domingo, 6 de dezembro de 2009

True lies

Todo mundo sabe que celular na mão de bêbado vira arma. Eu, tendo um nome começado com a primeira letra do alfabeto, já sofri muito com isso.

Porque depois de se virar quatro ou cinco copos, você encontra um ser estranho no bolso. Descobre, com a alegria de quem inventa a roda, que se você apertar uns botõeszinhos aquilo começa a falar do outro lado.

O chato é que essas descobertas são sempre feitas em horários esdrúxulos, como três e cinquenta e um da manhã. Aí você vai meio cambaleante até ao telefone achando que é alguém em combustão espontânea precisando de auxilio.

Depois de entender que é só alguém que ligou pra dizer que te acha "mó legal" e "manera bagarai", você desliga, desejando que o bêbado entre em combustão espontânea. Só pra garantir o resto da noite de sono, sabem?

Como eu ando sempre na penúria do telefone pré-pago, meus amigos não correm esse risco. O problema é que eu depois chego em casa alegre, sincera e com o computador à mão. Pronta para gritar para o mundo tudo aquilo que eu sinto, ou acho que sinto, ou que a vodka me leva a sentir.

A desvantagem disso é que, uma vez que você escreve alguma coisa, não tem como voltar atrás. O bonito, mesmo que esteja offline, vai receber a mensagem. E vai descobrir que houve um ponto da sua noite onde você realmente achou que o vosso DNA misturado geraria um filhote lindo.

É aí que vem aquela dúvida: "Mas será que eu ligo para explicar que não é bem isso? Não.. Melhor deixar quieto". E se engana: "Porque pode ser que ele não tenha visto."

Por essas e por outras que eu defendo o computador com bafômetro. Daqueles que, em vez de pedir senha, você sopra no balão. O acesso à internet ficaria então condicionado ao nível de álcool no sangue. E, em último caso, você seria obrigado a jogar Freecell até o nível estabilizar.

Esta sim seria a invenção do século, evitando muito constrangimento por este mundo fora!

3 comentários:

Valquiria disse...

hahahahahahahahaha
Não paro de rir.
Li pra todo mundo que tava ao meu lado, leia-se: marido, mãe e pai.
Que ideia óteeeema. Tem que patentear urgente!
Bjs

chrisdark disse...

Verdade o pc com bafometro evitaria muitos constragimentos e ainda não queimaria tanto o filme do bebado aushaushauhsuasa
passa la no meu blog
http://infortunio-dark.blogspot.com/

Larissa Bohnenberger disse...

Xiii, menina, eu já fiz cada coisa com o celular, enquanto bêbada... já fui pro banheiro da danceteria ligar pro meu ex, que já namorava a atual esposa dele... só pra dizer que eu ainda amava ele apesar de tudo. A minha sorte foi o telefone estava desligado. Imagina acordar a criatura às 4 da madruga, fazer uma declaração de amor, com a atual dormindo ao lado na cama? Fora os milhares de amigos que receberam mensagens minhas dizendo "Tipo, te cunxideeeero" ou "Por que tu num foi? Xóóóó faltô tu lá". Rsssss!
Um horror! Ainda bem que agora eu virei menina séria, não pago mais esses micos.

Bjs!