domingo, 9 de dezembro de 2007

Voltando à programação normal do Blog

Eu tinha combinado de sair com uma amiga para jantar, afinal já há muito tempo que não estávamos juntas. E aquilo que era para ser uma "girls' night" foi por água abaixo quando ela perguntou:

- Você se importa que eu leve o Bira?
- Não, já estou acostumada a segurar vela mesmo.

Gente, parece sacanagem, mas desde que eu me separei TODAS (e mesmo todas) as minhas amigas arrumaram namorado. Mesmo as mais baladeiras. Azar hein?! Quer dizer, sorte a delas... Bom, mas a verdade é que de uma hora para outra me vi sem amigas solteiras.

- Ah, e o Bira vai levar um amigo.

Pronto! Era só o que faltava para a "girls' night" virar um "girl's nightmare". Eu já disse trocentas vezes que odeio esses "blind dates". Custa entender que eu não estou encalhada?!

E lá fui eu, muito contrariada, para o jantar. Quando me apresentaram para a criatura me senti um pedaço de carne em exposição.

O rapaz até era passável, mas sabe aqueles dias em que você simplesmente não está a fim?

Fiquei lá conversando com a miha amiga e nem dei pela presença da múmia paralítica. Eu acho que ele estava tentando imitar um surdo-mudo ou assim. Pensei que ele estivesse tão chateado com aquele arranjo como eu. Afinal, se ele fosse "parte interessada" no negócio se mostraria, de facto, interessado.

Lá para o fim da noite eu tirei o palitinho menor e tive que levar o "amigo" para casa. Como eu não sabia onde ele morava, perguntei na maior descontração:
- Então, para onde nós vamos?
- Para onde você quiser, gata...
(Pronto, fudeu!)

- Eu quero te deixar em casa. Onde você mora?
- Na Pontinha.
- Ok, como eu chego lá?
- Não sei.
- Como assim você não sabe? Deixa para lá, vou procurar no GPS. Me diz o nome da tua rua.
- Ah, isso eu também não sei...
(recita o mantra: senhor, dai-me paciência)

- Então tá. Eu boto aqui o nome do bairro e quando a gente chegar lá você se vira, tá?

Finalmente escontramos a casa da criatura. Mais ou menos por trás de onde Judas perdeu as botas. Ele perguntou se eu não queria subir e eu, educadamente, disse que não.

E eis que ele faz a pergunta da noite:
- Posso te dar um beijo?

E aí está a desvantagem de ter um SMART. O carro é pequenininho, os 2 passageiros vão quase colados um no outro, portanto quando ele veio se aproximando de mim eu não tive como me esquivar, ou dizer que não. Arrrgh... Fui beijada. O "nightmare" estava completo.

Educadamente disse-lhe que estava atrasada e que tinha que chegar cedo em casa porque precisava arrumar a gaveta das meias por ordem alfabética e que isso tinha que ser feito antes das 2hs da manhã.

E o pior é que ele acreditou...

4 comentários:

Rharry Belloti disse...

Hhahaha, mas não esqueça...as coisas poderiam ser piores, por exemplo; ele podia ter bafo; pedir seu telefone; te amarrar e fazer você ir ao apartamento dele pra "tomar um café". Viu, você é uma garota de muita sorte!! Beijo.

Kemp disse...

Esse final é o melhor de tudo:
Educadamente disse-lhe que estava atrasada e que tinha que chegar cedo em casa porque precisava arrumar a gaveta das meias por ordem alfabética e que isso tinha ...
Bjos

Larissa Bohnenberger disse...

Bah, põe nightmare nisso!
Não adianta, encontro às escuras é sempre um constrangimento!
Agora, essa coisa de que quando se está sozinha todas as amigas estão casadas, é a mais pura verdade e conspiração do universo contra a gente. E o contrário também acontece: vc está casada e aí todas as suas amigas estão solteira e curtindo. Coisa daquele senhor, o tal de Murphy!
Gostei muito do blog!
Bjs!

Olly disse...

Oi Aninha...

Amei...

Beijos
bruna ( o blog da amelia)