sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Crônica do anti-amor

Por hoje podem deixar as crianças na sala. É que eu resolvi falar de amor. Não, nem adianta começarem a suspirar. Na verdade, vou falar de "não amor".

Eu tenho ódio dos estúdios hollywoodianos que inventaram essa história de "amor da minha vida". Não é que eu não acredite no romance e no amor. Eu acredito. No entanto, é essa história de "amor da vida" que não me passa pela goela.

Uma vez um cara terminou comigo porque, segundo ele, ele ficou muito desapontado quando me perguntou se era o amor da minha vida e eu respondi um honesto e categórico: "não sei".

Tudo bem, não era o que ele queria ouvir. Mas é a mais pura verdade. Porque vocês me digam: como é que uma pessoa de 24 anos sabe se encontrou o amor da vida?!

Saber quem é o amor da sua vida só é possível em duas ocasiões: ou você já viveu toda a sua vida e consegue olhar para trás e ver, dentre todas as pessoas com quem você esteve, qual delas foi o amor da sua vida; ou então você já esteve com todas as pessoas do mundo e consegue dizer qual delas seria "a tal".

Fora isso, é impossível! Há sempre amanhã, há sempre alguém esperando numa esquina. E aí é que está a beleza do amor. É saber que, por mais um dia, você quer voltar para casa e estar com "ele". É estar um dia mais perto de chegar à conclusão que ele é mesmo "o cara".

Declarações de amor eterno não são mais do que a expressão que naquele momento, num dado instante, eu sinto que poderia passar o resto da vida com o outro. Porém, nada me garante que amanhã eu sentirei o mesmo. O mundo muda, nós mudamos. Todos os dias morrem células e nascem outras novas no lugar. E será que esse novo "eu" sentirá as mesmas coisas? Só vivendo para saber.

Por isso é importante que o romance esteja sempre presente. Porque o outro precisa saber que aquele amontoado de órgãos, coberto por um tecido que se renova diariamente, continua sentido o mesmo e querendo o mesmo: Para sempre... Pelo menos por hoje.

9 comentários:

outrocantinhomari disse...

ora nem mais ... perfeita descrição :) :) e que, ao invés de desejar um amor para sempre, saibamos amar no presente ...
bijinho* e bom f-d-s

#Marcelo disse...

Por que anti-amor? Quanto rancor! xD
Amei seu blog! ^^

Val disse...

Da próxima vez q alguém te perguntar, responde assim: "Da minha vida até aqui". Talvez cole e vc não perca o namorado por isso. bjos. hehhehe

BarelyEly disse...

para sempre... pelo menos hoje... gostei muito da sua sinceridade é isso aí, concordo contigo, mas vai q existe isso de amor da vida e tals ai eu acredito também só acho q não dá pra ficar esperando né tipo... com um só. abraço.

MaxReinert disse...

Pois.....

Que seja infinito,
enquanto dure!

By Mari Molina disse...

Tem aquela história... quando demoramos a dizer "sim" ou explicamos demais, é porque a resposta deve ser negativa. Não se culpe por isso, afinal as incertezas, inseguranças, dúvidas, fazem parte da nossa vida, certo?!

Larissa Bohnenberger disse...

Assino embaixo!
É que as pessoas não conseguem manter um mínimo de racionalidade quendo estão apaixonadas. A gente sempre tem a impressão de que é pra sempre, naquele momento. Mas como diria Renato Russo, "o pra sempre sempre acaba", e não há o que fazer em relação a isso. Mas eu acho que as pessoas preferem se iludir! Tudo bem então!
Bjs!

Bruno disse...

Concordo com vc. Amor é mais ou menos como a letra "hoje" do J. Quest e não como o final dos contos Disney, "eles viveram felizes para sempre".

bjs

Dedinhos Nervosos disse...

Eu concordo com vc. Sempre sabemos que é o grande amor até ali, onde estamos. Como vamos saber o que acontecerá daí a 1 semana? 1 mês ou 10 anos?