domingo, 20 de dezembro de 2009

Sobre o esquecimento

Eu já não penso nele. Quer dizer, essa frase é uma contradição em princípio. Porque falar disso faz-me pensar nele.

Mas é um pensar frio, de uma lembrança distante. Daquele tipo que não vem agarrado a um monte de [res]sentimentos. Lembro dele como quem lembra do que fez no verão passado. Lembro que foi divertido, mas acabou e mal posso esperar pelo próximo.

Não é que eu não tenha sentimentos. Tenho-os numa intensidade desmesurada. Por várias vezes me sabotei na tentativa de o tirar de mim. Mas finalmente entendi existirem pessoas que, quando já não estão dentro de você (metafórica e literalmente), perdem todo e qualquer interesse.

Por isso cansei de sentir pena de mim por não estar com ele. Porque eu gosto de mim. Moderadamente, é certo. Mas o suficiente para me aturar sozinha sem ter de impôr a ninguém o dever de me partilhar.

3 comentários:

Larissa Bohnenberger disse...

Uhuuuuuuuuuuu!!!!
Muito bem, muito bem, muito bem!!!

Tita disse...

Exorcisa o demónio do seu corpo mulher!!! Uma e outra vez... mal não faz! ;)

Bia disse...

Às vezes (ou quase sempre), passo horas na net passeando por blogs. Às vezes acho algum legal, muitas vezes não. Gostei do seu, em especial deste post em que eu pude ler o que estou sentindo no momento. Muito bom quando isso acontece!rs.