domingo, 3 de maio de 2009

Mãe, só tem uma!

Hoje é dia das mães aqui em Portugal. E por isso eu resolvi falar da minha tia. Sim, porque quando eu era criança a minha mãe pedia para eu chamar ela de tia na rua.
Para não parecer velha, sabem? Menos quando a gente ia para Natal, porque aí ela pedia para chamá-la de "mainha" que ela achava fofo.

A minha mãe é a prova viva de que as pessoas com 50 anos de hoje não são mais como as pessoas de 50 anos de antigamente. Ela faz aulas de bateria e toca numa banda de rock com o meu padrasto e os meus irmãos. Ela começou a fazer karatê há cerca de 7 anos e hoje é quase faixa preta (em Junho ela vai fazer a prova).

É geminiana e faz jus ao signo. Muda de opinião, de ideia e de tudo o que for possível mudar num piscar de olhos. Foi graças a isso aprendi a lidar com todos os tipos de humor que um ser humano pode ter. Só uma coisa que não muda: o sarcasmo. E isso acabou virando marca registrada da família. Naquela casa qualquer vacilo vira motivo de zoação. Nem vovó escapa.

Sempre foi uma péssima dona de casa. Me deixou como herança genética a falta de jeito com as mãos. Sabem aquelas pessoas que deixam tudo cair, se queimam no fogão, erram a pontaria da panela mas acertam sempre a quina dos móveis com a testa?! Pois é. Aliás, a minha falta de jeito na cozinha nem tem a ver com o não saber cozinhar. É mesmo um problema de falta de jeito em geral.

A gente nem sempre se deu bem. A minha aborrecência rendeu-lhe alguns cabelos brancos. Verdade seja dita, só começamos a nos entender bem depois que eu tive a minha própria casa. Mas a culpa é dela, por ter criado filhos que não acatam tudo que lhes é dito, que lutam pelo que acham certo e que correm atrás do que querem.

Por isso e por muito mais desejo todos os dias felizes para todas as mães do mundo, mas especialmente para a minha.

3 comentários:

Mary disse...

Vocês são a cara uma da outra! Parabéns para ela.

beijoss

Val disse...

Que fofo o texto. Disse tudo, sem ser melosa... PS: Sou baiana e sempre quis chamar minha mãe de "mainha", não sei porquê nunca consegui. Bjokas.

By Mari Molina disse...

Olá Analu,

Complicada essa relação mãe e filha na adolescência, não é? Ainda bem que tudo passa...