quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um pequeno passo para o homem...

Porque terça feira é dia de Roda de Choro em Lisboa, eu me vesti toda linda com meu salto plataforma de 10 centímetros para dançar a noite toda.

Só que não rolou. Uma coceirinha chata no pé esquerdo fez com que dançar não fosse uma tarefa agradável. Dizem que quando a mão coça é dinheiro. Fiquei o resto da noite desejando que isso valesse para o pé também.

Bom, dinheiro eu não ganhei, mas ganhei três cervejas grátis. É o que dá não dançar e ficar ali perto do bar de bobeira. Decidi que coceira no pé esquerdo não quer dizer dinheiro, mas sim cerveja.

Tudo bem, fui para casa menos dançante mas mais bêbada.

Acordei para uma Lisboa chuvosa, com relâmpagos e trovões em pleno verão. Virei para o lado e voltei a dormir. Coisa mais gostosa é dormir quando o mundo se acaba lá fora. Acho que quando 2012 vier com o apocalipse, eu vou ficar ali toda feliz debaixo do meu cobertor de bolinhas cor de laranja.

A coceira no pé e a chuva tinham passado, mas a primeira deu lugar a uma bolha que doía. Merda, e logo hoje que eu tinha que mostrar Lisboa a uns canadenses. Andar com isso vai ser trevas. Mas, a girl's gotta do what a girl's gotta do... Por isso, calcei os meus tênis de corrida e umas meias bem grossas.

Andar por Lisboa com aquilo foi um verdadeiro calvário. Deve ter sido a vingança por ter feito xixi atrás igreja na madrugada de terça. Mas a culpa foi das cervejas grátis que me deram e da falta de um banheiro decente no bar. Por causa da experiência hippie na Tomatina, já me habituei ao banheiro público. Arrgh, tenho mesmo que exorcizar esse ser exu riponga que baixou em mim.

Enfim, acordei hoje e vi que a bolha tinha se transformado num pequeno planeta com atmosfera própria, sentado bem no meio do sistema solar do meu pé. Tocar com o pé no chão tornou-se doloroso. Andar de saltos altos, impensável. Mas logo hoje que eu tinha uma entrevista de emprego. Oh merda! Realmente a história do castigo divino funciona. Mas por que raios eu fui me aliviar atrás da igreja?!

Como é óbvio, botei o salto alto e estacionei quase em frente ao local da entrevista. Fui pulando num salto só até o prédio, onde substituí estilo saci-pererê por um mancar politicamente correcto.

Saí da entrevista directo para a casa de mamãe. Se alguém iria acabar com o pequeno planeta era ela. Ahhhh, ela cansou de tirar bicho do pé quando eu era pequena... Que diferença mais 20 anos fazem?

Ok, aparentemente devem fazer bastante diferença, visto que mamãe não quis acabar com a minha bolha. Tudo bem que eu sou filha, mas acho que ela teve medo que o Alien saísse do meu pé.

No entanto, mãe é mãe e ela levou-me a uma clínica. Agora imaginem a sitação: euzinha, sentada numa cadeira com os pés para o alto, morrendo de dor. Mamãe segurando a minha mão porque, nessas horas, 20 anos não fazem qualquer diferença.

Acabou que a bolha não era uma bolha. Foi uma mordida de alguma coisa que infectou. Sim, blerrrgh! O estrago foi grande, porque foi preciso fazer uma micro-cirurgia pra me livrar daquilo. Nada de especial, mas doeu até não poder mais. Agora e tenho que estar em repouso e não forçar o pé. Vocês bem podem me invejar, porque eu tenho uma descupa para estar de pernas para o ar!

Literalmente eu não sei que bicho me mordeu, mas espero que não tenha sido nenhuma aranha radioativa. Contudo, pelo sim pelo não, deixo já o aviso: se me virem subindo paredes, não é pela falta de bofescândalos, tsá?!

6 comentários:

Seu Zé disse...

É osso o que uma coceira pode fazer, estragar uma noite de curtição, infelizmente acontece

Mary Fahur disse...

Menina, toma cuidado! Eu li uma reportagem sobre um flesh eating bug (inseto comedor de carne fica tão feio!) que era assustadora!

(isso que dá assistir muito House, a gente fica querendo descobrir o problema dos outros)

beijos!!

Bruno disse...

Coceiras a parte, como foi na entrevista?
Bjs

Larissa Bohnenberger disse...

Ahahahahahahahah!
Foi bom o aviso, porque era justamente o que eu ia pensar se te visse escalando uma parede... rssss!
Tem horas que a idade da gente não importa, queremos a mamãe! Há um tempo atrás tive que remover toda a unha do dedão do pé esquerdo, pois tava tomada de fungo e encravada e infeccionada... quando minha mãe foi me ajudar a trocar o primeiro curativo, eu chorava que nem um bebezinho, de dor e de choque de ver o pobre dedo fininho, fininho... e minha mãe tentando me acalmar e chorando junto comigo! Foi lindo de ver. Rssss!
Bem, espero que pelo menos aproveite o breve período de pernas para o ar! E nunca mais faça xixi atrás da igreja, ok?
Bjs!

By Mari Molina disse...

Analu,

Desejo que te recuperes rápido.
Mas e quanto a entrevista? Tiveste sucesso?

An@Lu disse...

a entrevista correu bem, mas a oferta não era assim muito boa. vou continuar procurando!