sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

José

Dizem que tudo na vida é um grande aprendizado e que todos os dias podem trazer novas lições. Até naquelas noites em que você exagera na bebida, que passa vexame e que, pela primeira vez em vinte e sete aninhos, alguém tem que se encarregar de te levar para casa.

Mesmo aí dá para aprender alguma coisa. Não, não é "nunca mais vou beber desse jeito". Ok, isso também. Mas a grande verdade que eu descobri nessa noite é que, se você está insistindo em abrir uma porta que não cede de maneira alguma, ou você tem a chave errada, ou você está na porta errada. Nesta situação é preciso rever os parâmetros e efetuar uma mudança que não será necessariamente da menor coisa, ou da que dá menos trabalho a ser alterada.

Às vezes o que está errado é aquilo que está bem na nossa frente, que parece impossível, por ser tão familiar e porque o tomamos como óbvio, certo e garantido. Mas basta dar um passo atrás e olhar com atenção para descobrir que, durante todo esse tempo, segurávamos a chave certa no lugar errado.



Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
[...]
José, e agora?

1 comentário:

O sofrologista católico disse...

Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.