanto, meu pé não podia fugir à regra.

É difícil ter o meu número nas lojas e nem adianta aquele papinho de vendedora: "Tem aqui o 39". Não rola, eu calço o quarenta e acabou! Enfim, mas mesmo do meu número, existem aqueles sapatos destinados aos pés mais fininhos, e não à patorra que eu ostento. Por isso que eu me senti bem em Berlim. Lá, o número 40 era o tamanho delicado, porque tinham sapatos que iam até, pasmem, o 45!

Aqueles sapatos bicudosm,de matar barata em canto, esses eu passo longe. Meu pé já é grande, para ficar minimamente confortável nisso é preciso cerca de mais 20 centímetros de sapato na frente. Aí mais parece que eu cheguei da neve e não tirei os esquis.

E depois tem aquele momento vergonhoso onde eu sento no banquinho e rezo para o sapato entrar. Nessas horas de sufoco eu me sinto a verdadeira meia irmã da cinderela, suando que nem uma condenada para caber no sapatinho.



Bom, mas a gente tem que ver as coisas pelo lado positivo, né? Pelo menos assim eu posso dizer que tenho alguma coisa em comum com a Gisele Bundchen!

Domingo, 21 de Junho de 2009

As férias acabaram

Depois dos dias fail no Algarve, passei uma semaninha de pernas para o ar curtindo praia, família e amigos.

Amanhã volto ao trabalho. E é assim que eu me sinto:



Com licença que eu agora vou sentar num canto escuro e amuar durante as próximas horas.

PS: Para os(as) curiosos(as), o bofescândalo não voltou a ligar. Temos pena.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Férias fail

Quando o bofescândalo me convidou para passar um fim de semana fora porque ele tinha alugado um apartamento para nós eu pensei que com "nós" ele quisesse dizer "nós dois". SÓ nós dois. E não "nós" no sentido de eu, você e metade da torcida do Flamengo.

Todos os dias tinham vários programas envolvendo os amigos dele. Gente mais velha (quase todos já em idades terminadas com "entas") e cheia de dinheiro. As conversas rondavam sempre temas relacionados com carros, viagens de férias para o nordeste brasileiro e dinheiro. Ora, dinheiro eu não tenho. Carro, tenho um que vive dando problema. E as minhas viagens são todas "low cost" dentro da Europa mesmo. Como vocês devem imaginar eu não tinha muito assunto.

Acabei descobrindo a diferença entre estar sozinha e sentir-me só. Porque eu nunca me sinto só quando viajo sozinha.

Mas a culpa foi minha que não soube interpretar os sinais. Afinal, um quarentão que compra um Porsche conversível e faz ginástica tem escrito na testa "crise de meia idade". Eu é que não soube ler. E não vamos falar do Porsche porque eu passei três dias ouvindo falar do "maquinão" com bancos de pele em que você não pode nem suar que é para não estragar o couro. Bom, se o carro tem alergia ao suor, nem preciso falar de outros fluidos corporais, certo?

Enfim, a gota d'água foi quando fomos ajudar o amigo dele a fazer uma mudança de casa. Putaquel! Eu estou de férias e tenho que ficar um dia inteiro montando e carregando móveis?? Tem dó, né?

Uma vez que falar sobre isso não iria dar certo, decidi acabar com a brincadeira do jeito mais An@Lu possível. Arrumei a mala e disse:

- Vou para casa.
- Como assim?
- Vou para a minha casa em Lisboa. Tchau.


Ele ficou com cara de tacho e eu peguei um táxi e depois enfrentei três horas no buzão de volta para o meu "home sweet home". E querem saber? Me senti muito bem! O pior foi a gripe que eu peguei, porque pobre é assim: nem pode andar de carro conversível que fica logo gripada!

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Fechado para férias

O que eu mais odeio em fazer mala de viagem é ter que sentar ali tentando adivinhar como eu vou me sentir nos próximos dias. Porque eu posso não querer vestir vermelho, posso me sentir inchada, posso querer botar um decote maior, posso querer estar mais recatada... Tanta coisa...

Mas a verdade é que a mala já está feita e, pela quantidade de roupa que eu estou levando, mais parece que eu vou passar um ano fora, ao invés de meros cinco dias no Algarve.

Pois é pessoal, esta blogueira que vos escreve está indo de férias para um hotelzinho que o mais recente mais-que-tudo escolheu e reservou, visto que eu fui incapaz de decidir por alguma coisa que custasse mais de 16€ por dia e que tivesse menos que 6 pessoas no quarto.

Ah, mas também quer o quê? Já são dois anos planejando férias "low cost " e existem certos hábitos difíceis de se perder.

Bom, vou continuar me mentalizando que, desta vez e ao contrário do habitual, eu vou para umas férias relaxantes de sol, praia e piscina, que eu não vou andar fazendo peregrinação em museus e monumentos históricos, e que o único exercício que eu vou fazer é... hmmmmm... Melhor deiar pra lá!

Beijosnãomeliguem!

Divã (sim, mais um filme mulherzinha!)

Hoje de manhã, logo depois de tomar sol na varanda e antes de fazer a mala para ir de férias, vi um filmezinho que eu já estava para ver há algum tempo:



Assim como o livro da autora Martha Medeiros, cujos textos deliciosos normalmente acabam publicados como sendo de Jabor, o filme fala de uma mulher super normal, casadíssima, que decide fazer análise.

Inicialmente ela diz que nem sabe porque foi fazer terapia, afinal tem uma vida feliz. Mas, com o passar do tempo, acaba descobrindo que o casamento virou hábito e que a paixão deu lugar ao companheirismo. "Ele me olha com olhos acostumados", é como ela descreve o marido. Acho difícil alguém não entender o significado desta frase e não sentir o quão triste é essa constatação e o seu efeito na vida a dois.

Claro que depois ela dá a volta por cima (e que volta!) e pega o Reynaldo Gianecchinni e o Cauã Reymond. Tudo isso enquanto simplesmente vai vivendo e tentando acertar na vida, no amor, na felicidade.

E acho que essa é a grande mais valia do filme, é mostrar que não interessa o que aconteça na vida, não interessa a idade, sempre dá para recomeçar. E ainda que a gente cometa algum erro (não que pegar o Gianecchinni possa ser considerado erro), que caia e que chore, a gente tem que continuar tentando levar a vida da melhor maneira possível procurando sempre ser feliz!

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Padecendo no paraíso

Sabem aquela história que ser mãe é padecer no paraíso? Pois bem, eu entendi o significado disso hoje de manhã, quando acordei e vi este cenário na minha varanda:



É, isso é terra na varanda que tinha sido imaculadamente limpa na véspera. Aí eu olhei para o lado para ver quem era responsável por esta bagunça e dei de cara com isso aqui:



Ela mesmo! Estrela Regina feliz que nem pinto no lixo porque passou a noite toda cavando um buraco na terra. E eu, como toda boa mãe, fiquei puta da vida mas achei fofo demais e peguei na máquina para tirar fotografia.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Rapidinha do favor

An@Lu para um colega de trabalho:

- Você poderia começar me fazendo alguns favores sexuais.
- Ah é?? Como é que isso funciona?
- Eu peço por favor e você faz sexo comigo!