sexta-feira, 9 de setembro de 2011



Vinte e dois anos depois ela ainda continua usando arquinho vermelho para enfeitar o cabelo. Continua achando que o seu pai é o melhor do mundo. Mantém o sorriso de moleca - porém agora com mais dentes. Ainda faz birra para cortar o cabelo. Não perdeu a mania feia de roer unhas, por muito que a sua avó a tenha ameaçado de pôr pimenta nos dedos.

Fica sem dormir na véspera do aniversário, para acordar logo e receber presentes. E ainda perde o sono se estiver feliz. Se rói toda por dentro para guardar segredos (mas guarda-os) e morre quando ouve de alguém: "tenho uma coisa para te contar". Continua ficando com as bochechas rosadas quando mente. Nem consegue disfarçar a alegria, embora a tristeza ela tenha aprendido, com o tempo, a maquiar.

Porém não consegue, ainda, esperar as datas dos aniversários e outras datas oficiais para dar presentes. Nunca gostou de ver a felicidade adiada.

Vinte e dois anos depois ela escreve, e acha que esse seria um texto ótimo para publicar num aniversário, mas essa ansiedade que teima em permanecer com o passar dos anos, a compeliu a publicar isto hoje.

3 comentários:

mari disse...

duas bonecas **

Tati disse...

E é tão bonito, tão honesto, que a pessoa aqui não aguenta e deseja feliz aniversário antes do aniversário para a menina do arquivo vermelho!Que todo dia seja assim essa "belezura"!
Como é bom ler textos-verdades assim!!!
Bjs =)

Larissa Bohnenberger disse...

Hehehehehehe! Apressadinha! ´´E incrível como a carinha continua a mesma!!! Bjs!