sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Just Married!

Sábado foi o casamento minha Joaninha. Uma das primeiras pessoas que eu conheci em Portugal, há onze anos. Tínhamos uma amiga em comum que nos apresentou. Foi ódio à primeira vista. Eu achava ela muito “indie” e ela me achava patricinha demais. Mas, como nós duas éramos amigas da Marina, tínhamos que nos aturar. Até que um dia a nossa amiga comum pegou um menino que eu gostava e eu deixei de falar com ela. Sim, é infantil. Mas eu tinha 15 anos, ok? Uns tempos depois a Joana também acabou brigando com essa menina por um motivo que eu já não lembro.

Já estávamos tão habituadas à presença uma da outras nas festinhas que começamos a sair juntas, mesmo sem a amiga em comum. Acabamos nos conhecendo melhor. Afinal a Joaninha era, de facto, bastante “indie”, mas não deixava de ser uma pessoa maneira pacaraleo. E eu... Bem, de facto era um pouco “paty”, mas isso foi antes de virar An@Lu.

Por causa de uma viagem a Sevilha, a Joaninha e eu deixamos de nos falar por 6 meses. Isso durou até a gente se encontrar numa festa, onde ela me agarrar pelo braço, me botou sentada na frente dela e disse:

- Vamos lá acabar com essa bobagem de andar brigadas.

Depois veio a faculdade, vieram os namorados, as bebedeiras (as minhas, porque a Joana sempre foi certinha demais) os amigos novos e, por fim, os empregos. Ela foi passar 6 meses estudando no Japão e outros 6 em Londres. Nessa altura eu estava comprando casa e não pude visitá-la. Tudo isso acabou com que nós deixássemos de nos ver com tanta frequência. Apesar de não sermos aquelas amigas que dão nojo por estarem sempre grudadas, somos inseparáveis. É aquela coisa de saber que uma poderá sempre contar com a outra, mesmo que a gente não se fale todos os dias e, às vezes, nem todas as semanas.

Quando ela finalmente voltou a fixar acampamento em terras lusas, combinamos de nos encontrar pelo menos duas vezes por mês para botar as fofocas em dia. O plano nem sempre deu certo. Às vezes quando nos encontávamos eu já tinha trocando de bofescândalo 3 vezes.

Num desses jantares a Joaninha disse “en passant” que tinha conhecido um cara nas danças de salão e que tinha ido à praia com ele. Mas que ele era um chato e não tinha nenhuma conversa interessante. Dois anos depois eles casaram.

A cerimônia civil demorou dez minutos. Depois foi só a festa. Ela estava linda de noiva e eu fui fazer cabelo e maquiagem e, modéstia à parte, também não fiquei nada mal. Tirando o vestido e o buffet, a festa não teve nada de tradicional. Os noivos abriram o baile dançando salsa ao som de Alanis Morrissete. Teve aulas de dança com um professor cubano que eu cismei que se chamava “Chocolate, o Furacão Cubano”. Na verdade ele se chamava Angél. Não tinha amigos solteiros do noivo para dar em cima, também não peguei o buquê (na verdade dei um passo ao lado na hora que ela jogou). Mas me acabei de tanto dançar e os meus cachinhos, ao fim da trde, eram apenas um pequeno ondulado.

Amei! E confesso que a ideia da festa de casamento já nem é tão bizarra assim.

3 comentários:

Val disse...

Vixe, tô até com vergonha de comentar em todas as suas postagens, mas eu não poderia deixar de dizer que "pimenta nos olhos dos outros, nem sempre é refresco". hehehehehe.

outrocantinhomari disse...

aqui fica também uma ideia muito original :)
http://www.youtube.com/watch?v=4-94JhLEiN0

bijinho* e bom f-d-s

By Mari Molina disse...

Eu acho "casamento" o máximo! Falo da cerimônia e do significado em si. Pena que hoje em dia esteja tão difícil. Eu diria que é como acertar na loteria.