domingo, 30 de dezembro de 2007

Adeus Ano Velho

Eu queria fechar o ano com uma mensagem positiva. Eu podia entrar aqui e gritar para todo mundo "Feliz Ano Novo!" e desejar trezentas e vinte e uma coisas para 2008.

Mas eu não sou disso. Por isso resolvi, nesse fim de ano, falar de escolhas. Porque no 31 de Dezembro todo mundo bota a vida na balança. Faz uma retrospectiva intíma. Pesa os actos bons e ruins para ver o saldo final.

A frase que que sempre acompanhou esse blog tem a ver exactamente com isso. Sim, essa frase do Chico Xavier aí à sua direita. Porque às vezes a gente conclui que nem sempre foi o melhor que podia ser. Concluímos que às vezes fomos egoístas e que fizemos escolhas erradas. Mas nunca é tarde para mudar o nosso rumo. Nunca é tarde para fazer novas escolhas.

Todo mundo erra. Inclusive eu, inclusive você. E vai sempre haver um ponto na nossa vida em que a gente desejaria não ter feito aquela escolha. E deseja mudar. Mas não dá para mudar o passado. A história da vida é escrita numa velha máquina de escrever. E, como disse Chico:

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim ".


Por isso, mais importante que tudo, desejo a todos sabedoria. Sabedoria para fazer boas escolhas em 2008 e para tirar lições das más escolhas tomadas em 2007.

Feliz Ano Novo e que em 2008 as nossas escolhas possam ajudar a fazer um mundo melhor.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A Senhora do Anel

O que se dá presente a alguém quando se vai a uma despedida de solteiro? Coisas de sacanagem, claro!

Munidas deste espírito jocoso (jocoso... Uatafóc! De onde eu fui desencantar essa palavra?!), eu e a minha amiga inseparável fomos procurar um presente. Mas não queríamos uma coisa que tivesse aquele ar “trash” de sex shop barata. Queríamos alguma coisa que pudesse efectivamente ser usada e dar alguma diversão aos recém casados.

Foi então que ela se lembrou do anel vibrador. Ah, tem tudo a ver. Anel, casamento, despedida de solteiro... Brilhante!

Antes que eu me esqueça, vocês sabem o que é isso? Se não sabem eu explico. É um dispositivo (dispositivo... Nossa! Será que eu engoli um dicionário hoje?!) em latex, em forma de anel e com um mini vibrador na ponta. Aí você pega o anel e coloca na base do bilau e liga o bicho (o vibrador, não o bilau). Aí o vibradorzinho faz o trabalho e... Tcha-ram! Temos uma mulher feliz! Quer dizer, não é tão simples assim! O meninão tem que trabalhar também, né?! Afinal, uma só andorinha não faz verão.

Aqui isso se vende na farmácia. E, por mais desencanada que eu seja, sempre pinta uma certa vergonha de entrar na farmácia e pedir um vibrador, assim na cara de pau. Entramos na primeira farmácia e a funcionária era novinha e simpática. Riu-se com o nosso pedido mas disse que não havia porque já estavam esgotados. Gente, já viram a procura que isso tem para chegar a esgotar?!

Fomos na farmácia seguinte. Era um homem na faixa dos 30 a atender:
- Vá, dessa vez pedes tu. (Disse eu)

E ela, com a subtileza de um coice de mula disse:
- Olá, nós queríamos um vibrador.

Eu corei até a raiz dos cabelos. O atendente olhou estarrecido. Ou melhor, extasiado. Eu pude sentir os pensamentos dele. Por dentro era como se ele estivesse gritando: “E eu posso ficar a assistir?”.

Ao que eu acrescentei:
- Sim, mas é daqueles tipo anel. Para usar com um homem, sabe?!

Os olhinhos dele brilharam:
- Sua besta, agora ele vai ficar achando que é um convite! (E ela falou tão baixinho que só mais da metade da farmácia ouviu)
- Mas você disse só um vibrador. E não é bem isso que a gente quer.
- Ah, não interessa. Mas tem aí o troço ou não, moço?!

- Não... Infelizmente... (E pelo tom de voz dele deu para ver que ele estava mesmo triste em não ter aquilo)

Terceira farmácia. A funcionária era uma senhora de cabelos grisalhos, pelo menos uns 60 anos. Depois do episódio anterior eu não ia deixar ela falar.
- Boa tarde, desculpa incomodar... Nós gostaríamos de saber se aqui vocês vendem daqueles anéis para...
- Vocês têm anéis vibradores? (interrompeu a minha amiga)

Pronto, pensei que a velhinha fosse desfalecer (A-ham, comi sopa de letrinha hoje!) bem ali na nossa frente. E ela arregalou os olhos e disse:
- Claro! Nossa, isso tem tido tanta saída que eu resolvi experimentar e recomendo. É a vossa primeira vez?
- Er... Não é para nós.
- Isso é o que todo mundo diz. Agora vão dizer que é para presente.
- É... Pode embrulhar?
- Claro. (E piscou o olho)

Eu, particularmente, não acho aquilo muito sexy. Acho que o amigão fica estúpido com aquilo dependurado. Não é bonito de se ver. Bilau “versão terremoto” não entra na minha lista de fantasias sexuais. Mas tem gosto para tudo. E, pela reacção dos farmacêuticos, aparentemente o “bilau-parkinson” anda fazendo as delícias lusitanas.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Just let it go*

Sometimes you’ve got to let it go. You need to let it go. Maybe you won’t forget. But, at least, you should give it a try. He doesn’t deserve to be in such a special place in your life. Do you really think he is worthy of that love you give him?

Look at you! You’re just a shadow of what you used to be. Where’s that childish happy smile that used to light up a room? It has faded. And you know why, don’t you? Oh… Don’t give me any excuses! Don’t say you’re overloaded with work and that you’re just tired. And I won’t believe in that story that you miss your family in this time of the year. Bullshit! Other people may believe that, but I don’t. I know you better than that! I know exactly why the tears fall from your eyes. You don’t need to lie to me. You don’t fool me.

I know it hurts and that you just wanted the pain to go away. It’s OK to feel like this. To fall in love is awfully simple, but to fall out of love is simply awful. Give it some time. One day you will wake up and realize that it’s gone.

And that your heart is not broken anymore.

*Existem coisas mais fáceis de dizer em outra língua

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Caríssimo Velho Gagá

Papai Noel,

Chega de poemas. Acho que você não entendeu bem o que eu escrevi. E eu aqui, toda feliz, achando que tinha sido bem interpretada... Por isso vou ser directa.

Eu queria um homem. E não o substituto barato, o chocolate. Quando eu disse que eu queria um homem MILF, era exactamente isso que eu queria dizer. Não, não era burrice minha, eu queria mesmo dizer MILF e não MILKA!

Acho que você não entendeu que MILF é um acrónimo. Papai Noel, você sabe o que é um acrônimo?! É uma sigla, velho idiota! E singifica: Mother, I'd like to fuck! Entendeu agora ou quer que eu desenhe?

Foi muita má vontade da sua parte me trazer chocolates, seu velho espírito de porco! Só porque você é gordo feito um barril não quer dizer que você tenha que engordar (no meu caso, engordar ainda mais) os restantes cidadãos do planeta.

E por falar em gordura, se você tem alguma coisa contra mim é melhor dizer na cara! Se você acha que eu preciso emagrecer não me entupa de chocolates e nem me dê travesseiros redondos e vermelhos dizendo que são a minha cara. Isso é golpe baixo. Pensei que você tivesse tomates, Santa!

Ah... Tem mais! Quando eu pedi algo que me aquecesse durante a noite, eu continuava a me referir a um homem!!! Velho caduco, eu já tenho cobertores que chegam, pra quê você me trouxe mais um?!

Papai Noel, era assim tão difícil você pegar na porcaria do seu trenozinho e dos seus viadinhos e se deslocar até Milão para me trazer um italiano?! Era?! Ah, ainda que não fosse um italiano... Podia ser um português mesmo. Afinal, em Roma como os romanos, em Lisboa como os lisboetas. Não é assim o ditado?!

Espero sérias melhoras para o ano que vem. Não sei se você sabe, mas a coelhinha da Páscoa vive aqui em casa. Po causa dessa sua brincadeirinha, vou falar com ela e nada de ovinhos para você.

Bem feito,
Ana

sábado, 22 de dezembro de 2007

Querido Papai Noel



Querido Papai Noel

Eu ia escrever uma carta,
Mas achei meio sem sentido.
Por isso fiz um poema
Que é mais fácil de ser lido.

Não quero paz e felicidade,
E essas coisas de viadinho
Papai Noel, por caridade
Põe um italiano no sapatinho.

E que história é essa
de família e compreensão?
Papai Noel, neste Natal,
Vê é se não me deixa na mão.

Onde já se viu pedir compaixão,
E desejar "boas entradas"?
Papai Noel, não digas que não.
Isto quer-se é umas bimbadas.

Pra quê saúde e alegria?
Isso a gente não precisa.
Dá um "ai-meu-deus-que-homem"
À menina Ana Luiza.

E nem me venha com amor e carinho.
Isso é pedido sem nexo.
Muita farra e muito vinho,
E um 2008 cheio de sexo!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Mudanças

Camões uma vez disse que "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". E nessas mudanças, 2007 definitivamente vai ficar em muitas memórias como o ano dos namoros terminados. Eu poderia enumerar, sem esforço, pelo menos 6 relacionamentos de longa data que terminaram esse ano.

Inclusive o meu.

No começo eu tinha receio de contar que tinha terminado. Um receio bobo de admitir que nem tudo eram rosas na minha vida. De aceitar que eu não era aquela pessoa tão perfeita que até eu acreditava ser. Aquela menina prodígio que aos 22 anos tinha terminado a faculdade, era chefe de um departamento, era "casada" e já tinha casa própria.

Eu tinha medo das mudanças, sabe?

Mas a verdade é nada mudou. O mundo não pára e espera que a gente resolva os nossos problemas. As pessoas continuam dizendo bom dia pela manhã e até amanhã ao fim do dia. O ceú continua azul de dia - às vezes cinza - e escuro de noite. As árvores permancem verdes e água sem cor. A cerveja amarga, o chocolate doce. Mesmo o chocolate amargo é doce. Ainda temos quatro estações, muito embora o verão desse ano tenha sido fraquinho.

A única coisa que mudou fui eu.



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Matando coelho a grito

Num qualquer lugar do universo a seguinte cena se desenrola.

Beija… Abraça… Aperta… Amassa…
- Peraí que eu tenho que abrir a porta…
Beija o pescoço, apalpa...
- Olha os vizinhos!!!

Abre a porta. O sapato esquerdo fica logo junto da porta. O direito fica um pouco mais à frente. A camisa já está jogada no chão.

Beija, beija, beija... Aperta, aperta, amassa...

... ... ...

- MAS QUE PORRA É ESSA?

Pára, olha em volta. Não vê nada de diferente.
- Do quê você está falando?
- Daquilo!!!

Aponta. Na extremidade oposta ao dedo uma jaulinha azul com um animal dentro. É um coelho.

- É Estrela Regina.
- E ela vai ficar ali?
- Vai. Tem algum problema?
- Mas assim ela vê tudo.
- Tudo o quê?
- Tudo.
- E você acha que ela entende alguma coisa?
- Claro! Os animais entendem essas coisas.
- Tá. Então peraí.

Levanta, põe uma manta por cima da jaulinha.

- Resolvido! Podemos continuar?
- Mas assim ele ainda sente o cheiro.
- Não é um “ele”. Eu já disse que ela se chama Estrela. “Ela”!
- Tá. Mas “ela” vai continuar aí ouvindo a gente?
- E daí se ela ouvir uns gemidos? Porra, é um animal! Tá com medo que ela vá fofocar com os vizinhos?
- Então põe ela na varanda.
- Não.
- Por que?
- Porque tá frio e ela depois fica gripada.
- Por falar em “gripada”, você viu aquele filme da Hillary Swank com aquela menina que é tipo possuída por um demônio?
- Não, mas tenho aí, quer ver?
- Beleza! Pega aí a minha camisa por favor.
- Toma.

É... Por causa do coelho o pintinho ficou preso...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Odeio homem que "ajuda"

Se existe coisa que eu odeio é um cara que ajuda em casa. Minhas senhoras e meus senhores, gravem bem as minhas palavras: Nenhum homem deve ajudar em casa.

Antes que comecem a me apedrejar eu explico. Não existe coisa mais machista que dizer que um homem “ajuda” em casa. Minha ex-sogra tinha essa mania horrorosa. Dizia sempre:
- Você tem que dar muito valor ao seu homem, porque ele ajuda muito em casa.

E eu, que sou da “pá virada”, respondia:
- Mas ajuda como assim? Ele não faz mais que a obrigação.

E ela me olhava de lado, como se eu estivesse possuída e a qualquer momento fosse começar a vomitar verde e a girar a cabeça em 360 graus.

Dizer que o cara é legal porque “dá uma força” é completamente errado. Isso pode ser traduzido como assumindo que as tarefas são da mulher e o cara é um anjo porque, além de se matar de trabalhar, ainda “ajuda” nas tarefas. Tarefas essas que, subentenda-se, são da mulher. E, se formos mais longe, é dizer que a mulher não é boa o suficiente porque não consegue dar conta de tudo e precisa da valiosa “ajuda” do marido.

Não! Não é assim!!! As tarefas são dos dois, portanto ele não está ajudando em nada. Ele está fazendo um trabalho que é dele. Afinal, a casa é dos dois e os dois se matam de trabalhar todos os dias. Então, por que raios as tarefas são só da mulher? Eu repito: nenhum homem deve ajudar em casa. Porque ao fazer alguma coisa, o cara está simplesmente fazendo a parte dele. Dizer que o cara ajuda é a mesmíssima coisa que dizer que você, ao fazer o seu trabalho normal para o qual você foi contratado, está quebrando um galho para o seu chefe.

Não, não sou feminista. Acho que se a mulher não trabalha, tem mais é que cuidar da casa e das crianças. Mas, se trabalham os dois, por que a mulher tem que fazer hora extra quando chega? Não, nem me venham com essa conversa que existem coisas que as mulheres fazem melhor. E abstenham-se de dizer que existem tarefas tipicamente femininas. Ou vocês não sabem que os melhores chefs de culinária do mundo são homens?! Existem coisas para as quais se leva mais jeito. E como se divide as tarefas é com cada casal. Meu ex varria muito melhor do que eu, mas em companesação não sabia nem sequer como segurar num ferro de passar.

Mulheres do mundo, um homem que seca a louça que você lavou não está fazendo nenhum favor. E ele não é nenhum santo porque tirou do varal a roupa que você estendeu! Muito menos se ele guarda a roupa que você passou.

Dividir as tarefas é exactamente isso: é dividir. Um faz umas coisas, outro faz outras. E é assim que tem que funcionar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Rita

"Depois da hora do expediente", foi o pacto silencioso que fizeram.

O telefone dava só um toque, era o sinal. Rita dizia que ia buscar uns papéis ao terceiro andar. Alex lembrava, repentinamente, que tinha que ir ao térreo fazer "não sei o quê".

Encontravam-se no vão da escada. Olhavam à volta e desciam, longe da vista de todos. Cruzavam a rua num passo apertado, tentando esquivar-se de olhares menos discretos. Iam ao café mais longe, que lhes dava um pouco de privacidade.

Tomavam um café, riam, conversavam. Depois voltavam. No mesmo passo apertado.

Um dia foram surpreendidos por dois colegas. Sentiram-se constrangidos. Alex engasgou-se e Rita tentou, em vão, disfarçar o rubor da face.

Foi aí que Rita se deu conta que estava tendo um caso. Sem pé, nem cabeça, nem razão de ser. Não tinha sequer contado para a melhor amiga. Sim, definitivamente estava tendo um caso.

Quer dizer, tecnicamente não era um caso. Rita era solteira. Alex solteiro era. No entanto encontravam-se furtivamente.

Nunca se beijaram. Nem nunca sequer deram as mãos. Bastava-lhes a companhia. Saber que, naquele momento do dia, eram só um do outro. Trocavam olhares e confidências. Mas nunca confidenciaram o que era mais importante.

Era o único segredo entre eles.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Tem dias...

Se é verdade que água mole em pedra dura tanto bate até que fura, também é verdade que a gente cansa de dar murro em ponta de faca.

Porque correr atrás do caminhão da mudança só é divertido por um ou dois quarteirões. Não pela vida toda. E tem uma hora que a gente se dá conta que chega de correr, porque os pés já têm bolhas e já gastamos a sola dos sapatos pelo caminho.

Aí é tempo de parar, recuperar o fôlego, aceitar que o caminhão já não pode ser alcançado e que é hora de voltar para casa. De mãos vazias. Todo mundo tem que entender que há um momento certo para tirar o time de campo. Eu sei que a ideia de desistir assusta. Ninguém gosta de perder. Eu mesma não gosto.

Sim, vai doer. Ninguém disse que ia ser fácil. Porque mais diícil do que lutar por aquilo que se quer é desistir daquilo que se ama. E é aí que a gente aprende para quê serve o o amor-próprio. Ele é a medida que nos lembra que chega um ponto em que temos que baixar a guarda, antes que as feridas de guerra se tornem profundas demais. Não é que falte coragem ou força para continuar a lutar.

A questão é que já não há mais condições de continuar a sofrer.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O homem a nível do manjar



Eu nunca gostei de homens excessivamente bonitos. Porque sempre os identifiquei com os "pasteis de vento". E homem bonito sem charme é que nem manjar sem calda: é gostosinho, mas falta aquele "algo mais".

Mas, analogias culinárias a parte, não é a beleza que me seduz. É o charme. Aquele "je ne sais quoi" que cativa e envolve.

Ter charme é ter aquele "savoir faire". Aquele jogo de cintura para saber estar nas mais diversas situações. Ir do cavalheiro ao cafajeste com a maior classe. Saber quando se deve dizer que a mulher está "linda" e que está "gostosa". Sim homens, elogio tem hora e lugar certo para acontecer. E, eu garanto, o homem que sabe elogiar arrepia até a medula da mulher.

De que adianta uma boca bonita se o cara não sabe usar? E aquele sorriso "colgate" num cara que não tem o mínimo senso de humor? E braços musculosos que nunca aprenderam a abrir uma porta ou puxar uma cadeira? Pra que servem? Para enfeite. Só isso.

E, sinceramente, as minhas prateleiras já estão lotadas de bibelôs. Não preciso de mais um. Nunca fez o meu gênero ter homem-troféu.

Embalagem não é tudo, embora a mídia tente desesperadamene nos fazer crer que sim. Tem que ter conteúdo.

Mas... é claro que, se com o conteúdo, vier uma embalagem bonita, a gente não manda de volta, né?

Dica para as meninas

Como saber se um cara está a fim de você? É fácil! Conte uma piada sem graça. Eu costumo usar essa aqui:

Era uma vez um cachorrinho que só tinha 3 pernas. Aí um dia ele foi mijar e caiu.”

Se o cara começar o rir como se não houvesse amanhã existem 50% de chances de ele estar a fim. Mas note que existem também 50% de chances de ele ser só bobo mesmo.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Voltando à programação normal do Blog

Eu tinha combinado de sair com uma amiga para jantar, afinal já há muito tempo que não estávamos juntas. E aquilo que era para ser uma "girls' night" foi por água abaixo quando ela perguntou:

- Você se importa que eu leve o Bira?
- Não, já estou acostumada a segurar vela mesmo.

Gente, parece sacanagem, mas desde que eu me separei TODAS (e mesmo todas) as minhas amigas arrumaram namorado. Mesmo as mais baladeiras. Azar hein?! Quer dizer, sorte a delas... Bom, mas a verdade é que de uma hora para outra me vi sem amigas solteiras.

- Ah, e o Bira vai levar um amigo.

Pronto! Era só o que faltava para a "girls' night" virar um "girl's nightmare". Eu já disse trocentas vezes que odeio esses "blind dates". Custa entender que eu não estou encalhada?!

E lá fui eu, muito contrariada, para o jantar. Quando me apresentaram para a criatura me senti um pedaço de carne em exposição.

O rapaz até era passável, mas sabe aqueles dias em que você simplesmente não está a fim?

Fiquei lá conversando com a miha amiga e nem dei pela presença da múmia paralítica. Eu acho que ele estava tentando imitar um surdo-mudo ou assim. Pensei que ele estivesse tão chateado com aquele arranjo como eu. Afinal, se ele fosse "parte interessada" no negócio se mostraria, de facto, interessado.

Lá para o fim da noite eu tirei o palitinho menor e tive que levar o "amigo" para casa. Como eu não sabia onde ele morava, perguntei na maior descontração:
- Então, para onde nós vamos?
- Para onde você quiser, gata...
(Pronto, fudeu!)

- Eu quero te deixar em casa. Onde você mora?
- Na Pontinha.
- Ok, como eu chego lá?
- Não sei.
- Como assim você não sabe? Deixa para lá, vou procurar no GPS. Me diz o nome da tua rua.
- Ah, isso eu também não sei...
(recita o mantra: senhor, dai-me paciência)

- Então tá. Eu boto aqui o nome do bairro e quando a gente chegar lá você se vira, tá?

Finalmente escontramos a casa da criatura. Mais ou menos por trás de onde Judas perdeu as botas. Ele perguntou se eu não queria subir e eu, educadamente, disse que não.

E eis que ele faz a pergunta da noite:
- Posso te dar um beijo?

E aí está a desvantagem de ter um SMART. O carro é pequenininho, os 2 passageiros vão quase colados um no outro, portanto quando ele veio se aproximando de mim eu não tive como me esquivar, ou dizer que não. Arrrgh... Fui beijada. O "nightmare" estava completo.

Educadamente disse-lhe que estava atrasada e que tinha que chegar cedo em casa porque precisava arrumar a gaveta das meias por ordem alfabética e que isso tinha que ser feito antes das 2hs da manhã.

E o pior é que ele acreditou...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Não gostei

Hoje não venho falar de amor, nem das minhas trapalhadas e nem das minhas ideias malucas. Hoje não estou legal.

É porque vi uma coisa que me deixou muito chateada. Fiquei de mal com o blogger, com o google, com as pessoas, com tudo... Aliás, nem sei se é esse o nome certo do que eu estou sentido. É um misto de revolta e tristeza.

Como muitos blogueiros eu me cadastrei no “Google Analytics” para ter um feedback do meu blog. E, como muitos blogueiros, morro de rir com as pesquisas esdrúxulas que as pessoas fazem na internet. Mas hoje vi uma pesquisa que não teve graça nenhuma: “fotos de crianças de 8 a 15 anos de pau duro”.

Não gostei. E eu sou muito mente aberta, sem preconceitos e acho que todo mundo tem direito a ter as suas taras, manias e gostos. Mas está aí uma coisa que eu não aceito: pedofilia.

Isso me revolta, me dá náuseas, me enoja. Acho isso baixo, cruel e hediondo. Não gostei do que vi. É claro que a gente sabe que isso existe, mas custa ver perto da gente. Custa ter a certeza das coisas e imaginar esses tarados em frente ao computador procurando por isso. Sabem, fiquei triste. Eu tenho nojo dessa gente. Tenho tanto nojo de quem faz como de quem vê. Para mim são todos a mesma escumalha. Lixo de gente.

Não sei explicar, mas me senti desconfortável. Eu sei que meu blog nada tem a ver com pedofilia, e que o google pesquisa por proximidade de palavras e essas coisas todas. Mas não gostei.

E o que a gente pode fazer? Denunciar. Eu tenho também o sitemeter e ele dá os IPs e essas coisas todas. Não sei se adianta, mas fiz uns print-screens e mandei um e-mail à polícia. Se vai adiantar alguma coisa? Não sei. Provavelmente não. Mas eu quero acreditar que sim. Quero acreditar que, dentro do possível, eu fiz a minha parte.

Desculpem o desabafo, mas eu não podia ficar de braços cruzados.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Lovestoned

Tá gente... Tou numa fase romântica, posso?!



O que será que me dá
Que me queima por dentro será que me dá
Que me perturba o sono será que me dá
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os tremores me vem agitar
E todos os suores me vem encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem juízo

(Chico Buarque)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O sexo, a cidade e eu

A cidade é Lisboa, o sexo é inexistente e as roupas estão longe de serem glamurosas.

Ok, até aí nada em comum, não fosse o facto de eu ter um Mr. Big na minha vida. Atenção! O apelido não tem nada a ver com certos e determinados atributos físicos.

Quem acompanhava a série sabia muito bem que, no fundo, a grande característica do Big era ser um homem "complicadinho". Desses que não sabe se vai, não sabe se pode, não sabe se quer, não sabe se fode.

E eu... Infelizmente tenho um fraquinho por homens assim. E logo eu que sou tão directa, tão prática com tudo...

O que é certo é que homem complicadinho mói o juízo. Faz a gente ficar procurando no outro sinais para interpretar. E tenta encontrar sempre um significado escondido em cada palavra, em cada gesto, em cada olhar.

Porque, na verdade, a gente procura é se achar no outro. E fica querendo enxergar aquele bocado de nós reflectido em outros olhos. Quer ver no outro o espelho dos nossos sentimentos. E vasculha, olha na luz, na sombra, e tenta deseperadamente encontrar o porquê de ele agir daquele jeito.

E não entende. E se confunde. Se não gosta, porquê não dizer logo?

É mais fácil quando a pessoa simplifica. Será que dizer “eu te amo” é assim tão difícil?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Nova inquilina

O prometido é devido. Recebi mais duas indicações para o "Eu tenho um Blog de Elite". Ok, hora de baixar um pouco a luz e colocar uma trilha sonora adequada (que tal "Tainted Love", dos SoftCell?)...

Tchan, tchan, tcharannnnn...



Bom... Como vocês podem ver eu tirei a luva da mão esquerda e a luva da mão direita. Continuem me dando os selos. Com a quantidade de roupa que eu tenho para tirar eu ainda preciso de cerca de 82 nomeações para ficar peladona no blog!







Vocês ainda não sabem, mas o 113 ganhou mais uma moradora. Ela se chama Estrela Regina e é uma ex-Coelhinha da Playboy. Depois de um ensaio sensual as fotos vazaram e caíram na net antes mesmo da edição e nem deu para tempo photoshopar.

Aí ferrou... Todo mundo viu que a Estrela não tinha a depilação em dia e a venda das revistas foi um fracasso. Algo parecido com o caso Siri, sabem?

Enfim, depois de um mês numa clínica de reabilitação Estrela Regina veio se esconder no meu cafofo. E agora vejam a foto que destruiu a carreira promissora de Estrela como modelo/atriz/apresentadora e mãe de filho de jogador de futebol:


Pois é dona Estrela... Podia estar na mansão da Playboy... Quem manda ter medo de cera quente e gilete?!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Blog de Preto, o que é que você faz?

Ontem aniversariei. Completei 24 aninhos de existência. E o Max, do Pequeno Inventário de Impropriedades, me deu de presente isso aqui:



Pois é gente! Primeira vez que me dão um selinho desses... E nem doeu! Confesso que fiquei me sentindo. Aliás, foi um problema enfiar meu ego dentro do meu micro-carrro para voltar para casa.

E eu que não estou acostumada a ganhar dessas coisas agora nem sei o que fazer... E ouvi dizer que o Blog mais indicado ganha alguma coisa no valor de 50 Reais. Será??!! Hummmm... Muito tentador! Já sei! Olha, vou botar uma foto de mim vestida dos pés à cabeça e por cada indicação que eu tiver eu tiro uma peça de roupa! Esse prêmio já é meu!!!

E agora eu tenho que indicar 5 blogs que eu considero de elite. Olha aí a rasgação de seda:

- Pequeno Inventário de Impropriedades: Ninguém disse que eu não podia nomear ele de volta. Afinal, é para nomear blogs de elite, não é?! E o "Pequeno Inventário" definitivamente é caveira!!!

- Championship Vinyl: Rob Gordon é "o cara". É um "must see" da blogosfera.

- Estimulanet: Blog muito bom, com conteúdo variado e divertidíssimo. Adoro o jeito sacana de escrever do Deschart.

- Literatura Vil: Um blog que não é para qualquer um, e nem é para todos os dias. Textos muito bons!

- !oohaY: Blog tipo "revista", leve, interessante e gostoso de ler.

Olhando para a minha lista vejo que só escolhi blogs masculinos. Bom, mas isso é estratégia minha gente! Afinal, eu não ia querer uma gostosona da blogosfera imitando a minha ideia de tirar uma peça de roupa por cada nomeação, né?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O inverno é sexy

Chegou o inverno em Lisboa. Esse ano veio um pouco mais tarde, mas veio com força. Já tirei do armário luvas, cachecol e camisas de lã.

Dizem que o inverno é uma estação muito sensual e que dá vontade de ficar aconchegadinho em frente à lareira e tal... Concordo plenamente. E concordaria mais ainda se eu tivesse uma lareira. Aliás, a grande vantagem do inverno é que a minha sensualidade vem toda à tona. Não acreditam? Pois então vejam bem:

No inverno eu estou usando tanta roupa que um strip tease não demora menos que dois dias e meio. Extremamente sensual, não acham?

E aqueles apalpões sorrateiros por cima da roupa?! Ahn... Esses atingem o ponto alto nesta estação do ano. Porque para conseguir sentir pouco de carne no meio de tanto tecido é preciso ser-se um verdadeiro Mac Gayver. Erotismo total!

Ah, e o melhor é que no inverno eu vou direto ao assunto. Sem conversa mole, blá-blá-blá e preliminares. No fim de tirar toda aquela roupa eu começo logo a gritar:
- Me cobre! Me cobre! me cobre!

Pessoal, vocês já viram uma mulher implorando assim?! Não é de deixar passar a oportunidade!

Sem contar que as fantasias sexuais tradicionais, como enfermeira, odalisca, havaiana e etc, são substituídas por uma única fantasia: a mulher talibã. Uso o meu cobertor como burka e mando ver! Vai dizer que não acha isso suuuuuper sexy?

Para terminar, deixo aqui uma dica. É que existe uma posição sexual atinge o seu auge durante esta estação do ano: o 39 e meio. O quê?!... Vão dizer que não conhecem? Pra quem não sabe, é aquela em que eu fico deitada na cama agonizando com a gripe e o cara fica me dando remedinho de 12 em 12 horas. Vocês têm que experimentar essa, é imperdível!

Para quê alguém quer o verão quando pode ter isso tudo no inverno? Aproveitem, porque ele só dura até maio!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Coisas da Vida

Hoje tive um ataque de riso “daqueles”. Lembrei do tempo em que eu via o “Chaves” e que achava que o ditado popular era assim:
“Deus ajuda quem é Seu Madruga”.

Esse fim de semana vi uma cena, no mínimo, insólita. Estava na fila de uma pastelaria famosa em Lisboa e tinha um mendigo na casa dos 30 e alguns pedindo esmola. Entretanto chegou uma senhora de idade e se posicionou na porta da mesma pastelaria e começou a pedir esmolas também. Eis que o mendigo exclama:
- Agora só me faltava essa... Vem pr’aqui essa velha pedir dinheiro e me roubar os clientes...
- Cala-te! – gritou a velha.
- Eu não estava falando com você!
- Eu sei bem pra que tu queres o dinheiro. Tens duas pernas e podias trabalhar...
- Sai daqui que eu cheguei primeiro.
- Eu tenho tanto direito de estar aqui como você. Eu sou velha, não posso trabalhar... Agora você...
- Eu sei que você tem dois filhos que te sustentam, sua bruxa!
E ficaram ali os dois... Resmungando um com o outro e pedindo dinheiro aos turistas por turnos...

Só para que conste, na 6ª feira estou aniversariando. Se quiserem ser simpáticos e me dar um presentinho fica aqui a listinha humilde de coisas que me deixariam deveras contente:
- Uma casa maior (ou pode ser do mesmo tamanho, já me satisfaz).
- Uma televisão LCD gigante (me contento com uma que seja só grandinha, ou pelo menos que dê para eu enxergar as legendas).
- Assinatura de um ano da TV a cabo (eu preciso do AXN e da Fox na minha vida!).
- Um gnomo que limpe a casa, passe a roupa, cozinhe e lave a louça (eu até me esforço, mas eu não sou boa nessas coisas...).
- Uma lipoaspiração (ou talvez duas...).
- Dois implantes mamários (mas num cirurgião bom, porque eu não quero peitos zarolhos que nem os da Yasmin, tá?!)
- Se não puder ser uma lipo, então que sejam umas calças da Salsa (o que Deus fez errado a Salsa corrige. Por 80 Euros, claro!).
- Livros: A marca do Assassino (Daniel Silva), Rio das Flores (Miguel de Sousa Tavares) e O Sétimo Selo (José Rodrigues dos Santos).
- Perfumes: Qualquer um da Armani (eu sou chique, benhê!).
- Relógio: Qualquer um também. Até de camelô serve (tá... não sou assim tão chique!).

E dinheiro também sempre é bem vindo, né?!

Ah... Mas nada de dizerem que vão fazer uma festinha nos meus anos, tá?! Duplo sentido total!!

domingo, 25 de novembro de 2007

PS

No post anterior as passagens de azul mais claro são o poema de Mário Quintana "Por favor não me analise".

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Não nos analise

Por favor, não me analise!
- Eu não quero um Freud do meu lado.
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
- Eu não quero me sentir no divã quando estiver com você.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
- Sim, porque você também não gostaria que eu esmiuçasse cada coisa que você diz.
Quanto mais eu...
- Não gosto dessas tuas conclusões precipitadas sobre mim.
Ciumento, exigente, inseguro, carente
- Eu conheço os meus defeitos
Todo cheio de marcas que a vida deixou
- E você devia saber que cada um tem a sua história.
Vejo em cada grito de exigência
- Não gosto do teu olho clínico.
Um pedido de carência, um pedido de amor.
- Você sabe que eu não sou assim.
Amor é síntese
- Eu só sei te amar como um todo.
É uma integração de dados
- Te amar por inteiro.
Não há que tirar nem pôr
- Porque cada um tem o seu jeito.
Não me corte em fatias
- Não tente me botar um rótulo, encontrar uma definição para mim.
Ninguém consegue abraçar um pedaço
- Eu sou uma só que é muitas.
Me envolva todo em seus braços
- Se preocupe em me amar, não em me entender.

E eu serei o perfeito amor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Tenho medo que a liberdade se torne um vício.

Tenho medo que a liberdade se torne um vício.

Passando de trem por Lisboa e vi um outdoor branco com esta com esta frase, só assim, jogada no meio da cidade. Não consegui ver o autor. Mas achei lindo. Parece meio Gabriel Garcia Marquez não é?! E isso ficou ecoando na minha cabeça. O dia todo. Me perseguindo, me fazendo pensar. Foi porque mal eu li essa frase me identifiquei totalmente com o conteúdo.

Afinal, existe coisa mais viciante que a liberdade? Quando me separei e saí de casa para morar sozinha eu realmente tive medo. Tive medo da própria liberdade e medo de estar sozinha. Mas depois acabei descobrindo que eu nunca estive realmente sozinha. Eu sempre estive acompanhada de mim mesma. E... Quer saber do quê mais? Eu gosto da minha companhia.

Mas ainda assim tenho medo... Medo de gostar demais de estar sozinha. Dessa liberdade que vicia. Porque, sim, a liberdade vicia. É fácil habituarmo-nos a não dar satisfações. A não justificar os nossos actos e palavras. E custa-me pensar que posso me vir a tornar um “bicho do mato” e não aguentar aquelas pequenas cedências obrigatórias de uma vida a dois. Tenho medo de perder a capacidade de responder às perguntas, medo de me irritar com banalidades cotidianas e medo de não ser mais capaz de dar uma justificação sem me sentir presa.

Morar sozinha é mesmo assim. Prós e contras, como tudo na vida. Por um lado é não ter que dar satisfação, mas ao mesmo tempo não ter a quem pedir colo. Também é ter que ter os ombros fortes para arcar com o peso da responsabilidade. E às vezes precisar de um ombro amigo. Ninguém disse que ia ser fácil.

Mas... Quem disse que eu gosto daquilo que é fácil?

Ah, e querem saber o autor da frase? É um jornalista português chamado Miguel de Sousa Tavares. A frase está no livro “Rio das Flores”.

E o parágrafo inteiro é esse aqui:

Tenho medo de uma coisa que tu não temes: que, depois de conhecer a liberdade, de ter viajado e vivido em países livres, não me volte a habituar a viver de outra maneira. Tenho medo que a liberdade se torne um vício, enquanto que agora é apenas uma saudade.
Miguel de Sousa Tavares, in Rio das Flores.



Não li o livro. Ainda. Mas fica a dica de leitura. Podem me dar de aniversário, tá?!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Dia não

Gente workaholic é assim… Esquece que tinha férias e vai trabalhar... Afff...
E aumento?! Só se for aumento de trabalho!

E tudo bem que a gente aqui faz despachos, mas perguntar quando vai ser o descarrego da mercadoria é dose, né?!

Hoje estou cansada e de profundo mau humor. Prometo que amanhã faço um post decente. Hoje vou dormir.
Fui!

domingo, 18 de novembro de 2007

Eu e Memê, Memê e eu

Hoje eu ia contar a história do bolo de maconha, mas tenho uma missão a cumprir. Pois é... A Karyne (http://karynemlira.com/) me passou um memêzinho.

Vocês até podem não saber, mas eu adoro um memê! Lembra daquela época da escola, dos "cadernos de pergunta". Coisa de gente que nasceu nos anos 80, sabe?

Ah, e por falar nos anos 80... Passei horas lendo esse blog aqui http://voceselembra.blogspot.com/ . Noooooossa... Deu saudade de um montão de coisas.

Mas, voltando ao memê, a minha missão é escrever sobre 5 coisas que me irritam. Só cinco? Eu ando matutando nisso desde sexta-feira. Tentando encontrar a 5 coisas que mais me irritam. Foi difícil, mas aqui vai:

1 - Gente que fala cutucando: Odeio, odeio, odeio! Eu ouço é com o ouvido, porra! O pior é que o meu chefe tem essa mania de chegar por trás, me cutucar e só depois começar a falar. E com o chefe não dá para brigar, né? E uma coisa é um toquezinho de leve, mas tem gente que senta o dedão mesmo. Acho que alguns casos de violência doméstica começam com as cutucadas. E ainda tem gente que cutuca com o pé. Meu pai tinha essa mania. Não façam isso comigo, é perigoso...

2 - Gente que se arma em marginalzinho: Se existe coisa que me irrita são esses pré-adolescentes que ouvem Eminem, 50 cent e o diabo a quatro e ficam se achando os mauzões da vizinhança. Andam pelas ruas com aquelas roupas 8 números maiores, gingando, se achando os maiorais. Alguns até praticam pequenos furtos para se sentirem mesmo maus... Pena que nunca fui abordada por um pirralho desses. E, no dia que acontecer, imediatamente baixa o caboclo Nascimento e eu começo a gritar: "Tira esse boné que você não é marginal. Você é moleque! MO-LE-QUE!".

3 - Inside Jokes: Existe coisa mais desagradável que você estar num grupo e ter aquelas pessoas cheias de piaidas próprias e você ficar boiando? Porque até podem existir milhões de assuntos para falar, mas eles insistem em conversar sobre "aquelas" férias em Cabo Frio e riem sem se darem ao trabalho de contar a história. Em primeiro lugar acho isso uma tremenda falta de respeito. Em segundo lugar acho uma enorme necessidade de auto-afirmação. Sim, porque quem faz isso faz de propósito para excluir um terceiro. É quase como dizer: "Olha como eu sou gostoso! Tenho aqui milhões de histórias divertidas da qual você não faz parte". Hello... Se toca!

4 - Pseudos: Odeio pseudos. De todos os tipos. Pseudo intelectuais, pseudo moralistas, pseudo bichas (sim, existe!)... Enfim, odeio quem finge ser o que não é para esconder aquilo que é de verdade. Eu dou a cara pelo que sou e pelo que gosto. E admito que as vezes gosto de coisas bregas e que tenho alguns complexos idiotoas (ui... podia fazer um blog só de complexos, manias e afins). Não vou fingir que não ansiei pelo último Harry Potter, do mesmo modo que não me sinto melhor que ninguém só porque li Saramago e realmente gostei. Cada um é o que é. Fingir é uma maneira de fugir de si mesmo.

5 - Homens lindos usando as malditas Sandálias Croc: O cara é tudo de bom, você já imagina os filhos lindos que vocês terão e você chega na casa dele e ele tem isso aqui no armário:


AAAAAAAAARRRRRGGGGGGGGGGGGGGHHHHHHHH!!!!!!!! Chuta que é macumba!!! O tesão vai embora na velocidade da luz...

Bom, agora que vocês já sabem o que me irrita, que tal descobrirem o que irrita o Ivan (http://acidboy.blog.terra.com.br/)?

Mandem memês que eu respondo, viu?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Eu, o Sorriso e o Peito de Fora

Aí o bofe escandalosamente lindo com quem eu andava saindo voltou de viagem. Combinamos um jantar.

Bom, vocês conhecem essa história de “combinamos um jantar”, né? Ainda mais quando você já não vê o bofe há mais de duas semanas. Só um pequeno detalhe... A canadense fofíssima que eu estava hospedando. Tive que abrir o jogo com ela e ela foi um amor! Disse para eu demorar o tempo que eu quisesse e dar um toque para o telefone dela “when I was done”. E deu aquele sorriso cúmplice quando a deixamos na estação de trem.

Beleza! Canadense realocada, fui jantar pensando na sobremesa. E... Bem, há coisas que uma dama não comenta não é?!

Lá pela uma da manhã quando o bofe vazou, dei um toque o telefone dela indicando que a área estava livre. Ela me ligou dizendo que estava num bar e se tinha problema ela chegar mais tarde e se eu abria a porta. Problema nenhum! Fui dormir vestindo um sorriso de orelha a orelha. Por volta das três e meia tocou a campainha. Procurei no escuro por uma roupa e encontrei uma calça de pijama horrenda e nada para botar por cima. Peguei um casaco que estava nas costas da uma cadeira e, morrendo de sono, só puxei um pouquinho o zíper para cima deixando grande parte da minha caixa toráxica exposta. Ah, e ainda estava usando o tal sorriso.

Para a minha surpresa, a canadense arrumou um amigo que deu carona até a minha casa. Até a porta da minha casa. Abri a porta com aquela roupa ma-ra-vi-lho-sa e com o tal sorriso. Um dos meus peitos conseguiu fazer a proeza de sair do casaco. Eu estava com tanto sono que nem notei. Pô eram três e meia da manhã de quarta feira!

E como eu sou bem educada, eu não ia abrir a porta, botar a canadense pra dentro e fechar na cara do rapaz não é? Agora pára e imagina a situação esdrúxula em que eu me encontrava. Estava fazendo conversa de ocasião em inglês e com o peito de fora sem saber. O rapaz alternava o olhar entre a minha cara e o meu peito. Até achei o rapaz um pouco antipático, porque ele não falava direito e não olhava bem para a minha cara. A canadense não reparou no peito, só no sorriso. E eu não reparei em nada e estava encarando tudo com a maior das naturalidades. Nós cinco Ainda ficamos ali uns dez minutos: a canadense, o rapaz, eu, o peito e o sorriso.

Me despedi, dei dois beijinhos no cara e fechei a porta. Só quando fui tirar o casaco é que vi o peito lá, de fora, me olhando...

Gente, eu juro que nesse dia vi meu peito rindo de mim! Eu juro!!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Tentativa de Conversão 3

Nossa, esse mês está acontecendo de tudo!!! Prometo que conto a história do bolo de maconha, da vez que eu abri a porta com um peito de fora e de como eu consegui ser mais louca que o meu tarado de estimação, ao ponto de ele me bloquear no MSN. Mas hoje a história é outra.

Já não bastavam as Jeovás de meia idade e os loirinhos protestantes. Dessa vez o pai eterno resolveu apelar e usar artilharia pesada na tentativa de converter a “louca do 113”.

- Sim, bom dia... Poderia falar com a Ana?
- É a própria. Posso ajudar?
- Ana, aqui quem fala é Jesus.

Momento em que o mundo fez uma pausa. Gente, Jesus estava me ligando. Mas eu serei uma ovelha tão desgarrada assim ao ponto de precisar que o Jesus, em pessoa, me ligue?

- Sabe o que é, é que eu tenho um problema e me disseram que era para falar com você.
- Qual é o seu problema Senhor Jesus?

Ué? Mas não devia ser ao contrário? Não costumam ser as pessoas que apelam para Jesus?

- É que eu estou com um problema com um despacho.
- Despacho Senhor Jesus?

Problema com um despacho... Chutou o ebó foi? Ou tentou transformar em vinho a cachaça do terreiro? Não me diga que o alemão andou se metendo onde não era chamado e sobrou para você?

- Sim, é que a mercadoria descarregou e agora não se consegue fazer o despacho, e parece que veio menos carga do que o contratado...
- Ai Jesus...
- Chamou?
- Não. Era só força de expressão mesmo.

Passei o dia em telefonemas e trocas de e-mails com Jesus. Lá pela tarde já bradava aos céus pela absolvição dos meus pecados e perguntava:
- Deus, o que foi que eu fiz para merecer isso?

Claro que dei prioridade ao problema de Jesus. Afinal, se ele se chateasse ainda poderíamos ter uma praga de gafanhotos em Lisboa e isso não seria bom para o negócio, né?

No fim da tarde consegui resolver a situação de Jesus e mandei-lhe um e-mail.
“Boa tarde Sr. Jesus,
Vimos pela presente informar que o seu despacho já está pronto.
Com os melhores cumprimentos,
Ana”

Viram? Que Pai de Santo que nada! Quem anda tratando dos despachos por aqui sou eu! E a partir de agora não se metam comigo porque eu tenho as costas quentes! Ligação directa com o divino.

Ah, e Deus até pode ser brasileiro mas seu filho é espanhol e fala português com sotaque carioca.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Momentos de "nós"

Quando você foi embora eu notei logo que a casa ficava mais vazia sem você. Não pela sua presença física, nem pelas tuas roupas que ocupavam espaço no armário. Muito menos pela tua coleção de DVDs que eu achava que não combinava com o móvel da sala. Em tudo, o que eu sempre senti mais falta foram as pequenas coisas. Aquela essência que nós partilhávamos. Coisas que se perdem no dia-a-dia.

Nem eram tanto os teus livros, mas era porque você tinha sempre que levantar para buscar os óculos de leitura. Eu nunca te disse, mas achava tua miopia um charme! Loucura? Talvez, mas a paixão tem dessas coisas. E nem foi por todos os enlatados que vimos na televisão, mas pelo conforto do teu colo enquanto os assistíamos. A tua mão segurando na minha e me impedindo de tapar os olhos nos filmes de terror. E lembra quando eu adormecia no sofá da sala e você me acordava para ir para a cama? Lembra de como eu resmungava o caminho todo? Sempre admirei a tura paciência comigo.

Até hoje rio sozinha com a tua cara de nojo quando me via tomando leite condensado directamente na lata. E como você ria por eu usar as meias do avesso. Em troca eu ria da tua organização excessiva, quando eu sempre fui excessivamente bagunçada. Porque nem era pelos sapatos que você me deu, mas pela forma que você tropeçava neles quando estavam espalhados pelo chão do quarto.

Tenho saudade de brigar para saber quem ia tomar banho primeiro quando nenhum dos dois queria sair da cama. Depois nos vestíamos às pressas porque teus pais nunca gostaram dos nossos atrasos. Ainda lembro da tua cara quando você via que eu tinha comido o último pedaço do bolo. E de como eu pedia desculpa e fingia que tinha sido sem querer. E de como você fingia que acreditava. Eu gostava dessas pequenas zangas. Das nossas pequenas implicâncias. Lembra como era gostoso dizer “eu te odeio” em vez de “eu te amo”? E que as vezes gritávamos um com o outro?

Sinto falta dos risos. Não das gargalhadas, mas do sorriso cúmplice de quem não precisa dizer porque já falou com o olhar. Ah... Como a gente se conhecia tão bem... Você conhecia aquela “covinha do sorriso escondido” e eu os cantos da boca quando querias contar uma mentira. Éramos maus mentirosos um para o outro porque conhecíamo-nos bem demais. Lembro também de quando me dizias que eu só estava a sorrir com a boca, mas não com os olhos.

Sabe, também sinto saudade das tardes de sábado e das manhãs de domingo. Daqueles dias que ficávamos em casa dando uma de “bicho-preguiça” e morríamos de tédio juntos no sofá. E morríamos de amor juntos no sofá. Mas nem era que passássemos muito tempo juntos porque a maior parte das vezes não fazíamos a mesma coisa. Sabíamo-nos ali. Éramos presentes. E era isso que importava.

Tudo isso com que eu e você fôssemos “nós”. Não eram as paredes nem os móveis, nem os talheres ou o jogo de cama que teu avô deu. Eram esses momentos. Porque talheres e lençóis continuam a ser diariamente usados. Os móveis estão aí. As paredes permanecem. Nós não.

Quando estamos sozinhos, somos pela metade.
Quando somos dois, somos um.
Quando deixamos de ser um dos dois,
Não somos nem a metade que começamos a história.
Fabrício Carpinejar

domingo, 11 de novembro de 2007

Aonde quer que eu vá...

... levo você no olhar...
E vejo o mundo assim!

sábado, 10 de novembro de 2007

Laura e Chico



Laura aprendeu a gostar de Chico Buarque com a sua mãe. Sua mãe embalava suas noites ao som de "João e Maria" e aos domingos acordava ouvindo "a banda passar, cantando coisas de amor".

Chico fazia parte do dia a dia de Laura. Logo aprendeu que sua mãe era uma mulher de "cotidiano". E quando tinha alguma dúvida cantarolava "o que será que será?...". E sempre que contava uma história dizia: "Meninos, eu vi!".

Era frequente ouvi-la dizer que se sentia meio "Beatriz" ou "Carolina", ou até mesmo "Bárbara". Quando bebia ficava meio "Joana Francesca", fazendo as delícias dos amigos.

Sempre sonhou que alguém lhe recitasse "eu te amo" como Chico fazia. E sentiu um calafrio quando conheceu o então homem dos seus sonhos no dancing. Neste dia se sentiu completamente "Lily Braun". Adormeceu pensando que seriam "futuros amantes" e sonhou com um "amor barato".

Depois da desilusão amorosa refugiou-se em "olhos nos olhos". Até disse para seu ex-amor, com todas as letras (de Chico, claro!):
- Olhos nos olhos, quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais.

Depois que se formou foi para Amsterdam à procura de Ana. E foi aí que conheceu Fábio. Ele não se encaixava em nada na sua vida. Jurou para si mesma que nunca mais seria uma mulher dessas que "só dizem sim".

Mas ele a conquistou quando, numa "noite dos mascarados" lhe confessou:
- Quero ficar no teu corpo feito tatuagem...

E foi a primeira vez que Laura emudeceu. Não citou Chico. Não era preciso. E ficou com Fábio "até ao fim".

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Meu Tarado de estimação

Conteúdo explícito...

Eu estava sem inspiração... Procurando algum assunto e... Eis que o assunto pula na minha cara. O meu msn dá a mensagem: gatao-07@hotmail.com quer me adicionar.

Não sabia quem era mas aceitei. Afinal, todo mundo tem direito a ter um e-mail embaraçoso, né? Eu mesma já fui "Ana Di Caprio" back in the 90's. a conversa começou com ele:


Tarado: Oi! Qm é vc?
Ana: Se você não me conhece porque me add?

Momento em que ele põe uma foto. E... Tchan... Mulher pelada!

Tarado: pq vc parece ser bem gostosa,tem uma carinha de safadinha

Pronto! Pisou no meu calo! Hora da brincadeira... O primeiro bloco foi geográfico.

Ana: E você parece ser meia bomba pq não dá a cara...
Tarado: pq nao tenho foto d cara
Ana: Você deve ser bem feinho para não ter foto de cara, hein?
Tarado: onde vc mora?
Ana: No planeta Terra...
Tarado: Localidade?
Ana: Num dos 5 continentes.
Tarado: pais?
Ana: Um que consta da lista de membros da ONU.
Tarado: Nome?
Ana: Um que tem letras do alfabeto.

Achei que ele tivesse cansado da brincadeira e entendido os foras. Ledo engano. Essa gente não entende...

Tarado: começo da letra?
Ana: É uma entre o A e o Z.
Tarado: mas a letra do pais tesao
Tarado: ok deixa pra la

Beleza, demorou mas entendeu. Hora de mandar passear. Tenho coisas mais interessantes para fazer.

Ana: Tá, tchau.
Tarado: onde vc vai? vai sai?
Ana: Não. "Tchau" era para a conversa terminar. Pensei que a conversa tinha terminado.
Tarado: por mim nao e por vc?
Ana: Por mim sim.

Depois desse fora eu achei que ele fosse desistir. Juro que achei. Mais uma vez estava enganada.

Tarado: a gente ia partir para as partes e preferencias sexuais. topa?
Ana: não
Tarado: ?

Momento em que eu comecei a me irritar... E baixei o nível... Completamente...

Ana: Comigo não tem essa parada de virtual. Ou dá ou desce. E... DESCULPA MAS NÃO VOU DAR PRA VOCÊ!

Quer um fora mais explícito que esse?!

Tarado: vc quer real?
Ana: com você não!
Tarado: pq?vc acha que nao dou conta de vc?
Ana: Acho que não. Se você desse conta não precisava de tanta auto afirmação. Assim... Botando foto de pau e mulher pelada... Se você desse conta botava a cara!
Tarado: bora

Bora?! Eu tou aqui te dando foras e você continua?! Burro!!! Ainda nisso? Começo a ficar meio sádica...

Ana: Mas eu ainda nem vi as tuas fuças!!!
Tarado: doidinha pra ver tesao?
Ana: Na verdade, não...
Tarado: mas vou te mostra gata. mas nao t vais assusta.
Ana: Vou fazer um esforço pãra não me assustar.

E o jumento manda umas duas fotos de um cara musculoso. E eu gostando da brincadeira...

Ana: Tá achando que eu acredito que esse é você?
Ana: Você tá achando mesmo que eu sou otária???
Tarado: ????
Ana: Tem dó né??
Tarado: q vc quer que eu faça?
Ana: que pegue no meu endereço e apague da tua lista de contactos. Pq eu não estou para aturar taradinhos baratos como você.

Essa foi forte. Eu, se fosse ele, nunca mais falava comigo...

Tarado: nao quer mais nada gata?

Você ainda não reparou?! Meio lerdo...

Ana: eu vou explicar com carinho...

Momento didático. Atenção!

Ana: Quando as fotos são assim muito pequenas... A gente sabe logo que não foi a pessoa que tirou...
Tarado: Pequenas?
Ana: Sim, com pouco tamanho, tipo aquela que vc mandou fingindo que era você... 5k... Isso não é nada! Quando a foto é assim muito pequena é sinal de que a pessoa baixou da internet, sabe? E que não é uma foto tirada de verdade.
Tarado: voçe tem toda a razao isso é mesmo verdade
Ana: Pois... e... tem gente que acredita...
Tarado: mas minhas s todas sao as deste tamanho
Ana: Pelamordedeus não insulte a minha inteligência!
Tarado: ja vi que vc tenta e é bem inteligente

Tenta?! Mas que porra é essa de "tenta"?! Desculpe se minha ignorância lhe ofende, sua sapiência...

Tarado: mas vc topa real?
Ana: Com você não!!! Quantas vezes vou precisar dizer?
Tarado: uma
Ana: Ok, já disse então.
Ana: Então tchau.

Agora acabou... Uffff... Bichinho burrinho...

Tarado: nao podemos falar de mais nada?

Hora de avacalhar um pouquinho... Tentativa de ser escrota.

Ana: De que você quer falar? Olha, assisti um filme legal ontem! Se chama "Stardust". é de crianças. Você gosta?
Tarado: nao
Ana: Ohhh.... Sério?! deixa adivinhar... Você gosta de filme porno?
Tarado: meus filmes sao so de açao e sexo
Ana: Que surpresa.... eu não imaginaria isso...

"Sarcasmo" é meu nome do meio. Ok, ele resolveu voltar para o único assunto que ele acha que entende.

Tarado: que voçe mais gosta de tira ou coloca?ou de chupa?
Ana: Na verdade eu não gosto, sabe eu estou estudando para me juntar à ordem das carmelitas descalças.
Tarado: por cima ou por baixo?
Ana: Eu por baixo, você a 5 quilômetros de distância. Que tal?
Tarado: Bom

Bom?! Mas como "bom"?! Depois dessa eu não aguentei... Esse merece estar aqui! Resolvi partir para o ataque.

Ana: Sabe que você combina com a mobilia do meu quarto?
Tarado: pq?
Ana: Você daria um excelente criado mudo.
Tarado: esse mudo ia fazer a dona gritar
Ana: Só se fosse de desespero. "Porra.... Brochou de novo!!!"

Bloco sexualmente explícito. Pelo menos para ele.

Tarado: vc chupa bem?
Ana: Não. Sou péssima. Fodo mal pra cacete também.
Tarado: qual f o ultimo pau que vc chupou?
Ana: O pau do sorvete que eu tomei no verão.
Tarado: vc gosta que gozem onde em vc?
Ana: longe.
Tarado: onde?
Ana: Longe de mim.

Ai essa minha língua viperina... Ontem estava afiada... E o coitado teve o azar de se meter no meu caminho... Tadinho, ele só queria um sexo virtual com uma desconhecida. Escolheu a pessoa errada!...

Ana: Mas diz lá um apelido carinhoso pelo qual voce gostaria de ser chamado.
Tarado: bem a dona que tem que escolher e nao eu
Ana: É porque eu realmente tenho que te agradecer, sabe? É que você me fez ganhar a noite. Eu tava meio sem inspiração para escrever no blog... E eu definitivamente vou escrever sobre você!
Tarado: Legal
Ana: Depois eu te dou o endereço para você ir lá conferir
Tarado: ok

Meu Tarado de estimação... Leia bem isso e veja que coisa triste... Se bem que do jeito que você é ainda deve estar achando que está abalando... E... Apesar de saber quem é você preferi preservar o pouco de dignidade que te resta.

Pessoal, o Gatão-07 está carente! Vamos fazer uma campanha. Adicionem o Gatão e façam sexo virtual com ele. É porque... Acho que é o único tipo de sexo que ele pratica!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Kofi-Ana Lu

Não morri! A minha casa se tornou algo parecido com a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Está que nem coração de mãe: sempre cabe mais um! Ou será mais a casa da mãe Joana? Hummm....

Pergunta de Direito Internacional para os futuros advogados:

Uma canadense e um inglês brigam por causa de uma garrafa de vinho francês na casa de uma brasileira em Lisboa e resolvem gritar com a Holandesa. Qual o Direito aplicável?
a) Não sei. Dá um tapa em cada um e está resolvido!
b) O meu! A casa é minha e eu é que mando!
c) Manhê!!! Tira essa gente louca daqui!!!
d) Nenhuma das anteriores... Você tá fudida mesmo e vai ter que aguentar o barco!

sábado, 3 de novembro de 2007

Tela Quente

É bom ter companhia para ver filmeszinhos "água com açúcar". Nesse sábado aprontei pipocas, guaraná e sorvete para uma mega sessão de cinema em casa.

Vejam a programação de hoje no apartamento 113:

Ligeiramente Grávidos
Filme engraçadinho. Comédia leve e sem qualquer compromisso com a realidade. Totalmente sessão da tarde de domingo. História fácil com final feliz. Nem vou discutir o quanto o filme é desfazado da realidade, senão daria um post inteirinho. Não arranca gargalhadas, mas proporciona umas risadinhas.







A Casa do Lago
Adorei esse filme. É super doce e romântico sem ser chato. E, sinceramente, eu estava a espera que fosse chato. Foi uma agradável surpresa. É daqueles filmes em que você realmente torce para eles ficarem juntos no final. Altamente recomendável para ver com o "mais que tudo" debaixo do cobertor num dia de chuva.






Stardust
Inicialmente só me interessei por este filme por causa do elenco. Afinal, ter Michelle Pfeifer como bruxa má, Robert de Niro como pirata e Claire Danes (que eu jurava que era a Gweneth Paltrow) como estrela cadente não é para qualquer filmezinho meia bomba. E vale muito a pena! O filme é uma gracinha. A história, os personagens e os lugares parecem saídos de um sonho. Filme infantil para todas as idades.




Next
Não adianta, o Nicolas Cage não convence como mocinho em filme de acção. Para começar já há muito tempo que ele está ficando careca. E não é uma careca charmosa tipo Vin Diesel ou até Bruce Willis. E, depois, ele tem aqueles olhos tristes de cachorro que caiu do caminhão da mudança. Ele combina com "Cidade dos Anjos" e "Despedida em Las Vegas", mas não fugindo de balas e explosões. Muito menos beijando aquela loira gostosona. E o que dizer do final? Péssimo. A ideia do filme era muito boa, mas foi muito mal aproveitada.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Com todas as letras

Hummm... Conteúdo deveras explícito... Não recomendado a membros da família e a menores.

Se existe uma coisa que eu detesto são as convenções sociais, preconceitos e hipocrisia.

Alguém me explica por quê eu posso ter uma espanhola em casa e ninguém ver mal nenhum, mas se for um inglês todo mundo acha que a gente se comeu? Alguém me explica por quê raio eu posso almoçar todos os dias com a minha amiga sem ouvir qualquer comentário, mas se eu for tomar o café da manhã um um amigo as pessoas pensam que a gente está se comendo?

Gente, eu podia ser lésbica sabiam?!

E por que acham que o cara que me dá carona quer me comer? Já pensaram que ele pode ser do tipo fiel e simplesmente não estar interessado em mim?

Ah, pelamordedeus... Olha bem para mim! Eu não sou propriamente aquilo qu se pode chamar de irresistível... Bom, mas eu não acredito em pessoas irresistíveis e prometo que faço um post sobre isso num outro dia.

Anyway... Fica aqui uma listinha de 10 esclarecimentos sobre mim.

1) Eu não como todos os homens que vêm na minha casa. Eu realmente acredito em amizade entre homens e mulheres.

2) Falar de sexo é diametralmente diferente de fazer.

3) Eu não sou fácil. Eu simplesmente sei o que quero. Se eu dei para alguém foi porque eu quis e isso não significa que eu vou dar para você porque você quer.

4) Mi casa no es su casa. Mucho menos su motel grátis. Mi carro no es su carro. Mucho menos su motel grátis.

5) Da última vez que eu chequei no dicionário "solteira" não tinha o mesmo significado de "desesperada".

6) "Eu moro sozinha" não quer dizer "vou levar você para casa".

7) O facto de eu estar sem grana não significa que eu estou à procura de um homem que me banque.

8) Eu não sou de fazer "cu doce". A frase "não adianta que eu não vou dar para você" quer dizer exactamente "não adianta que eu não vou dar para você".

9) Se eu disser que a minha posição preferida é aquela em que eu fico por baixo e você fica a 5 quilômetros de distância, agradeço que você entenda a ironia.

10) E não... Não vou ligar a porra da webcam!!!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Quando o meu mundo duplicou

No outro dia lembrei da minha infância. E lembrei daquele dia. Não sei precisar a data. Mas era fim de semana porque os meus pais estavam em casa. E acho que estava sol. Pelo menos na minha lembrança estava sol.

Lamento mas não lembro dos detalhes. A pintura está meio esbatida, vejo só o contorno. E mesmo assim tenho dúvidas se o que vejo foi o que aconteceu ou o que hoje imagino que tenha acontecido. Minha mente se encarregou de preencher os espaços em branco como achou mais conveniente.

Eu tinha um pouco mais de sete anos. Ou pelo menos é o que eu acho que eu tinha. Meu irmão tinha mais ou menos um ano. Só sei disso pela nossa diferença de idade. Tenho pena dessa memória fraca que eu envergo ao fim de (só) 23 anos. Bem que minha avó diz que quando eu chegar à idade dela (se eu chegar) estarei muito pior que ela.

Meu pai me chamou para ir ao play do nosso prédio. Como toda criança, fiquei muito feliz. Afinal, sempre adorei brincar com meu paizão. Ele insistiu em levar o chato do meu irmão mais novo. Eu reclamei, afinal ele sempre estragava as brincadeiras todas. Peguei na bola grande e ouvi:
- Hoje não é para levar a bola. Nem a bicicleta.
- Ah pai... Mas a gente vai brincar de quê então?
- Hoje a gente vai conversar.
- Que chato...

Eu não lembro como a conversa começou, mas lembro perfeitamente desse momento:
- Sabe aqueles dias em que o papai sai cedo para o trabalho e chega tarde e a gente nem se vê? Vai ser a mesma coisa, só que todos os dias.
- Tá bem.

Eu nem chorei. Sinceramente acho que nem entendi bem o que estava acontecendo. Nem lembro de ver meu pai fazer as malas. Nem sei se houve um beijo de despedida. Só sei que um dia meu pai estava lá e a partir de certa altura deixou de estar. E a partir de certo momento meu pai passou a ser visita em casa. Passou a tocar na campainha para entrar e a pedir licença à minha avó. E de repente vi meu mundo duplicar. Duas casas, duas festas de aniversário, dois natais, dois ovos de páscoa, duas famílias.

Criança é bicho engraçado... Eu queria com toda a força que meus pais estivessem juntos. E lembro de trancar o porta de casa e esconder a chave para meu pai não sair mais. E lembro de achar que se meus pais se beijassem estaria tudo resolvido. Então eu nunca deixava meu pai sair da minha casa sem dar um beijo na boca da minha mãe.

Esses esquemas nunca deram resultado cada um seguiu o seu caminho. Mas mesmo assim acho que todos foram felizes para sempre.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Gosto amargo

Ela tem um gosto amargo e se chama saudade.

Quintana, fala por mim hoje que me falta a inspiração. Ou será a coragem?

Amar
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.


Porque mesmo de olhos fechados eu vejo você... E mesmo que a minha voz calasse e que me faltassem as palavras eu encontraria forma de dizer que te amo. Ai como eu queria voltar a ser criança... Um joelho ralado é infinitamente mais fácil de curar que um coração partido.

domingo, 28 de outubro de 2007

Peito, Wonderbra e otras cositas más

E a série de sonhos malucos com o meu carro e com o meu ex foi interrompida por um novo sonho doido.

Essa noite sonhei que tinha ido ao circo botar silicone nos peitos. Peraí, não entendeu?! Precisa ler de novo? Sim, eu sonhei que fui ao circo fazer uma cirurgia para botar silicone nos peitos.

Não faz sentido? Eu sei. Mas sonho é sonho e a gente não manda neles. Ou vocês acham mesmo que se eu pudesse escolher eu iria sonhar em ir ao circo botar silicone?

Bom... Eu sempre fui uma mulher... Hummm... Digamos assim... Despeitada! Até que eu descobri o maravilhoso Wonder-bra! Aquilo é ótimo! Empina aquilo que a gente não tem e faz parecer que existe alguma coisa debaixo dos panos. Mas quando você vai ver é mesmo só a armação do sutiã que dá o efeito. Ilusão de ótica meus caros amigos! Nem David Coperfield seria capaz de uma mágica assim.

A desvantagem do wonder-bra é que ele é totalmente "fake". Só recomendado para aquelas noites em que não vai rolar uma pegada no peito.

Para começar o peito fica meio duro, como se você estivesse usando uma armadura em vez de um sutiã. É por causa daquelas almofadinhas. Aí o cara vai pegar e... Bem, digamos que não é legal. Porque peito tem uma consistência assim... fofinha. Aí com o "wonder" ele fica duro, é estranho.

Não sei se é cisma minha, mas acho que peito tem que ser fofinho. Não que eu entenda de pegar em peito... Acho que até hoje eu só peguei no meu. Quer dizer, eu levei com um peito na cara uma vez... Mas essa história vai ter que ficar para outro dia!

E como eu ia dizendo, o wonder-bra é mágico. Funciona bem quando você está vestida. E mal quando você está pelada. Porque você tira o sutiã e é caso para o cara dizer:
- Mas onde foram parar aqueles dois melões?
- Estão aqui meu bem!
- Onde?!
- Aqui. (Aponta)
- Ah... Isso? Pensei que fossem duas verrugas!

Portanto meninas, se vocês vão sair com um cara e prevêem que o sutiã vá sair também, recomendo que deixem o wonder-bra em casa. Se forem ficar bem comportadas, então levem o wonder e abusem no decote!!!


O efeito "wonder-bra"

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Natividad

Há uns que morrem pelos outros. Há outros que não morrem por ninguém.

Acho que vocês já ouviram falar da história de Natividad. O cachorro que moreu pela “arte”.

Se é que alguém consegue chamar aquilo de arte. Sinceramente, eu não entendo arte moderna. Me chamem de burra, limitada ou do que quiserem. Adoro o Renascimento, o Barroco e o Impressionismo, principalmente Monet. Para mim é isso é que é arte. Não entendo Miró e também não sei desde quando o sofrimento se tornou bonito de se ver.

Sim, porque eu não sei se vocês imaginam, mas aquele cachorro sofreu. Sem comida, sem água, sem oportunidade. Sou muito longe de defensora dos animais, abraçadora de árvores ou qualquer coisa parecida. Mas me chocou. Não gostei. Achei pura maldade.

Crueldade? Sim, muita crueldade. Ele quis dar uma opinião. Expôr um ponto de vista. E até acredito que seja uma opinião válida. De certa forma até concordo com o que ele disse. De acordo com a expressão do próprio artista, ele quis falar da hipocrisia. E que se o cão estivesse na rua ninguém se teria importado. É verdade? Sim! Quantos cães morrem de fome e você nem vê? Quantas crianças morrem de fome e você nem vê? Quanta gente morre na guerra e você nem vê? Quantos idosos morrem sozinhos em lares e você nem vê? Ele pegou a morte e esfregou na cara do mundo. A morte virou espetáculo para todo mundo ver. E o mundo não gostou do que viu. A morte é feia.

E agora vamos martirizar o cão, torná-lo numa bandeira. Será que isso impedirá os outros cães de morrerem? Não. Será que a partir daí construiremos um mundo melhor? Também não. Mas o que é certo é que o “artista” teve seus quinze mintutos de fama.

A ideia até poderia ser boa, mas ele não a desenvolveu da maneira correcta. Porque matar um animal só para provar uma tese não pode estar certo! Ou serei eu que estou muito errada? Desde quando a nossa sociedade se tornou permissiva a ponto de deixar a morte acontecer ao vivo? E, se é assim, até que ponto chegaremos? Alguém pode me dizer onde foi para o nosso senso de bem e de mal?

Essas coisas me assustam sabe? Pensar que estamos descontrolados. Pensar até que ponto vamos deixar acontecer passivamente, como meros espectadores da vida. E pensar na nossa evolução. Enquanto sociedade, enquanto seres humanos. Mau gosto, tortura, crueldade. Tenho medo que isso se torne banal. Onde estão os nossos limites?

Há uns que morrem pelos outros. Há outros que não morrem por ninguém.

Lamento te dizer, Natividad, mas a verdade é que você morreu em vão.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Não, nem tudo vale a pena!

Querido Pessoa,

Hoje tenho que discordar de você. Porque um dia você me disse que "tudo vale a pena se a alma não é pequena". E a minha não é, Fernando. Pode acreditar que não é.

Ontem:
Sair quase à meia noite para ir vê-lo. Uma hora e meia de caminho. Mentir para a polícia. Gastar 9 Euros em telefone. Se perder. Dormir dentro do carro.

Hoje:
Voltar correndo para casa às seis e meia da manhã. Tomar banho. Botar cara de feliz. Trabalhar. Olheiras até aos pés. Dor de cabeça. Dor nas costas. Sono. Muito sono.

Ele não apareceu, Pessoa... E ainda assim você acha que valeu a pena? Eu não!

Será que dói menos viver como Ricardo Reis e Lídia, que simplesmente sentavam à beira do rio e viam a vida passar? Sabe Fernando, eu queria ser a Lili, da "Quadrilha" de Drummond.

Mas a verdade é que hoje eu me sinto meio "José".

E agora?

Se chorei por amor foi porque amores tive para chorar...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Hoje é só conversa!

Ah, hoje éu quero falar de mim! E vai ser diarinho mesmo! Se não gosta leia o post abaixo que é sobre o “Tropa de Elite”. Ou então clique aqui (http://mulherhonesta.sites.uol.com.br/) e leia o texto maravilhoso da Ailin Aleixo que se chama: “38, o número da besta”. Ou então deixe um comentário dizendo que o post está uma porcaria e para eu tomar vergonha na cara e parar de escrever essas idiotices.

Esse tempo chuvoso é uma bosta. Me deixa com enxaquecas. Sem contar que esqueci a rede lá fora e ela apanhou chuva durante toda a madrugada. Ok, acho que está na hora de concluir que o verão acabou definitivamente e deixar a rede em “stand by” próximo mês de Maio. Grunf...

E por falar em “standy by”... Agora quem está em “stand by” sou eu. A espera que “ele” chegue. É como se o mundo tivesse perdido os sentidos. Sem cor, sem cheiro, sem gosto, sem música... A gente se fala todos os dias e isso só aumenta a ansiedade. Se eu pudesse eu dormiria por 8 dias.

E por falar em dormir... Tenho tido uns sonhos esquisitos com o meu carro e com o meu ex. Não! Não com os dois ao mesmo tempo. Uma vezes com o carro, outras vezes com o ex. É daquelas coisas que só Freud explica.

E por falar em ex... A minha casa está parecendo um campo de refugiados com todas as coisas que ele trouxe no sábado. Já guardei as roupas, agora falta o resto. E é tanta coisa... Como a gente acumula tralha numa vida né? Decidi que eu vou jogar fora tudo eu tenho mas que eu não lembrava que eu tinha. É porque se eu não lembrava que eu tinha é porque não faz falta. E se não faz falta não faz sentido guardar.

Mas agora mudando de assunto... Hoje tive mais uma prova de como o mundo é pequeno. E não é que aquele cara que combina perfeitamente com a mobília do meu quarto passou a prestar serviços na minha empresa?! Esbarrei com ele sem querer. Ficamos meio sem graça. Eu derrubei as folhas, ele deixou as chaves caírem... E a minha V. assistindo de camarote à minha “comédia da vida privada”. Hummm... Isso não vai dar certo...

E por falar em dar... Bom, essa história vai ter que ficar para outro dia! Ah, e Portugal às vezes me assusta. Ainda ontem recebi um telefonema de um colega. Vejam bem isso:

- Boa tarde fala a Ana.
- Sim Ana? É D, a C não está?
- Não Sr. D., mas É alguma coisa que eu possa ajudar?
- É só para avisar que eu vou chegar um pouco mais tarde. É que eu vou com o R levar a pica.
- O QUÊÊÊÊ?!?!?!?!?
- Vamos tomar a vacina da gripe.
- Ahn... Boa pica então!!!

Existem coisas com as quais eu não me acostumo mesmo com quase dez anos de Portugal... E uma delas é que pica quer injeção...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Vamos lá falar de coisas sérias

Me vi muito frustrada quando todos os blogs que eu lia falavam de um filme ao qual eu era completamente alheia. Isso de morar no fim do mundo tem as suas desvantagens. Pois bem, eis que 700Mb entraram no meu computador e me trouxeram de volta ao mundo civilizado. É gente, eu também vi o “Tropa de Elite”. Num fim de semana vi duas vezes.

O filme é complexo e eu não quis deixar de dar aqui a minha opinião. Em primeiro lugar acho que qualquer análise a este filme tem que ser bi-partida. O filme enquanto filme e o filme enquanto crítica social.

Enquanto filme é excelente. Me surpreendeu muito pela positiva. Depois do (simplesmente maravilhoso) “Cidade de Deus” eu estava a espera de um filme assim escuro, sangrento, violento e chocante. Mas não. E não adianta dizer que o filme é violento. Não é nada que a gente não esteja acostumado a ver nos enlatados americanos que fazem propaganda nacionalista. O filme é óptimo, as interpretações estão maravilhosas e a narração em voz-off faz as cenas fluírem muito melhor. Nesse ponto não tenho qualquer crítica.

Onde as questões se levantam mesmo é relativamente à crítica social. Sem dúvida o filme incomoda. Pela primeira vez se aponta o dedo às classes média e alta responsabilizando-os pelo tráfico de droga. E mais: o filme mostra que o BOPE mata. Assim, sem eufemismo e sem meias palavras. O BOPE mata, pronto! E é treinado para matar. E que, infelizmente, o Rio de Janeiro está em guerra. Mas é uma guerra estranha. Porque ninguém consegue dizer quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Não existe preto e branco, só cinza. Sinceramente acho que é uma guerra sem mocinhos. E, pelo menos por enquanto, sem final feliz à vista.

Será essa a solução para acabar com o tráfico e a violência? Não! Este Esta é uma solução tipo “esparadrapo”. Você estanca o sangue e espera que a ferida cure sozinha. Uma tentativa tosca de reolver os problemas. Mas, neste caso, o buraco é mais embaixo. A ferida não vai sarar assim. O esparadrapo vai ficar velho, vai cair e a ferida vai continuar sangrando.

A solução passa pela prevenção, não pela punição. Passa pela educação das crianças, pela criação de emprego, pela melhor distribuição da riqueza, pela melhor prestação de serviços públicos, enfim por um melhor Brasil. Será que a gente consegue?

sábado, 20 de outubro de 2007

A primeira boneca moderna

Quem é que não conhece a Barbie? Aquela boneca loira dos olhos azuis, turbinada e de cintura fina...? Que tem cerca de 328 anos e usa muito botox para disfarçar as rugas? Sim, essa mesmo.

Pois é... Nos anos 80 (eufemismo para não dizer "na minha época") essa boneca era uma febre. Acho que toda menina brincou de Barbie. E a Barbie é uma boneca muito instrutiva. Sim, a Barbie é a primeira boneca feminista da história.

Não entendeu? A Barbie inverteu o Génesis minha gente! Primeiro veio a Barbie, loura e esplendorosa. Aí um dia alguém se lembrou que ela precisava de uma marido. E só aí nasceu o Ken.

A Barbie virou modelo, actriz, juíza, bailarina exótica, foi passear na selva, competiu nas olimpíadas e até foi deputada. E o Ken? Alguém sabe me dizer a profissão do Ken? Ele tinha como única função ser o marido da Barbie.

Resumindo: enquanto a Barbie saía para trabalhar, para viajar e para passear com as amigas o Ken ficava em casa, ou melhor, na casa da Barbie cuidando do corpinho para acompanhar a gostosona da mulher.

A Barbie teve casa, carro, salão de cabeleireiro, loja de conveniência e até foi dona de boate. E o Ken? Ele só ficava lá, com aquele sorriso bobo e cara de bundão. Até os filhos eram da Barbie!

Pra mim o Ken foi o primeiro marido frustrado da história. E então esolveu se vingar! Fundou a sua religião: o islamismo.

Como vocês não sabiam que o Ken e a Barbie eram muçulmanos?! Isso sempre foi tão óbvio! Quer uma prova? Quantas Barbies você tinha? Eu tinha 6. E quantos Kens? Eu só tinha um. Entendeu agora? Pois é... Ele fundou o seu harém particular.

Mas a vingança da Barbie não tardou... Apesar de ter aquela mulherada toda o Ken não podia fazer nada.

Ou vocês nunca repararam que o Ken era eunuco???

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

No, I'm coming to you

Eu sei... Exagerei no romantismo... Mas "ele" me deixa assim... Fazer o quê?

É horrível viver em contagem decrescente. Os dias que faltam até ao fim do mês, as horas que faltam para sair do trabalho, os minutos que faltam para apanhar o trem, os segundos que faltam para te ver...

Quatro meses de curso de italiano foram bastantes para dizer, na hora certa:
- Possiamo prendere un caffé insieme?

Vinte segundos foram precisos para mudar o meu dia:
- Are you coming to Lisbon?
- No, I'm coming to you!

E foi só preciso um segundo para lembrar de nós. De tudo sobre nós.

De como Lisboa tinha outro cheiro, outra cor quando você passeava comigo... De como o Francesco e a Vittoria teriam sido lindos... "Com os meus olhos, mas com o teu olhar"... De como você ia aprender português porque às vezes eu canso de falar outras línguas... E de como... Ai... Tanta coisa que veio assim, de repente...

Lembrei até de como tudo acabou. No aeroporto. Onde tudo sempre acaba. Lembrei do gosto amargo do último beijo, da tristeza do último abraço. De como eu achei que a gente nunca mais ia se ver.

E eu voltei para casa pensando em Vinícius, em quem eu penso sempre depois da paixão: "Que não seja eterno posto que é chama...".

Agora vai ser infinito de novo.

E você se pergunta por que eu nunca falei de ti? Egoísmo. Eu queria você só para mim. Como uma lebrança, um segredo gostoso só meu. Mas hoje você não é mais uma lembrança. Hoje você é uma promessa.

Amanhã você será uma realidade.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Eu tirei foto e tudo!

Dessa vez ela era enorme!!! Eu juro!!! E tenho fotos para provar! Sim, porque eu sou daquelas que mata a cobra e mostra o pau! Nada de história de pescador!

Ainda tenho bem gravada na memória a primeira vez que a vi. Foi ontem à noite. Eu estava na cama lendo e senti que estava a ser observada. Era ela. Me olhava em silêncio, me estudava... Quando a vi fiquei petrificada. Todo o meu corpo estremeceu.

Agarrei no telefone para telefonar para pedir ajuda. Eu não tinha coragem para a enfrentar sozinha. Bradei aos céus contra meu divórcio e a solidão do meu apartamento.

Pensei em ligar para a minha mãe. Mas ela não poderia me ajudar. Pensei em ligar para ele. Mas eu sabia que ele não viria. No desespero quase liguei para o ex, mas depois da última (má) experiência desisti.

Quase apelei para o vizinho, mas imagina tocar a campainha dele e dizer:
- Oi, precisava de uma ajuda na minha casa...
- Ah, o que?
- Precisava que você fosse lá dar uma chinelada na minha aranha...

Ok, essa hipótese foi logo afastada. Então pensei em ligar para o corpo de bombeiros, para a polícia de choque, para o exército e até para um pai de santo... Mas vi que estava sozinha.

Era matar ou morrer, mano a mano.

Comecei por uma abordagem carinhosa:
- Senhora Dona Aranha, você se importaria de abandonar o meu lar?

A safada fingiu que não ouviu. Segunda tentativa:
- Sua maldita! Sai desta casa que não te pertence!!!

Nada... Talvez ela não fale português. Terceira e última vez:
- Dear Miss Spider, would you mind to leave my apartment? It's small and I really don't want to share my bed with someone I don't know. And... you see... We're haven' really met yet. I'm Ana, by the way... What's your name?

E ela nem se mexeu. Hora de partir para o ataque! Ou sai a bem ou sai a mal!!! Mas antes... Vou tirar uma fotografia! Para provar que ela era mesmo grande. Imagina o ridículo da situação: eu, sozinha em casa, tirando fotografia de uma aranha antes de matá-la. Se parar para pensar é até meio sádico.

Subi numa cadeira e mandei ver no inseticida. Depois ainda a esmigalhei com a vassoura. Bem feito! É para ver que comigo não se brinca. Agora ela jaz no lixo do banheiro enrolada em papel higiênico.

Ah, agora querem ver a foto, né? Olha ela aqui!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Trevas

O dia virou noite, mas hoje a noite não virou dia.
Hoje não fez sol, mas eu aprendi a brincar com as trevas.
Depois choveu, e eu tive que saber rolar na lama.
Todos se foram, e eu fui forçada a encarar a solidão e o silêncio.
E até nevou, por isso costurei meu prório casaco.
Na guerra eu fabriquei as minhas armas.
Curei minhas feridas, segui na frente de batalha.
E veio a miséria, a praga e a doença.
Eu superei, sobrevivi, ultrapassei.
Nem a fome me incomodou porque eu me alimentei de mim mesma.
Eu só chorei uma vez.
Foi quando você partiu...
...meu coração.



Ouvindo "Release" dos Pearl Jam

domingo, 14 de outubro de 2007

Dia das Crianças

- Minha filha o que você quer de dia das crianças?
- Eu quero um desse aqui ó!
- Mas... Minha filha... Você ainda é muito nova para ter um desses...
- Pô mãe... Eu já estou na quarta série... Por que eu não posso ter um celular?!
- Ahn?! Celular?! Que celular?!


Tá bem, eu sei que é difícil passar do olhar "eu vou te comer" do Beck, mas eu juro que tem um celular escondido nessa foto!!!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O príncipe do pé descalço


Eu sou daquelas que acredita que o “príncipe encantado” pode ser encontrado a qualquer hora, em qualquer lugar. Até às oito da manhã, no trem a caminho do trabalho.

Levantei os olhos do chão para ver a paisagem. E que paisagem que estava na minha frente... Ui... Até olhei de novo para ver se não era alucinação da minha mente sonolenta. Cabelos castanho claros, olhos cor de mel, mais ou menos 1,80m bem divididos num corpo escultural. A primeira coisa que me ocorreu foi: “Nossa, esse homem combina perfeitamente com mobília do meu quarto...”.

A luz do trem diminuiu e começou a tocar “Hotel California” dos Eagles de música de fundo. Continuei a avaliar a situação. Humm... Lindo, bem vestido... Camisa da Zara, calças da Salsa, e sapatos...

MAS QUE PORRA É ESSA?!?!?!?!

Ele estava calçando aquelas sandálias “Croc”. HOR-Rí-VEL!!! Para quem não sabe, são essas aqui ó!



Eu até acredito que essas sandálias devam ser super confortáveis e até ficam bem nas crianças, mas nunca no homem que eu escolher para ocupar a vaga de “futuro genro de mamãe”.

Imediatamente a música de fundo terminou, voltamos à luz natural das 8 da manhã e o mundo deixou de girar em câmera lenta. Eu não sei quem inventou essas sandálias, mas pelamordedeus!!! Foi alguém que quis acabar com o tesão do mundo. Elas são altamente brochantes. Um homem que usa esse calçado tem tantas chances de me levar para a cama como eu tenho chances de desfilar de biquíni na São Paulo Fashion Week.

Acho que esse sapato só perde, no ranking das coisas brochantes, para a dupla “pau duro e meias”. Existe coisa mais ridícula que o homem ali peladão, em ponto de bala, e de meias?! Nossa... Ninguém merece né?! Custa perder 10 segundos e botar os pés de fora?

Isso é um assunto muito sério minha gente. Deviam haver leis proibindo que as pessoas transassem de meias.

Para terminar, deixo aqui a frase que será o slogan da minha campanha anti-meias: "Na cama só use uma peça de roupa: a camisinha!"

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Senhor Raposo

Sentei num bar depois do trabalho e pedi um café preto. Comecei a rabiscar o que seria este post. Fui interrompida por um arrastar de cadeira. Levantei os olhos e ele perguntou:
- Posso me sentar com você?

Sem me dar tempo para responder ele sentou-se à minha frente.
- Você se importa que eu fume?
- Er... Não...
- Por que você não matou a Adelaide?
- Quem?!
- A Adelaide, a suicida que ia tomar os remédios...
- Foi ela que decidiu viver... Acho que todo mundo merece uma segunda chance.
- Mas ela merecia morrer! Que mulherzinha chata, sem sal, sem conteúdo...
- Ah... Não fala assim... Eu gostei dela!
- Vá, admite... Você não teve foi coragem deixá-la morrer!
- Hummm... Talvez... Sabe, eu gosto da vida. E meus personagens são como se fossem meus filhos...
- Você é covarde!!!
- Mas quem é você? E quem te deu o direito de falar assim comigo?
- José Inácio Raposo, muito prazer. Li o seu blog e achei muito fraquinho... Falta emoção, drama... Você realmente deveria ter matado a Adelaide.
- Escuta aqui Senhor Raposo... O blog é meu e eu escrevo o que eu quiser, como eu quiser e quem manda ali sou eu! Se não gosta é fácil, não lê!
- Ui... Tão autoritária... Agora ficou irritadinha foi? Se você tivesse mesmo essa força toda a Adelaide estava comendo grama pela raiz!
- Chega!!!

Perdi a paciência! Levantei-me, virei a mesa, abri a minha bolsa e tirei de lá o meu revólver. Dei dois tiros no tal Senhor Raposo. Paguei o café e fui embora. Pronto, não matei a Adelaide mas despachei esse aí. Espero que ele esteja satisfeito agora.

----XXX----


Duas semanas depois, Hospital de Santa Maria em Lisboa.

Abriu os olhos, viu a enfermeira. Perguntou:

- Desculpe Senhora, mas onde eu estou?

- Ohh!!!! Você acabou de acordar de um coma! Que maravilha! Você está se sentindo bem?

- Hahaha!!! Eu sabia que aquela mulher não tinha coragem para me matar...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Os sonhos não mudaram

Um dia você percebe que os teus sonhos não mudaram. Você é que deixou de acreditar neles.

Por quê? Medo. De falhar, de não dar certo, de se desiludir. E aos poucos você vai diminuindo seus sonhos, adaptando-os, tornando-os mais realistas, mais palpáveis, mais possíveis. Assim é mais fácil. Você vai realizando pequenos projectos e sente que assim está cumprindo os seus objectivos.

Pura ilusão! Porque afinal você continua querendo ser feliz para sempre. Só que você se contenta em ser feliz só até amanhã, até ao fim de semana, enquanto for dando... Desde de pequena eu ouço dizer que “quanto mais alto, maior a queda”. Parece que nós somos educados para sonhar baixinho.

Que sociedade conformista é esta que estamos criando? É isso que queremos para os nossos filhos e netos? Que eles deixem de acreditar? É isso? Estamos reduzidos ao realismo e à praticidade da vida quotidiana?

É assim que, aos poucos, vamos nos tornando mais medíocres. Uma geração sem força de vontade, sem ideais.

Pois bem. Eu não vou me conformar! Não vou deixar cortarem minhas asas. Vou continuar voando bem alto, sonhando e acreditando.

Porque só assim é que a gente consegue ser feliz para sempre.